<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205</id><updated>2011-04-21T16:13:49.491-03:00</updated><title type='text'>CONFISSÕES...</title><subtitle type='html'>anablogbanana@yahoo.com.br</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://eus.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><link rel='next' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default?start-index=101&amp;max-results=100'/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>176</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-105647910884623964</id><published>2003-06-24T15:25:00.000-03:00</published><updated>2003-06-28T01:20:13.050-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>entao crianças....&lt;br /&gt;eu estou me mudando. de casa, de vida de tudo. de blog tambem.&lt;br /&gt;quem quiser aparecer pra um cafe, vai ser um prazer. mas nao levem casacos, que estamos na primavera &lt;a href="http://confissoes2003.blogger.com.br"&gt;la&lt;/a&gt;...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-105647910884623964?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/105647910884623964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/105647910884623964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105647910884623964' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-105544824361850493</id><published>2003-06-12T17:04:00.000-03:00</published><updated>2003-06-14T08:51:57.863-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pois é meu blog deu uma pifada r&amp;aacute;pida.&lt;br /&gt;Bem no dia dos namorados que eu tbém estou prestes a pifar... :)&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o, n&amp;atilde;o é verdade.&lt;br /&gt;Tenho escrito pouco ultimamente. E nem me falta tempo. Ali&amp;aacute;s deveria me sobrar 8 horas por dia, que eu costumava usar trabalhando. Porém n&amp;atilde;o sei porque o tempo tem voado depressa de mim. Quando vejo j&amp;aacute; anoiteceu. Ah mas eu vejo anoitecer. Antes eu n&amp;atilde;o via. Entrava no escrit&amp;oacute;rio com o sol brilhando e saia quando j&amp;aacute; estava escuro. Talvez por isso, eu tenha tido permanentemente a sensaç&amp;atilde;o de que havia perdido algo. Hoje n&amp;atilde;o perco. Quando o sol começa a baixar sinto um cheiro de café e como bolo batendo papo com a minha m&amp;atilde;e. De repente tenho que acender a luz porque est&amp;aacute; ficando escuro. Vou até a janela ver...&lt;br /&gt;Tenho sido t&amp;atilde;o feliz nessa minha pequena tragédia. As vezes até me esforço pra ficar um pouco triste ou preocupada, mas n&amp;atilde;o tenho conseguido muito. &amp;Eacute; que sou muito feliz por levar meus sobrinhos na fono, e por nadar de manh&amp;atilde;, e por tomar um sorvete a tarde com a minha irm&amp;atilde;. &lt;br /&gt;Tudo bem que a m&amp;aacute;quina do estacionamento do shopping desejar feliz dia dos namorados é um afronta a qualquer felicidade... Mas até hoje, inclusive hoje, eu estou feliz.&lt;br /&gt;Namorar me parece singelo, mas me causa uma certa alergia de pensar. Sei l&amp;aacute;, começar tudo outra vez?&lt;br /&gt;N&amp;atilde;o saber se pode mudar a radio do carro, n&amp;atilde;o poder comer todos os bolinhos de uma vez, n&amp;atilde;o falar muito pra n&amp;atilde;o ficar mal, n&amp;atilde;o falar pouco pra n&amp;atilde;o ficar mal, n&amp;atilde;o rir demais pra n&amp;atilde;o parecer assim, n&amp;atilde;o rir de menos pra n&amp;atilde;o parecer assado...Ai n&amp;atilde;o.... Meu coraç&amp;atilde;o est&amp;aacute; cansado...&lt;br /&gt;Mas eu sei as coisas boas. Vocês namorados, que encheram o shopping ontem, se preocupam mais do que eu, gastam mais do que eu, e brigam mais do que eu também. Porém é como se fossem diferentes em tudo. Reajem diferente quando alguém olha pra vocês, falam diferente quando atendem o telefone, escolhem diferente quando precisam comprar calcinhas, ou quando precisam comprar blusas, ou até quando precisam comprar uma sobremesa pra depois do jantar....Quem namora, n&amp;atilde;o namora s&amp;atilde; quando est&amp;aacute; com o namorado. Namora o dia inteiro, quando suspira e quando escova os dentes, e quando se resfria, e quando vai ao dentista....&lt;br /&gt;Pois ent&amp;atilde;o, se eu conseguir me adaptar um dia, de novo, tomara que seja bom. S&amp;oacute; bom. Sem brigas. Brigas s&amp;oacute; pra fazer as pazes, rapidinho. Ci&amp;uacute;me s&amp;oacute; pra cuidar, saudade s&amp;oacute; pra voltar...&lt;br /&gt;Enfim, quem dera todos os namoros fossem assim. Ou o mais assim poss&amp;iacute;vel...&lt;br /&gt;Um bom dia dos namorados pra vocês também!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-105544824361850493?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/105544824361850493'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/105544824361850493'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_06_01_archive.html#105544824361850493' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-95039774</id><published>2003-05-29T13:30:00.000-03:00</published><updated>2003-06-16T10:23:55.250-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desamor.&lt;br /&gt;? pedir licença pra entrar na pr?ria casa, é ganhar crach? de visitante pra entrar na pr?pria empresa, é n?o poder tirar os sapatos e nem nem repetir o pudim. ? ter que terminar o prato de arroz, ainda que n?o tenha mais fome, é beber ?gua sem gelo ainda que esteja calor, porque é o que tem e de outra maneira morrer?amos de sede. Ou ent?o é morrer de sede mesmo assim.&lt;br /&gt;? um buraco que se abre fundo diante de seus pés, é uma noite que n?o acorda nunca, mas que também n?o adormece. ? uma tentativa de acertar que sabe-se errada, uma hora desesperada que sabe-se impr?pria, uma guerra que sabe-se perdida.&lt;br /&gt;? um tempo que n?o passa enquanto esperamos um ônibus que n?o vem. ? uma estaca nos nossos pés, que n?o nos deixa mover, atravessar a rua, pegar um metrô, ou caminhar. ? esperar o ônibus, como se ele viesse, achando que aquele ali vermelho e branco pode ser, sabendo-se que n?o ser?. ? uma esperança teimosa, cega e surda essa coisa de amor. Queria eu, que ela fosse também muda, Mas n?o é. Porque grita.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-95039774?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/95039774'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/95039774'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#95039774' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-94904839</id><published>2003-05-26T15:12:00.000-03:00</published><updated>2003-05-26T15:12:49.060-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;O Mais-Que-Perfeito&lt;br /&gt;(Vinicius)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ah!, quem me dera ir-me,&lt;br /&gt;contigo agora&lt;br /&gt;a um horizonte firme,&lt;br /&gt;comum, embora!.&lt;br /&gt;Ah!, quem me dera amar-te,&lt;br /&gt;sem mais ciúmes&lt;br /&gt;de alguém, em algum lugar,&lt;br /&gt;que nem presumes.&lt;br /&gt;Ah!, quem me dera ter-te,&lt;br /&gt;sempre ao meu lado,&lt;br /&gt;sem precisar dizer-te,&lt;br /&gt;jamais, cuidado!&lt;br /&gt;Ah!, quem me dera ter-te,&lt;br /&gt;feito algum lugar&lt;br /&gt;plantado num chão verde,&lt;br /&gt;para eu morar-te&lt;br /&gt;Ah!, quem me dera ter-te,&lt;br /&gt;morar-te até morrer-te!&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-94904839?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94904839'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94904839'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#94904839' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-94904741</id><published>2003-05-26T15:10:00.000-03:00</published><updated>2003-05-26T15:10:02.256-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Vinicius na veia ontem.&lt;br /&gt;Um romantismo enorme, para namorados, para apaixonados. Tão bom estar apaixonado né? Não, nem precisa ser por uma pessoa. Eu tenho me lembrado de quando dava aulas para crianças. E acordava cedíssimo e feliz da vida. Era apaixonada, por aquele trabalho. Poderia jurar que não existia paixão maior que a minha...e não existia mesmo. Planejava aulas, inventava coisas, falava sem parar, dormia tarde recortando papéis e gravando músicas que fariam sentido. E não ganhava nenhum centavo por isso. E amava. Amava demais, quase uma MADA :)))&lt;br /&gt;Cada dia mais, me convenço que as melhores atividades, as melhores coisas da vida são as que vem de graça e são as que faríamos de graça também. Aquelas pelas quais, acordaríamos cedo com prazer. &lt;br /&gt;Eu, só acordo cedo por paixão. Aliás as vezes acho, que só &lt;b&gt;acordo&lt;/b&gt; - cedo ou tarde - se tiver uma paixão pra me tirar dali. Talvez por isso, tenho dormido tanto ultimamente. Não é qualquer coisa que ganha das minhas cobertas...&lt;br /&gt;Há de ter um tanto de brilho e de calor. Há de ser algo doce e saboroso, para ser apaixonante, para que levantemos enfim. Alguma coisa que deve estar pra chegar. Isso eu sei...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-94904741?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94904741'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94904741'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#94904741' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-94553381</id><published>2003-05-18T20:33:00.000-03:00</published><updated>2003-05-18T20:34:50.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pois eu tenho estado muito confusa...&lt;br /&gt;Acho que todo mundo tem épocas assim. Quando as coisas ficam fugindo das nossas mãos, como se dos 5 sentidos que tenho, o tato me fosse tirado e nada mais eu conseguisse identificar e firmar comigo. Não tenho mais o tato, não sou mais uma pessoa inteira e sã. Aquilo que tomo nas mãos logo escorrega e, como um sabonete, salta, desliza e foge de mim. &lt;br /&gt;Sinto que me escorre por entre os dedos aquilo que eu carregava com mais cuidado e com mais amor. E é aí, quando estou de mãos vazias, que me transformo subitamente na mulher mais triste do mundo. Pronto. Só preciso ser feliz. Nem que seja por 5 minutos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-94553381?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94553381'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94553381'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#94553381' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-94385906</id><published>2003-05-15T09:39:00.000-03:00</published><updated>2003-05-15T11:32:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ser mandada embora sempre dói. Por mais que não se gostasse daquilo mesmo, por mais que saibamos as causas e estamos eximidos de culpa...Nunca nos sentimos mesmo eximidos de culpa, em uma demissão. Ser mandado embora dói porque é uma expulsão. Somos expulsos de um contexto no qual estávamos inseridos.&lt;br /&gt;Eu me comportei bem, ouvi a ladainha toda: O mercado que tá ruim, a situação que está difícil, apesar de eu ser ótima (eu, segurando o riso nessa hora) e blá, blá, blá. Daí me levantei, agradeci por tudo, aperto de mão, abraço, “a gente se encontra” isso, “a gente se encontra”. Me despedi das pessoas, sorri, brinquei e pronto, fui embora. Mas depois chorei. Eu sei que vou achar outro emprego, eu sei que não gostava de lá, eu sei que foi melhor assim, porque chorei?&lt;br /&gt;Chorei pela expulsão, chorei porque tenho sido expulsa de outras coisas também. Chorei porque era ontem, porque estava sol, porque o trânsito estava ruim e porque eu estava com fome. Chorei porque ainda teria que comprar um jogo de sofá, um fogão e uma geladeira e chorei mais ainda, porque sinto a parede na qual me apóio desmoronar-se subitamente, mas quero fingir que não sinto. Chorei porque não me permito desmoronar também e finjo que está tudo ali. Chorei porque peguei uma baita gripe, e não consegui dormir direito. E chorei porque não tive a última ligação do dia, tão habitual quando tudo estava bem... Mas enfim desmorona-se todos os andares de uma vez só.&lt;br /&gt;Hoje não choro mais. Porque tomei muitos remédios e mandei muitos currículos. Hoje, só espero. E fico na ponta dos pés para ver o que há por detrás dos escombros. Já que tudo desmoronou mesmo, ao menos tenho outra paisagem para seguir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-94385906?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94385906'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94385906'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#94385906' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-94150499</id><published>2003-05-11T12:07:00.000-03:00</published><updated>2003-05-11T12:07:19.850-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E ontem, por um milésimo de segundo eu entendi. Juro eu entendi um pouco, bem rápido...&lt;br /&gt;Mas já passou. Nem me lembro bem. Foi algo como se por um instante eu tivesse tido teus olhos e assim tenha podido enxergar aquilo que nunca consigo ver...&lt;br /&gt;Aliás, eu desejei com tanta força entender que talvez alguém tenha escutado. Desejei tão intensamente ter teus olhos para então perceber onde está o degrau que tropeçamos, onde está o véu espesso que nos separa, onde estão as armas que nos matam, que fui, brevemente atendida.&lt;br /&gt;Eu vi que as coisas têm outro amanho pra você. E eu conheci, rapidamente, tua morada. Senti, juro, como é dormir na cama que você dorme, vestir as roupas que te cobrem, andar com um sapato que te aperta.&lt;br /&gt;Foi por um milésimo de segundo, que entrei no teu corpo e vi qual o gosto que tem o amargo e o doce na tua língua. Entrei no teu corpo e segurei tuas dores, mas foi por um instante só. Porque acabei me distraindo e lembrei, que talvez elas sejam pesadas demais pra mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-94150499?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94150499'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94150499'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#94150499' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-94060832</id><published>2003-05-09T13:49:00.000-03:00</published><updated>2003-05-09T13:49:01.803-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Uma semana sem escrever! É o fim! O fim dos tempos mesmo! Ou o fim daquele trabalho que já não era de todo bom e o início de um ainda pior...&lt;br /&gt; Ou não... Não é verdade isso. Reclamo por hábito porque aqui também não é de todo mau. Algumas coisas são piores mas outras são melhores. Tem música, tem bate-papo, almoço longo, pode sair mais cedo, entrar mais tarde, tudo-de-bom. Mas....nada de internet, telefonemas gravados, câmeras por todos os lados, cuidado! Um inferno...&lt;br /&gt;As coisas são assim mesmo né?  Nada é só ruim ou só bom como pregamos. Que mania é essa de sermos tão maniqueístas.... Como nas novelas. Aquela Heloísa totalmente insana. Maluca e chata de tudo. E a irmã, Helena, hiper sã. Calma, tolerante, cabelos ajeitadíssimos, tudo feito sob medida. E a filha do médico, como chama aquela menina? Totalmente boazinha. Nenhum centímetro de maldade, um santa irritante para nós, reles mortais, que ora somos bons, ora somos vis. &lt;br /&gt;"Onde é que há gente nesse mundo?" Não era assim a poesia?&lt;br /&gt;Eu acredito que haja gente por toda parte. Gente confusa, gente doente, gente cujo corpo abriga sanidade e loucura convivendo quase que em harmonia. Mas as vezes em guerra... &lt;br /&gt;Somos assim, muitos. &lt;br /&gt;As vezes invejo os animais. O leão que nunca se contradiz, o pato que fica lá, tolamente nadando sem sentir dúvida sobre nada, as galinhas de Clarice Lispector, que apenas vivem e, não se sabe porque, fogem quando aproximam-se humanos. Nós achamos que elas temem ser pegas, porém talvez temam o contágio. Se elas pensassem temeriam ser atacadas por esse vírus da contradição que faz com que nos vistamos cada hora de um jeito, nos sintamos cada minuto de uma outra forma, enquanto elas tem sempre a mesma cara, a mesma expressão, o mesmo olhar e as penas, ainda que sejam trocadas, voltam iguais, com a mesma função, e as mesmas cores...&lt;br /&gt;Ai que vida chata essa das galinhas!&lt;br /&gt;Ou não?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-94060832?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94060832'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/94060832'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#94060832' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-93681811</id><published>2003-05-02T22:12:00.000-03:00</published><updated>2003-05-03T15:23:52.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje o tempo esfriou em São Paulo. Um vento gelado, uma garoa fina, tudo o que pede cobertor e vídeo. Eu, obediente à natureza, aluguei um filme e tirei o edredom do plástico. Talvez nem fosse pra tanto...&lt;br /&gt;Mas me sinto com um pouco de frio mesmo. Sem o cobertor de penas de ganso que é o amor, como disse Fernanda Young. A solidão é mesmo um frio miserável...&lt;br /&gt;Esses dias esvaziei as gavetas do escritório. Devo sair de lá...Também fiz uma limpeza nos armários de casa. Há roupas a serem encaixotadas. Guardei alguns porta-retratos na gaveta e tento tirá-los da minha memória também.&lt;br /&gt;Meu Deus, não será coincidência que tudo se desfaz de uma só vez, não é? Deve haver uma razão, uma conspiração, uma paralisação dos operários, qualquer greve geral que mobilize tamanho transtorno.&lt;br /&gt;Ou não. Ou eu, com minha imaginação, sou a única capaz de acarretar essa mão-de-obra toda.&lt;br /&gt;Talvez. Afinal de contas defendo tanto que somos os responsáveis por nós mesmos. Mas aí está o mundo e seus encantos que nos causam a saudade.&lt;br /&gt;Eu tenho tido saudades, ultimamente. É tão difícil quebrarmos os hábitos. É tão complicado rompermos os laços há tempos amarrados. Quebrarmos as promessas que fizemos a nós mesmos, voltarmos as dúvidas e as buscas antes, e a custos, esquecidas...&lt;br /&gt;Pois eu queria que caísse aqui, um amor novo, um amor bom. Queria mesmo, mas não vou ousar sair de casa e nem mesmo abrir a porta para estranhos. Até porque ando tão carente, que qualquer cavalo ou macaco que aparecer no formato de gente, se me estender os braços, capaz que me leve embora para sempre...&lt;br /&gt;Eu hein...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-93681811?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93681811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93681811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_05_01_archive.html#93681811' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-93474750</id><published>2003-04-29T13:53:00.000-03:00</published><updated>2003-04-29T13:53:19.500-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As pessoas costumam dizer que eu sou distraída. Mal sabem elas, o quão mais distraída eu gostaria de ser. &lt;br /&gt;As pessoas nãos sabem, como é difícil se distrair. Eu gostaria de me distrair para sempre.&lt;br /&gt;Tornar-me a pessoa mais distraída do mundo, livre de qualquer concentração. Quando nos concentramos é sempre naquilo que dói. E eu quero me livrar do que dói. &lt;br /&gt;Tenho me concentrado em imagens bonitas, em lembranças que talvez nem tenham existido, em sentimentos que talvez eu nem tenha sentido..&lt;br /&gt;Queria me distrair para me livrar, para não pensar, para não doer.&lt;br /&gt;Mas há algo em mim que não se cansa, por isso não descansa. Há algo doloroso, que verte por entre as brechas do pensamento e o toma todo, em uma fração de segundo.&lt;br /&gt;Resta clamar para que venha o tempo. Não na forma lenta como vem para os que esperam, mas veloz como só sabem os correm…&lt;br /&gt;Porém fecho os olhos e os abro quando sinto um ano passar dentro de mim, mas lá está o ponteiro marcando os minutos de sempre. As infinitas horas que não se desgrudam dos dias, do calor infernal, do frio miserável, de qualquer clima ruim, de qualquer espaço apertado demais ou vazio demais. Nada é a medida exata, não há quantidade certa, nem valores corretos.&lt;br /&gt;Tudo o que sinto é demais ou de menos. Pode ser que esteja tão claro que eu não consiga abrir os olhos ou tão escuro que eu não possa enxergar. De qualquer modo procuro uma parede para me apoiar, de qualquer modo não consigo caminhar. Porque de qualquer maneira, eu estou cega.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-93474750?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93474750'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93474750'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#93474750' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-93435101</id><published>2003-04-28T22:22:00.000-03:00</published><updated>2003-04-28T22:23:15.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sábado teve encontro. Conversa de encontro, palestras de encontro, choro de encontro, músicas de encontro...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;"Não, já não posso ser o que sempre fui, tenho que mudar&lt;br /&gt;Já posso recomeçar pois para viver tenho um ideal&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Amar, amar e a própria vida dar&lt;br /&gt;e assim viver e não voltar atrás&lt;br /&gt;Amar amar e a própria vida dar&lt;br /&gt;e assim viver e não voltar atrás&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje entendi enfim, que devo morrer se quero nascer"&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-93435101?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93435101'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93435101'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#93435101' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-93255882</id><published>2003-04-25T16:05:00.000-03:00</published><updated>2003-04-25T16:05:15.380-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As vezes fico com muita raiva de mim. Fico especialmente com raiva quando desperdiço as coisas. Não, não me importo muito de comer um iogurte e deixar quase metade lá. Jogo fora e não acho que foi desperdicio. Ou acho que o mais importante de tudo é existir a medida exata. E eu a comi. a medida exata.&lt;br /&gt;Eu tenho raiva mesmo, quando desperdiço as palavras. Tenho raiva quando guardo as palavras ajeitadas de modo tão único e singelo que preciso congelá-las, para não serem mais esquecidas. Porém eu não faço. Sei escrever, tenho sempre papel, ou micro próximo, mas não anoto. Depois fico com uma raiva enorme de mim. Porque eu desperdicei um pensamento e pensamento não é que nem iogurte que você compra outro. Pensamento não vem nunca mais, a não ser que você o congele.&lt;br /&gt;Tantas coisas que penso, tão infinito o mundo, as paisagens, as formas de olhá-las. As paixões, os amores, tantos. vividos de maneiras distinas, parecidas, paralelas, únicas. E a gente não guarda nada. Não se atenta a nada dissso. Olhamos para o micro, para as planilhas. Corrigimos as fórmulas e pegamos ônibus. Depois, o sono. Estamos sempre atentos aos vidros e aos semáfaros, e não nos damos contas dos olhares e das pessoas &lt;br /&gt;Nisso os blogs são muito bons. Uma fonte imensurável de riqueza. Aqueles tonéis cheios de embriões congelados. Nem são embriões, são espermatozóides apenas, certo? Não sei bem, mas estão ali, congelados pra não serem perdidos. &lt;br /&gt;Pois a palavra perdida é um desperdício tão grande quanto esse. Espermatozóides que não viram nada, ficam perdidos em uma camisinha e vão para o lixo. Se tivessem sido ao menos congelados...&lt;br /&gt;Pois eu fico com raiva de mim, porque desperdiço os pensamentos. E eles sendo congelados podiam fecundar em um lugar qualquer. Eu nem sei onde, porque não seria mais filho meu... &lt;br /&gt;Nisso são bons os blogs. Juntam espermatozóides perdidos, que não se transformariam em nada se esquecidos... E podendo haver um leitor, aí há o óvulo. &lt;br /&gt;E a criação iniciada. &lt;br /&gt;Não é assim que se habita um mundo?&lt;br /&gt;Ou eu estou apenas me acostumando com Clarice?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-93255882?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93255882'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93255882'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#93255882' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-93058846</id><published>2003-04-22T14:52:00.000-03:00</published><updated>2003-04-22T14:52:50.046-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;"Afinal, é tão fácil abalar uma história. Quebrar uma linha de pensamento. Arruinar um fragmento de sonho conduzido com cuidado como se fosse uma peça de porcelana. Embarcar, viajar  junto... é a coisa mais difícil de se fazer."  (Arundhati Roy,  "O Deus das Pequenas Coisas")&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ontem eu estava triste. Triste de não ter mais jeito, assim achando que iria me desfazer de dor mesmo.&lt;br /&gt;De repente me dei conta que precisava de uma voz humana. Qualquer pessoa que já tivesse morido, assim como eu estava morrendo pra me dizer que iria passar. &lt;br /&gt;Pensei, olhei, chorei um pouco mais e foi aí que me veio &lt;a href="http://www.ameninanoespelho.blogspot.com/"&gt;ela&lt;/a&gt;. &lt;br /&gt;Com tudo o que eu precisava ouvir. E tudo o que eu precisava ouvir era: "Não morre Ana, acredita em mim, a gente não morre". Pronto. &lt;br /&gt;Não que eu tenha acreditado assim de cara, não. Mas ouvi, e me confortou demais. Ainda fiquei com um pouco de dúvida, achei que hoje eu não existiria mais, assim como se um fogo tivesse me queimado e iria amanhecer cinzas no meu lugar.&lt;br /&gt;Mas não morri. &lt;br /&gt;Talvez tivesse morrido, sem perceber, caso não tomasse nenhuma atitude. Porque se morremos, morremos de inércia e não de atitude.&lt;br /&gt;Morre-se então, de ficar tanto tempo na mesma posição, morre-se de caimbra. Não morremos se nos movimentarmos, não morremos se tentarmos, não morremos se não desistirmos. &lt;br /&gt;Acho que é isso. Só morremos quando desistimos, não do outro, não do trabalho, não há problema em desistir de projeto algum. Mas morremos em vida, se desistirmos de nós mesmos.&lt;br /&gt;Do contrário há a ilusão da morte. Desistir de um relacionamento, de um projeto, causa dor. Nos arrancam repentinamente o chão, secam subitamente o sangue que corria no nosso corpo, e dói. Dói tanto que vivemos a ilusão da morte.&lt;br /&gt;Mas enquanto não desistirmos de nós, do que somos, do que acreditamos, do que está aqui arraigado em mim como raízes à terra...Enquanto isso não acontecer eu ainda posso ressuscitar. Acordar gente, achando que está sol, sentindo calor em maio, ou qualquer coisa assim...&lt;br /&gt;Não sei bem...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-93058846?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93058846'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/93058846'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#93058846' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-92797069</id><published>2003-04-17T17:12:00.000-03:00</published><updated>2003-04-17T17:29:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu sempre tive como comemoração preferida, a Páscoa. &lt;br /&gt;Quando começa a chegar dezembro, minha comemoração preferida torna-se subitamente o natal, mas originalmente é a páscoa que eu gosto mais.&lt;br /&gt;Além da origem, que eu acho bonita, tem as conseqüências que tornam o dia especial. &lt;br /&gt;Esconder os ovos pela casa, para que as crianças procurem, e ainda dar todo mérito ao coelho, é um ritual tão único que não há como deixar de ser especial. &lt;br /&gt;Também acreditei em coelho -claro- e essa é a crença mais absurda do mundo. Porque se já é o fim da picada achar que um velhinho percorre o mundo de trenó a distribuir presentes, imagine jurar que um coelho, aos pulos, faça coisa similar. &lt;br /&gt;Pois bem, e eu achava que fazia. Achava assim, sem apostar nada, porque a história me parecia um pouco suspeita mesmo, mas que eu esperava o tal coelho branco chegar carregando os ovos ,sei lá como, isso eu esperava sim.&lt;br /&gt;Hoje, comemoro a páscoa e fico refletindo sobre a simbologia dela.&lt;br /&gt;Além do domingo, o que eu acho mais legal é a sexta-feira da paixão.&lt;br /&gt;Sei que a razão pela qual se chama “sexta-feira da paixão” não é a mesma pela qual eu acho bonito. Acho bonito o nome, o termo, o dia tão a calhar. Jamais haveria uma “segunda-feira da paixão”. Coisa mais apropriada terem chamado o dia da paixão de sexta-feira. Porque além da paixão de Cristo, há a minha paixão e a sua e a paixão de todos os namorados, amantes e solitários que ainda assim, têm um coração apaixonado. E mais apropriado ainda é vivermos uma sexta-feira da paixão e depois de dois dias trocarmos chocolates. Chocolate tem muito a ver com paixão que tem muito a ver com sexta-feira.  E para ficar melhor a sexta-feira da paixão ainda pode ser chamada de “sexta-feira maior.”. Vocês sabiam? Com certeza sabiam, porque uma sexta-feira da paixão tem que ser “sexta-feira maior”, vai….&lt;br /&gt;E o sábado então? “Sábado de aleluia” não é lindo esse nome? No sábado de aleluia , espancam, surram bonecos pelas ruas, queimam até, e vingam-se do Judas traidor. Ah eu tenho meus Judas internos, traidores de mim mesma, a quem eu malho também, e judio não esse sábado mas, coincidentemente, todos os sábados.&lt;br /&gt;E no domingo, depois disso tudo, bem no domingo que é o dia mais morto da semana: “a ressurreição”. &lt;br /&gt;Como se tudo tivesse acabado e como se tudo estivesse começando ao mesmo tempo. Porque é assim que é mesmo. Morremos sempre e ressuscitamos sempre também. Cada vez que achamos que não há mais nada, nós acordamos depois, como se tivéssemos deixado para trás uma parte de nós, e outra ainda acordasse conosco em meio a  fumaça.&lt;br /&gt;Morremos também, em uma sexta-feira da paixão, todos nós. Porém imperfeitos que somos, nunca é por amor ao mundo, mas também, tolos que somos nunca é por amor a nós mesmos. Morremos por uma doença de amor que depois de vivido morre também, e nos cega, nos mata, nos definha em uma data próxima do final de semana. Mas ressuscitamos. Alguns ao terceiro dia, mas não há os que não ressuscitem nunca.&lt;br /&gt;Sempre é dia de acordar, de lembrar da paixão da vida e da de Cristo também, que não sou assim, nem de longe, tão herege. &lt;br /&gt;Uma boa páscoa pra vocês, crianças!&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-92797069?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/92797069'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/92797069'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#92797069' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-92585908</id><published>2003-04-14T12:06:00.000-03:00</published><updated>2003-04-17T17:12:34.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ando aérea esses dias. Muitas coisas pra pensar, e não consigo pensar em nada. Vou me mudar de casa, vão me mudar a vida.&lt;br /&gt;Eu não estava falando nada sobre essa mudança, porque é tão doído que escolhi não entrar em contato. E achei que afastar a idéia do pensamento a afastaria da realidade. Mas não funcionou. A idéia veio, com a chave, as contas, os orçamentos, as preocupações, as despedidas, os olhares tristonhos, o "nunca mais". O tão temido "nunca mais".&lt;br /&gt;E eu nem sei dizer, nem sei explicar porque não conheço esses sentimentos que entram  na minha barriga. Como se eu tivesse comido uma coisa nova, e só sei que o gosto é ruim. Eu não conheço essa idéia eu nem me conheço mais. Não vou mais dizer que gosto de macarronada, porque pode ser que eu mude de idéia. Defendi por anos, a idéia de que detestava os MMs de amendoim. E hoje estou viciada neles. Desconfio até dos meus gostos, porque eles também não tem lugar fixo. me desaponto o tmepo inteiro, como esperar que os outros não me desapontem?&lt;br /&gt;Eu nunca me mudei antes. Sempre vivi aqui, e achei que se me mudasse morreria.&lt;br /&gt;Pensava que só me mudaria viva quando casasse. Pensava "quando me casasse" e não "se me casasse" porque tinha a certeza de que ia me casar, e que sairia daqui, com um vestido de noiva bem lindo, junto com meu pai, sorrindo dentes brancos que eu nem tinha. &lt;br /&gt;Pensei tanta coisa que deu errado.&lt;br /&gt;Acho que sonhei demais. Sonhei tanto, tanto e com tanta força, que os sonhos devem ter se assustado com tamanho afinco. E fugiram de mim...&lt;br /&gt;Agora estou aqui, quase que desisitindo de sonhar então. Porque os quartos estão vazios, a sala não tem sofá, a cozinha não tem café, o chuveiro não funciona. Não quero morar nesse mundo, inóspito, amargo. Vou morrer de sede, vou morrer de frio, vou morrer de solidão, vou morrer de culpa. A culpa são sapatos de chumbo. Vou morrer porque não consigo mais caminhar tamanho o peso dos meus pés.&lt;br /&gt;Talvez então, quem sabe...Nasça uma outra aqui, no meu lugar.&lt;br /&gt;Uma outra mais leve, mais amável, mais magra. Sem espinhas, sem pintas, sem casacos, sem batom nem rímel...&lt;br /&gt;Quem sabe venha aqui, tomar o meu lugar, uma menina de pés descalços, o que é confortável mas pode ser frio também....&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-92585908?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/92585908'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/92585908'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#92585908' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-92168733</id><published>2003-04-07T16:46:00.000-03:00</published><updated>2003-04-07T16:46:01.216-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tive um final de semana com mil atividades.&lt;br /&gt;Fui assistir a peça da Juli. Pra mim, um dos melhores espetáculos infantis de todos os tempos. E ela está ganhando mesmo uma fã incondicional. Não tem como não ser.&lt;br /&gt;     Vê-la triste e melancólica como a sofrida Joana e depois conhecê-la como o dedinho mindinho do pé, é um presente.&lt;br /&gt;Eu quero ir em todas as peças que você fizer viu? Todas, daqui pro fim da vida. Torço pra que você continue em São Paulo, portanto.&lt;br /&gt;E depois também tive uma noite excelente. &lt;br /&gt;Estava dando tudo errado, eu já tinha pego a caixinha de papel “Yes” (que aliás devia se chamar papel “No”), um filme triste e me dirigia à TV, pra realizar mais um processo de “auto-derrota”, quando uma amiga querida ligou. Me convenceu a sair, fomos, e no caminho eu convenci outro amigo a nos encontrar, e fizemos um sábado a noite como há muito tempo eu não tinha. Bom papo, boa música, risadas. &lt;br /&gt;É engraçado como as vezes a gente se apega as piores possibilidades. Meus sábados já são conhecidos por mim. Assisto filme, leio, durmo, pronto. Nada mais triste, dizem uns. Nada mais seguro também. Normalmente quando saio, me canso tanto nas filas. Me incomodo tanto com a fumaça, que acabei optando por abdicar dessa vida e ficar no sossego do meu lar. &lt;br /&gt;Mas que bom que as vezes eu topo arriscar. São poucas vezes, confesso.&lt;br /&gt;Mas defendo fortemente a idéia de mudarmos de idéia. &lt;br /&gt;Ainda tenho um medo enorme de não me reconhecer mais. Porém a maior parte do tempo, tenho tido medo é de nunca mais me estranhar. &lt;br /&gt;Como pode ser chato nos sabermos calmos, não é? Ou nos sabermos irritados, ou nos sabermos loiros, ou nos sabermos amigos, ou nos sabermos ansiosos. &lt;br /&gt;Acho estranho o fato de que nunca na vida, vou olhar no espelho e ser outra.&lt;br /&gt;Também questiono como seria viver em outro corpo. Mas não adianta, que sempre vou ser eu. &lt;br /&gt;Eu já devia estar acostumada, mas as vezes me pego surpreendida pelo fato de que não consigo me livrar de mim. Passei por tantos lugares, conversei com tantas pessoas, mas quem continua aqui sou eu, indo onde meu corpo vai, com esses olhos de espanto, esse nariz quebrado, calçando 36 e tendo por dentro, os mesmos órgãos de sempre..&lt;br /&gt;Ok, ok, é um pouco estranha essa conversa. Mas não e estranho o fato de amarmos tanto algumas pessoas, sentirmos dores quando elas sofrem, sentirmos alegrias quando elas estão alegres, e no entanto, nunca nem por uma vez, termos sido elas?&lt;br /&gt; Somos prisioneiros de nós mesmos. Não conseguiremos nunca nos livrarmos. Podemos nos trapacear, nos sacanear, nos mutilar como fazemos tantas vezes. Mas amanhã, quando acordar você vai continuar aí, com você mesmo. Sem chance de liberdade.&lt;br /&gt;Antes nos tratássemos melhor, portanto. Seria, no mínimo, mais inteligente. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-92168733?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/92168733'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/92168733'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#92168733' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-91858557</id><published>2003-04-02T15:39:00.000-03:00</published><updated>2003-04-02T17:49:57.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não sei porque tanta coisa que deveria ser boa, a mim causa tortura.&lt;br /&gt;Vivo uma eterna guerra comigo mesma.&lt;br /&gt;Em coisas complexas e nas mais simples: Vejo uma roupa na vitrine de uma loja, me apaixono. Entro, peço pra provar e ainda assustada com o preço, rumo ao provador. Quando experimento e fica boa, logo penso: "Ai que droga, serviu direitinho!" Se estou com uma amiga ela ri: "Ana, não te entendo" é o que costumam dizer.&lt;br /&gt;Como assim não entendem? É tão claro! A roupa ficou boa, vai iniciar um conflito dentro de mim, uma guerrilha entre tantas guerras que vivo. Loucura? Talvez, mas essa loucura vem de uma sanidade que gruda em meus pensamentos e não me deixa ser livre: "Dinheiro é coisa importante, preciso pagar contas, tanta gente sem ter nem o que comer, e eu vou gastar tudo isso numa blusa?!" Quer coisa mais sensata do que esses pensamentos? Sim tem, os generais camuflados saindo da moita oposta: "Mas com aquela calça, naquele aniversário, é só economizar em outra coisa, gastar menos na farmácia, eu estou mesmo precisando, dura a vida toda essa blusa..."&lt;br /&gt;Parece loucura sim, porque estou falando de uma coisa banal. Mas o mesmo processo ocorre com acontecimentos de maior alcance. Emprego. Eu quero sair dessa senzala - a que chamam de trabalho - recebo uma proposta de outro, mas são atividades parecidas, tudo o que eu não queria igualmente chato. "Imagina, de um tronco para o outro, tô fora", penso sem ver nenhum problema em dizer um "não" sorridente, até que o cara, me oferece um salário inesperadamente bom. "Que droga!" eu penso de novo, exatamente como no provador com a blusa "feita-sob-medida". "Ele poderia ter parado de falar um minuto antes."&lt;br /&gt;É melhor não saber, à ter que escolher. É sempre uma questão de escolha e aí é que começa o problema. Quando o salário é baixo, a roupa fica feia, a escolha está aí clara, não há conflitos.&lt;br /&gt;Porém são as coisas boas que nos atrapalham.&lt;br /&gt;No amor? Igualzinho! E quem não é?&lt;br /&gt;Você está decidida a terminar com o cara, ele é um cafajeste, insensível e todo aquele "pacote completo" de características masculinas que a gente teima em combater.&lt;br /&gt;Então tá, marca um encontro e ele vem todo cheiroso. "Ai que droga, tinha que ser tão lindo?"&lt;br /&gt;Pois é, de novo a parte boa nos causando problemas. Se eles fossem só aquele pacote completo que eu já disse, não haveria conflito. Terminaríamos e pronto. Seguiríamos sozinha a vida toda e ainda acharíamos o máximo.&lt;br /&gt;O problema são as virtudes que acompanham os homens: Eles são sedutores, gentis, amáveis, e beijam como ninguém. Droga...&lt;br /&gt;Nós somos mesmo muito irracionais. Deveríamos agradecer a oportunidade de escolher, porque se não a temos praguejamos. &lt;br /&gt;Quando só existe uma possibilidade de emprego queríamos outras, quando elas vêem preferíamos que não viessem.&lt;br /&gt;As mesmas garotas que lamentam a solidão, se tiverem dois apaixonados, sofrerão: "Gosto dos dois, não sei quem escolho!". Do mesmo modo que o ex desempregado se tem mais de uma proposta se martiriza: "Ai meu Deus, qual será a melhor, ai qual escolho, ai, qual, qual, qual??"&lt;br /&gt;Talvez tenhamos nascido para sermos macacos primitivos, pulando de uma árvora para outra. Por engano nos puseram uma possibilidade de analisar. Analisar, como se fôssemos grandes juízes, como se tívessemos as respostas, como se soubéssemos escolher e perder. &lt;br /&gt;Pobres de nós, incautos e ignorantes, sofendo no nosso corpo animal, os benefícios de termos vindo deuses.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-91858557?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91858557'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91858557'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#91858557' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-91787394</id><published>2003-04-01T16:13:00.000-03:00</published><updated>2003-04-01T16:13:33.030-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>testando&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-91787394?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91787394'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91787394'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_04_01_archive.html#91787394' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-91489406</id><published>2003-03-27T14:06:00.000-03:00</published><updated>2003-03-27T14:11:06.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Li, recentemente, sobre duas mulheres que estavam no hospital visitando um tio quando o mesmo faleceu na presença delas. Elas ficaram ali, sem muito o que fazer e uma das duas disse: "Precisamos chamar um adulto".&lt;br /&gt;Eu me considero adulta. Mas por vezes, me sinto tão indefesa e frágil que procuro ao redor um adulto confiável, que me pegue pela mão, tape meus olhos, me tire dali, enfim... Qualquer pessoa que saiba como lidar com aquela situação.&lt;br /&gt;Não gosto muito desse meu lado menina, e ele foi sempre tão incentivado. Meus pais queriam me proteger até hoje, de tudo. Meus irmão também, imagine 4, maiores do que eu. Sempre acreditei que eu era a boneca de louça deles, frágil, doce, indefesa. Até que o mundo começou a me tratar como adulto. Chamavam-me pelo nome e usavam voz grossa, pra falarem comigo. Me assustei. Ao primeiro assopro, tombei. &lt;br /&gt;E então decidi que seria forte. Acho super bonito essas mulheres que se equilibram nos saltos, agem com a razão, consertam eletrodomésticos e entendem de carro. Resolvi que me transformaria em uma. Ainda não sei lidar com motores e eletrodomésticos não são o meu forte. Mas hoje, ando com meus ossos tensos, tentando ser firme o tempo todo. Não me permito, jamais, chorar no escritório, por exemplo. E tenho uma vontade tremenda. Quando algo dá errado, meu primeiro impulso é trancar-me na casinha do banheiro e deixar as lágrimas virem. Mas não o faço. &lt;br /&gt;Vou até o café, falo no telefone, abro o excel, sorrio, escrevo, faço qualquer coisa que me tire o pensamento do que dói. Tensiono os meus músculos, fico séria, rija, forte.&lt;br /&gt;Aprendi que temos que acreditar nas nossas mentiras, e passo o dia alimentando aquilo que quero ser. Pareço uma mulher de ferro por fora, como sempre quis ser.&lt;br /&gt;Não dura muito, é verdade. &lt;br /&gt;Ontem tive um problema sério aqui.&lt;br /&gt;Broncas, brigas, gritos, ameaças, silêncios e uma pressão fortíssima passaram o dia comigo.&lt;br /&gt;Fiquei assim, rodeando o banheiro, mas não entrei nele nenhuma vez.&lt;br /&gt;Ainda quando fui embora, deixei uma colega no metrô, sorridente. Porém quando ela desceu eu estava tão tensa que tinha a sensação que se permanecesse assim mais um segundo, todos os meus ossos iriam rachar-se.&lt;br /&gt;entaõ, como uma gelatina desenformando antes do tempo, eu desabei. &lt;br /&gt;Chorei, chorei, chorei.&lt;br /&gt;E sentia-me ali, feliz por poder sentir-me enfim triste. Sentia-me satisfeita e grata por poder derramar no mundo o que eu era, não importa o que fosse.&lt;br /&gt;Sentia-me agradecida por poder escolher a dor. &lt;br /&gt;Sentia-me grata mesmo por não terem me tirado o que é mais meu, entre tudo o que é meu, que são minhas dores, minhas lamúrias, minhas lágrimas. E são minhas alegrias e meus valores.&lt;br /&gt;Podem me tirar o emprego, os saltos sobre os quais ando, e blazer que me cobre. Podem me deixar descalça e nua entre os gritos que ecoam na sala. Mas não podem tirar minha solidão.&lt;br /&gt;Não podem tirar-me de mim mesma. &lt;br /&gt;Foi a primeira vez que me dei conta disso. Uma descoberta tão importante, que eu percebi ontem, aos prantos, no carro.&lt;br /&gt;Ou talvez eu já soubesse, mas tinha me esquecido. Esqueci que as escolhas eram minhas, e que a única escolha que eu não tenho e afastar-me de mim mesma. Posso afastar-me de tudo, de todos. Exilar-me do mundo como fiz tantas vezes. Mas aquilo que é meu eu carrego para onde for. Há algo dentro de mim que não se descola, não se desprende, não se solta do que sou. Escolho se carregarei isso como um pesado fardo, ou um útil objeto. Mas levarei comigo por toda a vida, e ainda, provavelmente, por toda morte. Se ela vier...&lt;br /&gt;Sinto muito.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-91489406?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91489406'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91489406'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91489406' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-91123119</id><published>2003-03-21T11:01:00.000-03:00</published><updated>2003-03-22T01:51:56.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E então...&lt;br /&gt;Minha mãe conta que eu não queria nascer. Diz que já estava na época, os médicos esperando mas eu não queria sair de lá, resistindo à luz.&lt;br /&gt;Daí eles resolveram induzir o parto. Creio que seja normal esse procedimento, de indução, muitos bebês temem vir ao mundo.&lt;br /&gt;Porém, quando não teve mais jeito, sei lá o que houve, eu nasci.&lt;br /&gt;As 12 e pouco, não sei bem. Mas o dia era hoje sim, parece que estava frio, outono se iniciando e eu, provavelmente contra vontade, nascendo.&lt;br /&gt;Também não acho que tenha algum bebê que queira sair de lá. Dizem os médicos que sim, que começa a ficar apertada a barriga da mãe. Mas os psicólogos reconhecem que o nascimento é o primeiro grande trauma que vivemos, e deve ser mesmo né?  Só porque não sabíamos.&lt;br /&gt;Eu, se soubesse da vida que teria, da família que estava me esperando, dos dias, da casa, do tempo, de tudo...Acho que teria vindo antes.&lt;br /&gt;A vida foi muito boa comigo. Acredito que seja Deus, cuidando de tudo que me acontece, sempre.&lt;br /&gt;Não sei porque. A gente tem a mania de ficar questionando quando acontece uma coisa ruim: "Porque Deus fez isso comigo, porque?!" Nunca questionamos uma coisa boa, como se já a merecêssemos. &lt;br /&gt;Eu me pergunto, as vezes, porque tantos presentes. Porque tanta saúde, porque tanto amor, porque minha família, porque o emprego, porque Deus fez isso comigo? Porque atende tudo o que eu peço? Porque?&lt;br /&gt;Também não sei. Mas hoje, mais um aniversário e eu fico feliz a beça, de vivê-lo assim. &lt;br /&gt;Ainda sem entender isso, ainda sem entender nada...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-91123119?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91123119'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/91123119'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#91123119' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-90933249</id><published>2003-03-18T14:19:00.000-03:00</published><updated>2003-03-20T09:46:17.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Aniversário é uma coisa engraçada.&lt;br /&gt;O tempo ali, mostrando a que veio, implacável.&lt;br /&gt;Eu tenho meus problemas com o tempo. Acho que passa veloz demais, arrebatador demais, cruel demais, cheio de poderes nos deixando poucas escolhas.&lt;br /&gt;E eu vou fazer aniversário, logo mais.&lt;br /&gt;Desejaria não fazer. Permanecer com essa idade ou com alguns anos a menos, ainda. Eu queria que quando chegasse nessa idade meus planos de infância, pra esse tempo, tivessem se realizado.&lt;br /&gt;Se um dia eu tiver filhos vou ensiná-los a não planejar nada. Vou insistir que deixem o futuro pra lá, pois o controle que exercemos sobre ele é infinitamente menor do que o que pensamos ser.&lt;br /&gt;Há algo que, pode ser Deus, pode ser uma luz ou um vento, há algo que comanda tudo e nos faz fantoches humanos, a mercê do clima, a mercê das catastrofes, da lua, do mar. A mercê do tempo.&lt;br /&gt;Mas enfim, em nome do aniversário que está quase chegando tento fazer as pazes com o tempo. Penso nas lembranças levadas por ele, mas tento pensar nas deixadas.&lt;br /&gt;Como no filme "Separações" acredito que a quantidade de episódios ruins na vida de uma pessoa é exatamente igual à quantidade de episódios bons nessa mesma vida. Assim também é o tempo. Traz coisas terríveis mas traz, na mesma quantidade, presentes maravilhosos.&lt;br /&gt;Além do mais gosto dessa expressão "fazer as pazes". Tem a ver com fazer a paz, mas é maior ainda do que isso, porque é no plural.&lt;br /&gt;Quero fazer a paz com sr. tempo e com os afazeres dele na minha pele, na minha cabeça, nas minhas atitudes.&lt;br /&gt;Fazer a paz com o tempo, é fazer a paz com a gente mesmo. &lt;br /&gt;Aliás, fazer a paz ou as pazes, ou qualquer coisa assim, deveria ser obrigação de gente mais importante do que eu, que anda por aí "fazendo as guerras" com o mundo pra tentar, sei lá, fazer a paz consigo próprio...&lt;br /&gt;Coisa mais estranha essa nossa espécie...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-90933249?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90933249'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90933249'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90933249' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-90710666</id><published>2003-03-14T11:44:00.000-03:00</published><updated>2003-03-17T02:57:44.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem, saindo do escritório as 18:30, na Pedroso de Moraes, tudo estava igual. O trânsito quase bom, as pessoas na rua, a estação de rádio falhando, o céu sujo, quando de repente... um arco-íris. Um arco-iris hiper definido, no meio do céu sujo de São Paulo. Tão claro, tão lindo que quase bati o carro, tamanha surpresa.&lt;br /&gt;Depois, me pus a lembrar. Quando era criança acreditava no tal pote de ouro, que existiria no final do arco-íris.&lt;br /&gt;Fui uma criança muito ingênua. Acreditei em todas as fantasias infantis. Papai-Noel, Coelho da Páscoa, Fada dos dentes, Duendes e, de quebra, acreditava em um reino mágico onde todos eles viveriam. De lá, só tirava os maus - sim, eles também existiam, pra mim - Bicho -papão (que nome mais ridículo, né?), bruxas, homem do saco, loira do banheiro... Os vilões iam evoluindo. Teve uma época em que o vilão era a polícia. Talvez ainda seja...&lt;br /&gt;Hoje, percebo que fui uma criança quase que tola, na minha ingenuidade.&lt;br /&gt;Acreditava em tudo o que me diziam, e no que não diziam também. Acreditava no que imaginava, e a gente pode imaginar coisas sem fim...&lt;br /&gt;Também trocava sempre meus papéis-de-carta mais lindos, por um feioso. Mesmo que não quisesse. Lembro-me da sensação ruim de dar alguns da minha coleção sem sequer receber nada em troca. Apenas porque elas me pediam, porque elas insistiam, porque... eu não sei porque eu dava os malditos papéis- de-carta. &lt;br /&gt;Hoje, enxergar esse comportamento me ajuda a enxergar algumas repetições dele. Em muito, muito menor escala, claro.&lt;br /&gt;Quantas vezes não dou carona, mudo meu caminho, estando morta de cansaço? &lt;br /&gt;E empresto dinheiro - mesmo se estou devendo no banco....&lt;br /&gt;Eu sei que carrego esse ar meio ingênuo, ainda. No limite para a tolice. É uma certa dificuldade com o "não". &lt;br /&gt;No trabalho, em casa, muitas vezes me reconheço uma criança. Uma menina, cedendo seu papel de carta predileto...&lt;br /&gt;A diferença é que, agora, não terei recompensa do papai-noel por ser uma criança boa. E nem seria levada pelo homem do saco, caso fosse uma criança má.&lt;br /&gt;O que é uma pena. Não pelo papai-noel, que presentes no natal já não me ajudariam muito. Mas de repente, um homem que me levasse embora, sem destino, fosse em um saco ou pela mão...Sei lá, poderia vir a calhar...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-90710666?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90710666'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90710666'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90710666' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-90594365</id><published>2003-03-12T13:48:00.000-03:00</published><updated>2003-03-17T02:55:11.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje o dia pareceu-me mais bonito.&lt;br /&gt;Não sei se estava. Olhando bem, parece que está nublado, mas calcei-me com sandálias. Porque sentia que o tempo estava para melhorar.&lt;br /&gt;Não. Nada mudou do lado de fora. Os problemas são os mesmos. Talvez estejam piores, porém, dentro de mim, uma luz se acendeu.&lt;br /&gt;Assim como se a noite de sono tivesse me feito enxergar melhor, eu lembrei-me da minha falta de vocação para sofrer.&lt;br /&gt;Entendo que algumas pessoas tem uma incrível vocação para a dor. Escutam uma música triste e caem a chorar. São os alegrinhos. Aqueles que parecem ser os mais felizes. Eu acho que eles tem tanta vocação para o sofrimento que não podem parar um segundo. Precisam estar sempre dançando, com luzes piscando sobre o rosto, cantando e sorrindo. Talvez não suportem o silêncio de um quarto escuro, ou a solidão de quando não há mais ligações a serem  feitas.&lt;br /&gt;Pois eu, pretenciosamente, me sinto diferente. Pior do que eles em muitas coisas, mas não nessa.&lt;br /&gt;Me dou bem comigo mesma, vou ao cinema sozinha, não tenho muitos telefones na agenda, nada pra fazer no sábado a noite e ainda assim minha tranquilidade é a prova de música lenta. Escuto-as sem dor.&lt;br /&gt;Porque não tenho vocação pra depressão. Ou porque acredito no tempo, acredito na calma, acredito em Deus.&lt;br /&gt;Não sei de onde veio aquela tristeza arrebatadora, que me fazia chorar no trânsito ao ser fechada por um jipe gigantesco. Não sei, mas também não me culpo por tê-la sentido. E nem acho mau. Quem foi que disse que termos que ser felizes todo o tempo? Eu tive um tempo de dor, pronto. Gastei minhas cotas de tensão, pelos próximos meses.&lt;br /&gt;Agora vou lá ver que dragão era aquele que achava, sob meu aval, que poderia me derrubar.&lt;br /&gt;Não. Não tenho vocação para o sofrimento. &lt;br /&gt;Basta de dias que amanhecem noites. Hoje, um sol lindo veio me receber. Talvez vocês não tenham visto, porque está nublado lá fora. &lt;br /&gt;Mas se também tiverem vocação para o “estar bem”, basta olhar de novo, e livrar-se dos casacos...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-90594365?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90594365'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90594365'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90594365' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-90411574</id><published>2003-03-09T16:16:00.000-03:00</published><updated>2003-03-09T16:22:46.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tem dias que minhas idéias são como bolhas de sabão.&lt;br /&gt;Quando encontram uma forma e parecem alçar vôo...Ploc!&lt;br /&gt;Se explodem.&lt;br /&gt;Aliás, tem uma série de coisas na minha vida, que são bolhas de sabão.&lt;br /&gt;Quantos sonhos, quantas vontades, quantos planos assim que encontram a forma, desapareceram em meio ao ar...&lt;br /&gt;Alguns se explodem. Outros alçam mesmo vôo, mas com tanta força e leveza que eu os perco de vista.&lt;br /&gt;Bolhas de sabão podem ser lindas, mas são tão incertas.&lt;br /&gt;E eu gosto do que é certo. Do que é concreto. Gosto do previsível.&lt;br /&gt;Me sinto tão mais segura de saber que amanhã vai chover, do que não ter idéia. E levar um guarda-chuva e uma blusinha e uma bota, correndo o risco de abrir o maior sol.&lt;br /&gt;Pode parecer pobre, mas considero uma riqueza enorme saber-se bem amanhã. Caminhar sobre a terra, pode ser fácil se compararmos com passos dados em ovos. Mas é preciso tamanha sabedoria para escolher esse caminho e satisfazer-se com ele, que julgo uma evolução fazê-lo em um mundo onde só o prazer excessivo e fugaz é valorizado.&lt;br /&gt;Além do mais, não sei quem foi que disse que o fácil é ruim. Esse culto ao difícil, à dor, não me comove.&lt;br /&gt;Quero um caminho já trilhado, um caminho de paz.&lt;br /&gt;Cansei-me. Não me interessa mais desbravar matas, nunca antes habitadas, e levar nelas tombos inéditos...&lt;br /&gt;Tragam me um chão de asfalto. E, se as paisagens não forem as mais belas, ainda assim, hão de saciar meus olhos e confortar meus pés. Sinto-me míope mesmo....&lt;br /&gt;Preciso sim, é de salmoura para os pés. Esses estão calejados e cansados.&lt;br /&gt;Quero parar, desistir, descer do trem. No próximo ponto por favor. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-90411574?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90411574'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90411574'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90411574' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-90186268</id><published>2003-03-05T15:39:00.000-03:00</published><updated>2003-03-05T15:39:04.483-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>dizem que ninguém morre de amor,&lt;br /&gt;mas eu ando duvidando.&lt;br /&gt;parece que amor mata sim, senão tudo, um pouco da gente.&lt;br /&gt;amor mata quando não é amor entendido, &lt;br /&gt;quando não é amor correspondido, &lt;br /&gt;quando não é amor acariciado.&lt;br /&gt;dizem que ninguém morre de amor, &lt;br /&gt;mas não é o que ouço dizer, aí adiante&lt;br /&gt;conheço a morte da auto-estima, a morte do respeito, a morte da fé, quando nosso amor enxerga desamor.&lt;br /&gt;e quem foi que disse que um corpo oco é um corpo vivo?&lt;br /&gt;mas dizem que ninguém morre de amor&lt;br /&gt;e quem nunca sentiu a vida se esvaindo, quando tinha amor no peito?&lt;br /&gt;quem foi que amou, e ainda vive a vida que vivia antes?&lt;br /&gt;não, não é verdade que não morremos de amor.&lt;br /&gt;morremos de amor, de dor, morremos de saudade, morremos -e muito- de incompreensão frente a esse sentimento infinito que parece não caber em noso corpo cheio de limitações.&lt;br /&gt;morremos de amor sim, e me pego pensando se não é dele que vivemos.&lt;br /&gt;se não é amor que respiramos, já que depois de atingidos e mortos, &lt;br /&gt;ainda andamos e nos entregamos de novo, como vivos, para nos perdermos mais uma vez..&lt;br /&gt;o que há de errado, conosco, humanos?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-90186268?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90186268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/90186268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_03_01_archive.html#90186268' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-89913368</id><published>2003-02-28T15:22:00.000-03:00</published><updated>2003-02-28T15:22:24.653-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho uma amiga, muito querida, que me disse outro dia: “Não sei de onde você vai tirar forças, mas vai ter que achar um lugar aí, tipo um reservatório especial….” &lt;br /&gt;Eu achei a idéia genial.&lt;br /&gt;Acredito mesmo, que quando não tem mais jeito descobrimos, escondido em algum lugar - perto da barriga, acho - um reservatório especial de força extra.&lt;br /&gt;Quem já não passou por momentos de achar que não tinha mais jeito? Quem foi que nunca disse: “Eu não vou aguentar”, e aguentou um pouco mais?&lt;br /&gt;Pois bem, a vida é assim mesmo. &lt;br /&gt;A gente sempre pode um pouco mais.&lt;br /&gt;Esse final de semana, vou viajar. Não queria, pra falar a verdade. É uma maratona pela qual me sinto sem forças para realizar, por diversos motivos.&lt;br /&gt;Mas cá estou eu, procurando o tal reservatório especial.&lt;br /&gt;Tempo para produzí-lo eu tive, momentos bons e encorajadores não faltaram em minha vida, mas é impressionante como de repente somos acometidos por algo desconhecido, que leva todas as possibilidades embora.&lt;br /&gt;Como uma bala perdida, como um raio, algo que não sei de onde veio e  pegou em cheio todos os reservatórios de força que eu tinha.&lt;br /&gt;Ou quase todos. Aquele extra está lá, intacto, esperando ser esvaziado. Para usarmos, as vezes, é preciso apenas estar distraído. Deixar-se focar em outras coisas que não na dor.&lt;br /&gt;Então vamos lá. Há vida bastante lá fora, para eu olhar. Um céus azul, o sol que brilha, as pessoas, o mar, a areia, centenas de guarda-sóis, bebês, adultos, feios e belos, gordos e magros. Há os prédios as contruções, os carros e as motocicletas.&lt;br /&gt;Olhemos para isso, em tempos difíceis. Temos todo um universo do lado de fora da nossa vida, cidades além da nossa, países além do que vivemos e até planetas muito, muito além do que conhecemos. Atentemos para fora nesses momentos, testemos o alcance da nossa visão quando olhar ao lado parecer insuportável…..&lt;br /&gt;Deixemo-nos distrair por tudo o que Deus fez lá, para que não soframos por tudo aquilo que deixou de ser feito aqui, onde não se precisa de óculos para ver, nem de espremer a vista. Aqui, onde tudo pode ser visto a olho nu, porque está, infelizmente, logo abaixo do nosso nariz. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-89913368?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89913368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89913368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89913368' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-89765293</id><published>2003-02-26T05:17:00.000-03:00</published><updated>2003-02-26T05:17:42.280-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não costumo ter insônia. Normalmente sou boa em dormir, mas quando não consigo me sinto uma intrusa noite adentro. Agora o relógio marca 4:50. Eu acordei as 4:12. Abri os olhos torcendo para que fosse dia, porém a escuridão que vinha da janela não me iludiu. E nem ainda, a escuridão dentro de mim.&lt;br /&gt;Sinto, hoje, todo o peso da noite e mal posso suportá-lo. A escuridão, o silêncio esse vazio que só a madrugada tem, tenho eu também por dentro.&lt;br /&gt;O que há de diferente? A temperatura. Lá fora faz um calor danado e aqui, dentro de mim, um frio de rachar. &lt;br /&gt;Não é tristeza. É indignação, inconformismo e quase que raiva da vida por tamanha crueldade...&lt;br /&gt;E agora? Será verdade aquelas palavras das amigas que dizem: “Pode contar comigo, a qualquer hora!”? Eu bem que precisava de uma voz humana agora, para me mostrar que existe vida além da noite, mas não topo arriscar.&lt;br /&gt;Fico aqui, a postos, pra ver se vai amanhecer mesmo. Porque tem tempos, em que parece muita cara-de-pau de Deus, fazer o sol nascer lá fora...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-89765293?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89765293'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89765293'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89765293' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-89643421</id><published>2003-02-24T11:25:00.000-03:00</published><updated>2003-02-24T13:47:48.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e eu bati meu próprio record.&lt;br /&gt;um final de semana inteiro sem entrar na net, tendo-a ali a meu alcance.&lt;br /&gt;a gente muda né? &lt;br /&gt;mas nada de me obrigar a coisa alguma. já comecei a ter uma coceira hoje e, se não voltasse, era pronto socorro na certa.&lt;br /&gt;tenho outros recordes a quebrar. mas deixe-os aí.&lt;br /&gt;por enquanto estou satisfeita por frequentar a academia todos os dias. levantando uns pesos, ainda mais leves que os pesos que levantamos diariamente, quando escolhemos acordar.&lt;br /&gt;as vezes me pergunto se temos mesmo essa escolha. uma das frases que mais gosto diz "descartado o suícidio, só nos resta o otimismo" &lt;br /&gt;então penso que só nos levantamos porque escolhemos viver. e  essa é a única escolha que nos é permitida fazer. &lt;br /&gt;ou vivemos, ou não. o resto é consequência.&lt;br /&gt;as vezes nos fartamos de notícias ruins. mas ainda nos levantamos de debaixo das cobertas.&lt;br /&gt;e tudo, sempre, porque nos envolvemos.&lt;br /&gt;ai como é seguro não se envolver né?&lt;br /&gt;quanta dor e decepções seriam poupadas se não nos deixássemos gostar.&lt;br /&gt;pra mim gostar é como entrar em um carro rumo a uma parede. as possibilidades de se estrepar são enormes, gigantescas mesmo. mas é a possibilidade de um milagre que nos faz seguir. porque se, por um centímetro conseguirmos escapar do tal muro, daí...ah daí o milagre vem, e vale todos os riscos e todas as batidas que demos antes.&lt;br /&gt;vale até, talvez, as batidas que ainda possam vir.&lt;br /&gt;eu entrei no carro e tenho acelerado ultimamente.&lt;br /&gt;não sei se é o melhor a fazer mas, no momento, me parece o mais forte. até porque só acelera, quem ainda acredita em milagres.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-89643421?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89643421'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89643421'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89643421' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-89303989</id><published>2003-02-18T10:41:00.000-03:00</published><updated>2003-02-18T10:45:12.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Nuno Cobra, que escreveu "A semente da vitória", diz que a gente não deve ficar tomando remédios.&lt;br /&gt;Meus instrutor na academia defende. Ele afirma que o corpo tem tudo o que remédio fornece, basta saber lidar consigo próprio. &lt;br /&gt;Eu, ando com um viés hipocondríaco. Não posso ver umas pilulinhas que já me interesso. Porque não gosto de sofrer, e qualquer aceno que me possibilite evitar a dor, estou aceitando. Tomo umas coisinhas pra não ter TPM, outras pra rinite alérgica, e umas vitaminas também, pra ficar forte. Tudo natural. Se bobear umas dessas devem mesmo ser placebo. Mas está funcionando.&lt;br /&gt;Gosto das cápsulas porque me dão uma idéia de mágica.  Dor de cabeça? Doril. Cólica? Postan. Gripe? Hismanal. Alergia? Allegra. E assim por diante.&lt;br /&gt;Eu bem que queria uns remedinhos pra todos os problemas. Já pensou? O casal não está se entendendo, aquela discussão onde parece que eles falam línguas diferentes. A moça, cansada, corre na cozinha pega um comprimido, um copo d'água e toma. Deita um pouco, assiste TV e de repente, quando vão conversar de novo pronto. Ela fala na língua dele. Respiram fundo, se abraçam e os problemas antes insolúveis, estão resolvidos.&lt;br /&gt;Ainda não é assim. Não acredito que vá ser, até porque se fosse teríamos uma quantidade absurda de overdose, dependência química, e clínicas de desintoxicação.&lt;br /&gt;E acredito que nosso corpo tenha tudo de que o organismo precisa. &lt;br /&gt;Mesmo o nosso coração, esse autista. Fabrica em silêncio os remédios para as nossas dores sentimentais. As vezes, muitas vezes aliás, escrever me faz sarar.&lt;br /&gt;E é por isso que vim aqui. &lt;br /&gt;Porque estava cansada, desanimada, e por demais focada nisso. &lt;br /&gt;Agora, depois dessas linhas, já me sinto melhor. &lt;br /&gt;Uma dose de palavras escritas a cada oito horas. Se os sintomas persistirem aumente a dose e diminua o intervalo de tempo.&lt;br /&gt;Pra mim, funciona. &lt;br /&gt;E você? Qual é a sua receita?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-89303989?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89303989'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89303989'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89303989' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-89106348</id><published>2003-02-14T16:24:00.000-03:00</published><updated>2003-02-14T16:24:09.660-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu não sei por banner aqui, mas queria divulgar a campanha que &lt;a href="http://rocatti.blogspot.com/"&gt;esse moço &lt;/a&gt;está fazendo.&lt;br /&gt;Pra quem não sabe.&lt;br /&gt;Porque eu também sou contra guerra. Contra todas as guerras aliás.&lt;br /&gt;Inclusive contra a guerra que a gente trava com a gente mesmo, todos os dias, sem motivos aparentes. Sei lá porque nos boicotamos tanto. Somos tão inimigos da gente mesmo, atiramos mísseis e bombardeamos nossas crenças e sonhos.&lt;br /&gt;Deve ser a porção Bush de cada um...&lt;br /&gt;Que ela fique bem guardada então. Sou, definitivamente, a favor da paz.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-89106348?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89106348'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/89106348'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#89106348' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88987927</id><published>2003-02-12T16:38:00.000-03:00</published><updated>2003-02-12T16:38:51.623-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Pois eu acho que as vezes a gente deveria dar uns chacoalhões pra tirar a poeira que pegamos no caminho.&lt;br /&gt;Nunca nos damos conta da poeira, mas os outros é que vêem. Eles percebem que já não temos mais nada limpo, somos um amontoado de poeira.&lt;br /&gt;Eu vejo isso aqui no trabalho.&lt;br /&gt;Somos uma equipe que começamos juntos esse projeto, há 8 meses atrás. Nas reuniões iniciais dizíamos que o importante era alcançar os objetivos, conquistar o cliente, obter o sucesso. Teríamos paciência, força, tolerância e diálogo.&lt;br /&gt;Mas aí, no meio do caminho, um fala meio ríspido com o outro que responde atravessado e esses dois já encheram de poeira os objetivos finais. Bem no dia que um vai tentar o tal diálogo o outro brigou com a mulher e no dia que o outro tá bem o um tá mal. Pronto, esqueceram-se de tudo. Agora pra eles o importante é ir contra o outro. Nem sequer notam, porque a poeira também cega.&lt;br /&gt;E é assim com a chefa que vinha cheia de força de vontade, e imparcialidades, até que se contagiou com o desânimo de um, não acha mais tão importante assim chegar no horário, viu que o santo não bate com o daquela mocinha, e essa sim precisa ser pontual.  Poeira.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No amor somos abrigo para ácaros. Poeira pura.&lt;br /&gt;Aquelas questões dos primeiros encontros, onde o importante era nunca perder o respeito e, acima de tudo, falar a verdade e tal, ficam cobertas pela poeira do tempo e do que ele traz. Acontece um dia quando você fica irritadíssima e manda ele a merda. São partículas de poeira ainda, que em breve cobrirão todos os valores antigos e você nem se lembrará mais deles. Logo mais uma pessoa interessante que passa e, pensando bem, que mal há sair pra um bom papo, e depois "o que os olhos não vêem o coração não sente" e lá vamos nós rumo ao esquecimento...&lt;br /&gt;Conheço pessoas politicamente corretas que hoje não se reconhecem mais, indo ao motel com chefe na hora do almoço.&lt;br /&gt;Eu tinha vontade de ir lá e passar um pano. Limpar tudo pra que ela visse o quanto eram verdadeiras suas crenças. Como brilha o que você é se deixar a poeira sair...&lt;br /&gt;Na minha chefa jogaria uma jato d'água, e escovaria com bucha e sabão. Pra que ela se lembrasse do dia da entrevista, quando ela disse que o que importava era sermos felizes no nosso trabalho. Hoje, se alguém lembrasse disso, soaria uma baita gozação...&lt;br /&gt;E você que me lê e eu não conheço? Ai eu tenho tanta vontade de saber de todo mundo... Acho que aqui estamos sempre mais puros, sem a poeira do mundo lá fora.&lt;br /&gt;O não...Quando você começou o seu blog achava que ia escrever pra você mesma ou pra quem gostasse e pronto. Mas talvez já tenha se fascinado com a "popularidade" e escreva pensando nos outros, ou em qualquer coisa que antes não era seu objetivo. Será? Não sei. Se for é poeira.&lt;br /&gt;E lá fora então? Quando você acorda e toma seu café? Qto de poeira cobre seu corpo? Ainda te deixa ver? Ou já te cobriu os olhos também?&lt;br /&gt;Então façamos um esforço. Alguns funcionarão com um paninho de flanela, outros precisarão de longos banhos mas, pra mim, tudo vale em nome de uma jóia que possa, de novo, reluzir...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88987927?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88987927'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88987927'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88987927' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88860598</id><published>2003-02-10T14:54:00.000-03:00</published><updated>2003-02-10T15:12:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Li alguns dos comments aqui e pensei e mim. Olhei em volta, recebi ordens, executei outras tantas, tomei um café e pensei.&lt;br /&gt;Me pergunto porque não nos rebelamos. Eu aqui de frente pra essa máquina, assistindo aos fantoches de terno, me questiono porque não me rebelo?&lt;br /&gt;Eu queria, por vezes, me descolar de mim mesma. Entrar em um outro corpo. Um corpo que grite, que se levante e vá embora. Um corpo com mais coragem, menos sanidade, mais força, menos temores.&lt;br /&gt;Não sei porque fico aqui parada diante de tanto desprazer. Eu que me transformo em bicho tantas vezes por coisas menores do que minha felicidade, agora fico tão execessivamente gente, dentro da minha saia e dos meus saltos altos. Inúmeras vezes quis ser mais civilizada e perdi as estribeiras com gente que eu amava, e agora, diante das que desprezo, me comporto tão elegantemente.&lt;br /&gt;O que há conosco, humanos?&lt;br /&gt;O que há com essa santice que enfiaram no nosso corpo bicho? Porque teimamos em insistir no correto se correto mesmo é estar bem?&lt;br /&gt;Ou não? Ou nos ensiaram tudo errado, e estamos ensinando errado aos nossos filhos? Porque dizemos a eles que o importante é ser feliz e insistimos que estudem engenharia? Há algo errado com essa raça. Há algo errado conosco pois achamos que somos tantos e não somos nada. Os macacos, e os leões e as gazelas seguem o que querem para viver todos os dias. Comem uns aos outros porque precisam, e não se sentem culpados. Nós que nem precisamos nos matarmos mutuamente nos sentimos culpado por tão pouco. Por pegar um pouco mais de arroz ou por não pegar arroz, por convidar quem não gostamos, por deixar de convidar quem amamos, por tudo nos sentimos mal. E nos atribuímos o ser inteligente entre os seres.&lt;br /&gt;Não. Enquanto não me derem a força da rebeldia do selvagens, não me julgarei inteligente. Não me julgarei nobre ou superior. Sou como você aí, o mais domesticado dos animais. O único que se permite domesticar por um semelhante. Um semelhante que não é mais forte, nem mais esperto, que não é mais nada. Também foi domesticado e aceita  perpetuar esse modelo. &lt;br /&gt;É isso que somos. O animal a quem mais foi dado opções. Porém, somos nós, os que menos sabemos escolher.&lt;br /&gt;Que os alienígenas me salvem, então...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88860598?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88860598'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88860598'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88860598' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88845021</id><published>2003-02-10T08:38:00.000-03:00</published><updated>2003-02-10T08:38:42.270-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fui viajar no final de semana, para uma cidade a 240kms daqui.&lt;br /&gt;Fui fazer esportes radicais e , ainda que não tenha muito a minha cara, me diverti com rafting e afins.&lt;br /&gt;Volto com aguns hematomas e o corpo cansado, mas a cabeça tranquila, cheia de energias novinhas em folha, pra começar bem a semana. Porque radical mesmo, é acordar todos os dias de manhã e ir trabalhar. Isso o sim, me parece muita coragem, nos dias de hoje. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88845021?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88845021'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88845021'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88845021' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88602825</id><published>2003-02-05T15:58:00.000-03:00</published><updated>2003-02-05T16:04:53.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As mulheres, muitas vezes, possuem imãs. &lt;br /&gt;Atraem sempre a um mesmo tipo de homem. Há as que sempre caem com estrangeiros, outras sempre com casados, algumas sempre com homens mais velhos, outras sempre com mais novos, e uma legião delas atraem, inevitavelmente, sempre cafajestes&lt;br /&gt;De duas uma: ou existe cafajeste demais por aqui, ou esse é o imã mais em alta no momento.&lt;br /&gt;E, se a segunda opção for a correta, acho que as culpadas somos nós. &lt;br /&gt;É a lei da ofetrta e da procura. Não existiram tantos se ninguém quisesse.&lt;br /&gt;Muito embora poucas admitam, a maioria quer sim um grandissíssimo salafrário, para si. &lt;br /&gt;Caracterizar um homem como bonzinho, já provoca arrepios nas mulheres. E qual é o problema?&lt;br /&gt;Eu entendo o charme dos cafajestes. A insegurança que eles causam faz tudo ser mais emocionante. O preço da conquista também valoriza a gente, e nos sentimos orgulhosas se dobramos um. Mas, em toda minha vida, me envolvi apenas com um cafajeste e, estranhamente, fico com os bonzinhos. Talvez esse um por qual passei tenha me trazido danos que valham por mil, não em cafajestagem, mas em dores causadas mesmo.&lt;br /&gt;Não quero alguém que diz que vai estar ali, e quando você olha de novo, já não está mais...Alguém cujas palavras sejam tão belas quanto fugazes, e cujos olhos não me vejam bem.&lt;br /&gt;Uma vez, já há muito tempo, levei um namorado meu em casa, e meu pai, gostando muito dele, disse ao final da visita: "Se você quiser conquistar a minha filha, dê-lhe apenas três coisas: carinho, carinho e carinho" Eu fiquei com uma vergonha danada, e achei um mico enorme meu pai dizer isso pro cara. Pouco depois, terminamos por razões outras. Porém hoje, quando me lembro, tenho a sensação de que o ex-namorado ouviu meu pai, e achou que não conseguiria. Ele poderia ter me dado jóias, cultura, palavras sábias, beleza e juventude, mas carinho...aí já era demais. Ele não era um cafajeste, mas estava longe de ser um apaixonado.&lt;br /&gt;No fundo esse é o grande  diferencial do bonzinho. Eles são apaixonados. E por isso tem carinho aos baldes, para oferecer. E sabem como é. Tem cafajestes que até tentam. Se enganam achando que carinho é ficar passando a mão repetitivamente na cabeça da mulher. E as mulheres se enganam achando que satisfaz, mas a verdade é que não dura muito.&lt;br /&gt;Carinho mesmo, é tão mais do que isso. &lt;br /&gt;Carinho não é ligar todo o tempo, nem estar grudado todo o tempo. Mas é estar lá, quando se propõe a isso. Não é flores, nem presentes, é lembranças que agradam. Não é dependência, mas é entrega. Não há necessidade de estar junto de quem se ama todos os momentos, mas é urgente amar quando se está junto.&lt;br /&gt;Carinho tem alguma coisa a ver com amor, mas não é amor. É mais um tipo de querer bem, e isso é o que há de mais precioso em um relacionamento.&lt;br /&gt;É uma pena que ouvir falar de um bonzinho cause urticária, enquanto que de um pilantra cause atração imediata. Antes fossêmos menos vaidosas e mais sabidas. Não é de orgulho que se faz um grande amor. Um grande amor -se existe- deve ser feito de carinho. &lt;br /&gt;O resto, é pó.... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88602825?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88602825'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88602825'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88602825' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88422513</id><published>2003-02-02T11:54:00.000-03:00</published><updated>2003-02-02T11:54:18.536-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem fui ao parque com as crianças.&lt;br /&gt;De todos os brinquedos que eu gostava, na minha infância o que mais eu amava era o escorregador. Seguido pela balança. Talvez o contrário. &lt;br /&gt;Mas enfim, o que eu detestava de verdade era o gira-gira. Nunca entendi o sentido daquela roda, que a gente entra bem, e saí mal. Pra que isso? E o pior era que eu entrava, tantas vezes, sabendo que não conseguiria firmar meus pés no chão ao sair. Sabendo que essa sensação não me faria bem, ainda sim, eu entrava e pedia para rodarem com força. Hoje, quando vejo alguém lá, olhando pra cima, como eu fazia, tenho vontade de parar e gritar, explicar, dizer que nunca na vida ele deve fazer algo que não lhe dê prazer. Tenho vontade de tirar todas as crianças do gira-gira e levá-las para escorregadores e balanças. Tem gente que diz “escorrega” mas eu acho que escorrega é o verbo e o brinquedo se chama escorregador, porque nos faz escorregar. Esse sim é uma delícia. E ontem, vendo aquele monte de criança descer por um escorregador em forma de tromba de elefante eu tive uma saudade danada de quando pequena. Meu irmão, quase trinta anos, me confessa –um pouco sem jeito – que tinha medo de escorregador quando era criança. Achei isso uma revelação chocante. Eu me lembro de como era alto lá em cima. Mas despencar rumo a areia era apenas fascinante. Eu me jogava sem mãos. Quanto mais tentava me segurar, mais me machucava. Porque daí causa aquele atrito da mão com o corrimão, ou a gente perde o equilíbrio e desce meio torto. Não sei se demorei a descobrir que o bom era descer sem mãos, sem agarrar as pernas, quanto mais coragem menos cálculos, e tudo ficava melhor. Ontem, no parque, vi muitas crianças que chegando no alto, mudavam de idéia e desciam pela escada. Eu tentei persuadir algumas, dizer que se não se segurassem seria bom e tal. Mas não funcionava. Só escorrega sem se segurar quem descobriu isso por si próprio. Não adianta dizer. Dizer não muda nada, nunca. &lt;br /&gt;Mas chatos mesmo, eram os indecisos. Estava ficando com raiva de uma menina que parou sentada, em cima, e não tinha coragem de descer. Todo mundo ajudando, falando, convencendo e ela nada. “Então tá bom” eu disse. “Volta pela escadinha para seus amigos poderem descer, olha a fila!” e ela não saia. Isso é muito inconveniente. Temos sempre a opção de voltar atrás, e temos a opção de continuar. Se segurando ou não, podemos descer. Agora, não fazer nenhuma coisa nem outra é a atitude mais fraca que conheço.&lt;br /&gt;Sei que a repito em todos os instantes.&lt;br /&gt;Preciso aprender de novo. Preciso lembrar que como era bom escorregar sem mãos, e descer, de uma vez por todas. Ou voltar. Pego a escadinha e volto atrás, se for o caso.&lt;br /&gt;Sem grandes reflexões ou cálculos. Eles não nos levam muito longe, nos deixam tontos, nos tiram os pés do chão. A coragem de soltar as mãos rumo a areia, essa sim, move montanhas... &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88422513?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88422513'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88422513'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88422513' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88422494</id><published>2003-02-02T11:53:00.000-03:00</published><updated>2003-02-02T11:54:50.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Demorei, né?&lt;br /&gt;Fui tomar um copo d’água. Não me saciou, bebi dúzias deles e agora, ainda com sede, voltei.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88422494?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88422494'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88422494'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_02_01_archive.html#88422494' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88271533</id><published>2003-01-30T12:41:00.000-03:00</published><updated>2003-01-30T12:41:01.503-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Hoje meu pai faz 75 anos.&lt;br /&gt;Ele já é um velhinho, mas não sabe disso.&lt;br /&gt;A mim, é muito impressionante o serviço do tempo. Ainda não aprendi a achar que é uma boa envelhecer.&lt;br /&gt;Esse papo de que amadurece, de benefícios mentais e etc, ainda me soam baboseira diante das perdas que a idade avançada traz.&lt;br /&gt;Eu não tenho mais 19 anos e percebo que, conforme passa o tempo, me sinto menos ansiosa, menos indecisa, muita mais segura e sensível do que antes. Claro que isso é um ganho imensurável. O tempo acalma a gente.&lt;br /&gt;Mas pra mim, já estava bom, esses prêmios todos já são suficientes. Hoje, como que para compensar a tranquilidade, também tenho que fazer ginástica para ter exatamente o mesmo corpo que tinha antes, sem ginástica e com muito mais guloseimas. Tudo bem, pago esse preço. Mas temo o valor dos próximos aprendizados.&lt;br /&gt;Que grande sabedoria me vale perder a firmeza das mãos? Qual é o prêmio para ficar sem o vigor da pele, a força nas pernas, a lucidez?&lt;br /&gt;Há ainda, junto com tudo isso, o que é a pior dor de envelhecer. Algo que, na minha opinão, não há lição que faça valer a pena. É a solidão.&lt;br /&gt;A solidão da pessoa velha, é pior do que a nossa. É uma solidão imposta. Imposta pela dureza do tempo que já levou os amigos queridos mas que ainda não ensinou os jovens a repor essas perdas.&lt;br /&gt;Os velhos perdem pessoas especiais, e não conseguem ocupar esse lugar. Porque os jovens ainda são muito cruéis em sua pequenez.&lt;br /&gt;Hoje meu pai faz 75 anos. Ele não é um homem infeliz. Talvez eu me preocupe mais com essas questões do que ele.&lt;br /&gt;Porque ainda sou jovem e o tempo acalma gente.&lt;br /&gt;Na juventude, precisamos dessa calmaria. Somos por demais ansiosos, apressados, inquietos. &lt;br /&gt;Mas na velhice, talvez, precisássemos nos rebelar. É como se a calma porque tanto clamamos, quando adolescentes nervosos, viesse com força demais para nossa cabeça, ainda jovem. O tempo acalma nosso corpo, tranquiliza em excesso as idéias e faz estagnar as a forma alegre de ver a vida, que se tinha antes.&lt;br /&gt;Antes, quando os dias ainda mudavam, quando as horas não eram ainda uma sucessão de minutos incansáveis que, desobedecendo a todas as odens, nunca param de trabalhar.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88271533?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88271533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88271533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88271533' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-88092931</id><published>2003-01-27T09:31:00.000-03:00</published><updated>2003-01-27T09:50:37.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>ainda sobre dar e receber.&lt;br /&gt;talvez, certo mesmo estejam os que pouco oferecem. porque são os que menos pedem de volta. &lt;br /&gt;é inevitável que queremos ter razão. é inevitável que agimos conforme o que achamos correto. e se somos altruístas e solícitos é porque consideramos características nobres. e é inevitável que as queiramos de volta.&lt;br /&gt;eu tenho uma teoria, sobre os extremos. acredito que eles estejam sempre pertos. os muito altruístas que se oferecem ao próximo cheios de amor, são os que perigam mostrar-se excessivamente egoístas exigindo do outro amor igual. &lt;br /&gt;não o conhecemos por dentro, e sequer, respeitamos os seus limites. medimos sua forma de amar, pela nossa, e se não for feito assim, o mundo passa a ser automaticamente injusto e mesquinho., sem que nos demos conta que nossos olhos é que estão cobertos de névoa...&lt;br /&gt;por outro lado, são os tidos como egoístas, esses que não dão muito - na medida do outro - os maiores altruístas. porque eles que não buscam um copo d'agua pra ninguém, também não te tiram da rede pra buscar para ele. esse se levanta e te entende quando for a sua vez de dizer não.&lt;br /&gt;talvez... &lt;br /&gt;porém, essas verdades absolutas sobre seres humanos, são sempre incertas.&lt;br /&gt;somos tão diferentes, temos histórias de vida tão distintas, e conhecemos tão pouco sobre nos mesmos, que dirá sobre outrem.&lt;br /&gt;"todo mundo que ama, sente ciúmes", "quem ama não traí", "quem ama tem certeza",  e por aí vai....&lt;br /&gt;infinitas afirmações, cheias de pompa, sobre algo tão desconhecido.&lt;br /&gt;talvez, e apenas talvez, possa-se dizer: "eu quando amo, não traio", "eu, quando amo, sinto ciúmes" etc.&lt;br /&gt;mas do outro. do resto do mundo, sim, do mundo inteiro, como se há de saber?!&lt;br /&gt;há demasiada variedade por aqui. meus olhos não compreendem sequer ao que vejo, não creio que possam compreender aquilo que me é oculto. aquilo que acontece por dentro dos olhos vizinhos... cujas imagens podem aparecer com cores diferentes das que conheço. em posições invertidas, envoltas em formas novas. pessoas cujo paladar, lhe agrada abacate, chuchu, e leite de soja. isso sem falar nos diversos apetites sexuais, que impressionam os pudentos e os não-pudentos.&lt;br /&gt;não. não conheço nada do mundo. há muita diversidade para que decretemos uma verdade.&lt;br /&gt;me perdoem, portanto, os que andam por caminhos alheios aos meus. assim são todos. assim sou eu, caminhando por vias avessas as que sempre andei. descobrindo, e redescobrindo meus passos, por entre lugares novos, tortuosos ou belos. lugares que eu nunca cogitei existirem, lugares desconhecidos e virgens. bem-vindos a eles.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-88092931?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88092931'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/88092931'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#88092931' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87988263</id><published>2003-01-24T23:33:00.000-03:00</published><updated>2003-01-24T23:56:06.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>A gente deixa de fazer tanta coisa por outras pessoas. Tanta coisa que achamos importantes e valiosas, mas deixamos de lado porque um chip de idiotice nos foi instalado no cérebro, temporariamente, e acreditamos no que alguém diz.&lt;br /&gt;Depois, só depois, é que vemos a bobagem. Ninguém vale determinadas perdas. Ninguém vale uma noite toda chorando. Ninguém vale deixar de ir naquele aniversário da sua amiga querida. Ah não. Ninguém vale queimar fotos e cartas tão lindas de um tempo onde elas faziam sentido, e não acredito que alguma coisa ou dinheiro, ou pessoa, valha brigas ou afastamento entre irmãos.&lt;br /&gt;E entre todas as coisas que não valem a pena, eu já caí em algumas.&lt;br /&gt;E agora, talvez porque seja sábado - passa da meia-noite - eu estou me perguntando se qualquer relação do mundo, vale toda a solidão que estou sentindo...&lt;br /&gt;Essa minha mania de lealdade, vai acabar me matando...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87988263?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87988263'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87988263'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87988263' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87856925</id><published>2003-01-22T17:07:00.000-03:00</published><updated>2003-01-22T20:00:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>O coração é uma coisa engraçada.&lt;br /&gt;Tão primitivo no nosso mundo técnologico.&lt;br /&gt;Eu trabalho com um sistema de informática totalmente integrado. Quando uma informação é inserida em uma área, todas as outras imediatamente a registram no que lhes interessa. Eu incluo aqui o desligamento de um funcionário, e lá em finanças, na unidade de Fortaleza o funcionário também é, automaticamente, desligado. &lt;br /&gt;E não é didícil fazer isso nos dias de hoje. Pois bem, conseguimos criar tamanha tecnologia nos micros, mas dentro de nós nada funciona asim. &lt;br /&gt;Você é apaixonada por um cara, e ele te faz uma sacanagem. Te conta uma mentira grande, grita injustamente com você, ou qualquer coisa do tipo. O cérebro registra a informação. E pronto. Ela fica ali, naquele orgão, parada. O coração absurdamente continua querendo estar perto daquela pessoa, continua sentindo falta do cheiro dela, continua idiotamente ligando pra ela!&lt;br /&gt;Como se nossos orgãos fossem independentes uns dos outros. Onde está a técnologia de sistemas interligados em "real-time"??&lt;br /&gt;O coração é um autista.&lt;br /&gt;Pra quem não sabe, autismo é uma doença cujo grande sintoma, é o rompimento com a realidade.&lt;br /&gt;O autista funciona assim, vivendo em um mundo próprio criado por ele, sem interferência - ou com pouquíssima interferência, de acordo com o caso - do mundo externo.&lt;br /&gt;Quem já observou um autista, sabe que ele faz movimentos repetitivos, com o corpo, completamente alheio à realidade que ocorre ao seu redor.&lt;br /&gt;Exatamente como o coração. Sem tirar nem por.&lt;br /&gt;O coração é um autista. Ignora dados de realidade seríssimos, criando um mundo próprio.&lt;br /&gt;Os apaixonados, sabem do que eu falo. Não os que amam, porque amar é coisa do corpo todo. Precisa-se de todos os orgãos para amar. Dos rins, dos olhos, da cabeça, dos pés e de chão firme, tantas vezes. Agora, para apaixonar-se... Ah para apaixonar-se basta um coração autista, sozinho, e um bomba atômica foi ativada. &lt;br /&gt;Nem o alvo precisa, de fato, existir. O melhor exemplo disso, são as relações virtuais. Quantas e quantas pessoas não apaixonam-se sem ver, sem cheirar, sem sequer ouvir o objeto de desejo. E quantos desses objetos de desejo existem mesmo? Quantos não são mulheres se fingindo de moreno alto, bonito e sensual? Ou senhores que se dizem musas,  belíssimas? Não importa. Eles despertam paixões violentas, e enlouquecem de desejos os portadores de corações autistas, roubando-lhes tempo, e sonhos vãos.&lt;br /&gt;Mas não são só os amantes virtuais que tem esse priviégio. Meu vizinho de porta, é apaixonado por uma garota que se casou há pouco. Ele liga, manda flores, presentes, e corroí-se de dor cada vez que avista a bela, andando com seu marido. &lt;br /&gt;Pobre coração autista, fazendo movimentos repetitivos há tantos anos.&lt;br /&gt;Eu, sonho com um dia, quando um jato de realidade atingirá a todos os que se aprisionam em seu mundo doentio e lhes apresente as portas. Elas estiveram sempre ali. Abertas. Basta olhos para vê-las. &lt;br /&gt;Ao menos enquanto não implantam em nós, um sistema integrado, onde as informações registradas pelos olhos ou pelos ouvidos, também façam surtir efeito no coração.&lt;br /&gt;E pronto. Pra mim, nem precisava ser em real-time...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87856925?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87856925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87856925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87856925' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87780536</id><published>2003-01-21T10:31:00.000-03:00</published><updated>2003-01-21T10:31:08.810-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Medo, na minha opinião, é um dos maiores parasitas que existem.&lt;br /&gt;Eu considero medo, um spray que imobiliza tudo. &lt;br /&gt;Vi isso em um desenho animado. O vilão tinha um spray poderoso, que quando atingia alguém, essa pessoa virava estátua. Continuava pensando, imaginando e, provavelmente, seu sangue corria dentro do corpo, porém não conseguia fazer nenhum movimento. Estava imóvel. Não podia andar, se coçar, arrumar o cabelo, nada.&lt;br /&gt;Como alguém que sente medo. &lt;br /&gt;Já tive medo de chefe e, nessas horas, parava. Não raciocinava que o cara era um idiota e eu estava certa, ou qualquer outra coisa. Parava de pensar, de agir conforme minhas crenças, de fazer o que eu queria fazer. Levava uma vida operacional. Spray imobilizante.&lt;br /&gt;Hoje, tenho medos diferentes, mas eles ainda me paralisam.&lt;br /&gt;Sinto medo, muitas vezes, das minhas atitudes. Principalmente quando tudo a minha volta anda bem. &lt;br /&gt;Tenho relações com pessoas tão queridas, tão preciosas que, por vezes, temo que algo se parta.&lt;br /&gt;E cá estou eu, em uma loja de cristal, onde a gente caminha pé ante pé, vagarosamente, para não esbarrarmos nas lindas peças. "Não toque em nada", digo para mim mesma, o tempo todo. &lt;br /&gt;Qualquer movimento brusco pode causar danos.&lt;br /&gt;É assim que meu medo de derrubar alguma coisa, faz com que eu pare. Spray imobilizante, sobre todos os meus atos.&lt;br /&gt;E ainda que meus braços e pernas se movimentem, os pensamentos e as elocubrações se calaram. &lt;br /&gt;Porque a mim é preferível virar estátua, por um tempo, ao derrubar um prateleira toda.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87780536?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87780536'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87780536'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87780536' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87669109</id><published>2003-01-19T03:04:00.000-03:00</published><updated>2003-01-19T03:04:50.186-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Sempre fui muito desorganizada.&lt;br /&gt;Meus armários nunca tiveram todas as peças a vista, para se escolher. &lt;br /&gt;Toda a vida tive que achar as coisas por um pedaço delas que aparecia. Via a alça de uma blusa, ia puxando e assim vinha uma blusa toda. Quando a pegava percebia que havia ali outras roupas, até então esquecidas.&lt;br /&gt;Assim também eram as gavetas, e por todos os lugares da casa que eu habitava, deixava um rastro de desordem. Um sapato jogado, uma meia, um casaco caído, um livro no chão, enfim, um sinal de que gente imperfeita andava aqui.&lt;br /&gt;Pois bem, hoje, entendo com muita clareza que essa bagunça do mundo externo refletia uma confusão interna, onde eu também não achava o que procurava. Por anos, vivi dentro de mim, com uma desordem de sentimentos, onde puxava uma alça de carinho e dali vinha algo gigante, que também descobria outros sentimentos, os quais eu desconhecia.&lt;br /&gt;Com uma certa maturidade, que teima em me alcançar, as coisas mudaram.&lt;br /&gt;Sentia-me mais segura e esclarecida, tanto quanto às blusas que tinha, quanto aos amores que sentia.&lt;br /&gt;Porém, por vezes é como se um vendaval adentrasse meu quarto, e todas as roupas fossem jogadas ao chão. &lt;br /&gt;Uma desordem interna se instala. E eu questiono certezas, até então, intactas. Misturo os sentimentos, as pessoas, e descubro escondidos entre escombros do tempo, afetos que podem me cair bem. Os meus quereres, os meus não-quereres estão todos espalhados, e eu tento recolher o que vejo, guardar na devida repartição, com cuidado pra não cair.&lt;br /&gt;Algumas coisas não sei onde devo deixar, se ainda me serve, se posso usar outra vez. &lt;br /&gt;E em meio ao caos, decido deixar tudo pra depois. Andar mais devagar pra não esbarrar em nada e, se quando nascer o sol, as coisas ainda não estiverem claras, chamo alguém pra me ajudar. Uma diarista, talvez, que depois passa um pano no chão, e fecha os armários. Sem trancar, por favor.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87669109?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87669109'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87669109'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87669109' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87479636</id><published>2003-01-15T12:53:00.000-03:00</published><updated>2003-01-15T21:06:46.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho dificuldade de decidir. Escolher entre as coisas, pra mim, é sempre complicado.&lt;br /&gt;Nem em restaurante self-service gosto de ir. Acabo sempre pegando um pouco de tudo, e faço uma mistureba que não tem nada a ver.&lt;br /&gt;Pra mim, assim é com a vida. Quero um pouco de tudo, e faço a maior mistureba. &lt;br /&gt;Gosto quando as decisões me são impostas. &lt;br /&gt;Teve uma época, em que diante de um namoro complicado, eu pensava que poderia ser mais fácil se meu namorado me traísse. Pensava que assim a decisão estaria tomada, eu estaria obrigada a me separar dele. Precisava de alguma coisa pra me impor uma atitude. É como se em um restaurante self-service só tivesse uma comida que me agradasse. Pronto, decretado o fim dos problemas.&lt;br /&gt;Amyr Klink, uma vez declarou que em seu primeiro emprego, na área financeira, ele era muito ruim. Muito, muito ruim mesmo. E por isso foi mandado embora. Ele dizia também que, hoje, agradecia o fato de ter sido tão ruim assim. Porque se ele fosse mais ou menos, estaria lá até hoje.&lt;br /&gt;Assim é tudo. Sermos mais ou menos nos causa uma comodidade infernal. Ser mais ou menos deveria ser apenas, direito dos corajosos, que saem a caça de algo melhor. Para os medrosos, como eu tenho sido, deveria existir apenas o muito ruim, ou o muito bom. O muito ruim, faria com que as decisões nos fossem impostas, e o muito bom eliminaria as decisões…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87479636?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87479636'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87479636'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87479636' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87363793</id><published>2003-01-13T15:34:00.000-03:00</published><updated>2003-01-13T15:54:11.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E quando as coisas não dão certo mesmo; de jeito nenhum, de forma alguma, por mais que se tente e quebre a cabeça; então, aconselho a desistir.&lt;br /&gt;Não, não desistir para sempre. Aliás não tomar atitudes para sempre também é conselho meu, porém, desistir por um tempo é válido. Um tempo que deve ser suficiente. Não curto demais e nem por demais longo, que assim periga-se esquecer. Mas um tempo útil. Tempo para um bom banho, de corpo ou de mente. Algumas pessoas precisam de meses para banhar as idéias. A outras terá sido bom alguns minutos para uma chuveirada. Talvez tempo para um vento novo refrescar o coração, ou tempo para dar um telefonema agradável. Tempo para um café, para escrever aquele  e-mail, aquele post. Um tempo bom, que alivie os pensamento e mude o lado dos sentido. Quando você voltar pra lá, pode ser que tudo esteja diferente. Melhor, ou pior. A mim, basta que esteja diferente. É a semana me dando uma espécie de boas vindas…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87363793?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87363793'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87363793'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87363793' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87161813</id><published>2003-01-09T09:19:00.000-03:00</published><updated>2003-01-09T09:19:33.370-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu já tinha postado isso aqui. Há muito tempo. Mas estou pensando de novo, por isso, estou postando mais uma vez...&lt;br /&gt;&lt;i&gt;Todo mundo sabe onde o calo aperta. &lt;br /&gt;Cada um tem lá a sua "tragédia pessoal", seu "inferno diário". &lt;br /&gt;Para alguns, o inferno é o trânsito. Quem vive em São Paulo, não discorda. &lt;br /&gt;Para outros, o inferno é a solidão. O silêncio, essa dor de não ter pra quem dizer a infinidade de coisas que você sente... &lt;br /&gt;Tem quem ache que o inferno é a balança. Lutar consigo mesmo pra ser como todo mundo acha bonito, não comer o que quer, não vestir o que quer, não se portar como gostaria diante de uma mesa de doces. Que vida infernal essa de privações... &lt;br /&gt;É o inferno, comprovado, ser rejeitada. Não ser amada, não ser querida, não ser a escolhida de quem você escolheu. Só quem viveu essa dor, é que sabe. &lt;br /&gt;Em todas as situações, a dor é nossa, e achamos que essa nossa vida é o inferno. Mas a verdade é que o inferno está um pouco ali adiante, onde a gente enxerga mas não chega. Bem disse Sartre, que o inferno são os outros. &lt;br /&gt;Todos os que conseguem, todos os que são aquilo tudo, os que tem, os que podem, os que atrapalham, os culpados.. É mentira que o inferno das gordinhas se resume na balança. O inferno delas são mesmo as magras. Não dói que ele não ame você. Dói que ele ame outra, talvez aconteça só amanhã, mas dói a possibilidade da outra. &lt;br /&gt;O trânsito. O problema são os carros que te cercam, se eles não estivessem ali estaríamos no paraíso e não nessa situação infernal. &lt;br /&gt;Me lembra o pai que diante da questão da filha: "Mas pai você não confia em mim!?", responde simplemente:"Eu confio em vc querida, mas não confio nos outros" Há namoradas que dizem isso para os respectivos. E é fato que o inferno delas, feito de insegurança, está nas outras mulheres, as seguras. &lt;br /&gt;Outro dia li uma reportagem sobre uma viúva que reclamava do cheiro do marido vivo de sua vizinha. Não é interessante? Apostamos de primeira, que a tristeza dela está em ter perdido seu companheiro, mas não, o inferno são os outros. &lt;br /&gt;Não é uma questãode inveja, nem de não assumir a responsabilidade sobre nossas dores. Acredito que elas são nossas sim. Mas que as causas vão muito além. &lt;br /&gt;Estamos falando aqui das dores. Sei que as alegrias também vem dos outros. O paraíso, não é você estar falando, mas aquela amiga estar te ouvindo. Nem é paradisíaco emagrecer, se os outros não olharem diferente. &lt;br /&gt;Somos todos assim, na alegria e na tristeza, regidos pelos outros. Parece horrível, e talvez o seja de fato. Temos sempre um discurso de que não pelo chefe, de que não é pelo namorado, de que não tem nada a ver com o que sua mãe disse, de que não é pelo dinheiro, ou porque saiu na revista. &lt;br /&gt;E por você mesmo não é? &lt;br /&gt;Foi por você que você bebeu todas aquela noite. Foi por você que você sentiu medo, foi por você que você não conseguiu parar de chorar, é por você que dói a noite de sábado acabar as 9... &lt;br /&gt;Sejamos mais verdadeiros e entreguemos a quem merece o mérito pelas nossas alegrias, e a culpa pelas nossas tristezas. &lt;br /&gt;E que isso não represente lavar as mãos. Ao contrário disso, acredito percebermos a dinâmica de algumas coisas é um passo para olharmos agora dentro de nós, já que estamos tão habituados a ver os outros que esquecemos de nos reconhecer as vezes. E é só assim, depois de olharmos lá fora, que a gente pode ver aqui dentro o inferno dos outros. O seu carrinho parado no meio da multidão, e a responsabilidade dele, nos 150 km de lentidão de todo mundo...&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87161813?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87161813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87161813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87161813' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87080891</id><published>2003-01-07T19:51:00.000-03:00</published><updated>2003-01-07T19:51:04.256-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;Ela&lt;/a&gt; escreveu um post tão singelo, que me tocou. &lt;br /&gt;Por vezes me sinto desacreditando no amor. Eu que quando criança, fazia questão de ter um Bob para cada Barbie e que, mais tarde, defendia com unhas e dentes o conceito de alma gêmea, amor eterno e afins. Eu, cujos olhos brilhavam com os casais de velhinhos passeando de mãos dadas...&lt;br /&gt;Hoje me sinto, no mínimo, piegas com essas lembranças todas.&lt;br /&gt;Por vezes questiono se amar não é só coincidir tempos, e carências. &lt;br /&gt;Um encaixe de necessidades, e perfis parecidos.&lt;br /&gt;Não sei bem qual é o conceito que vai ficar pra mim. Mas percebo que alma-gêmea já começa a parecer distante. &lt;br /&gt;Achar que tem uma pessoa feita pra mim, me leva de volta ao mundo das Barbies.&lt;br /&gt;Aqui tem gente demais, tolerância de menos, egoísmo transbordando, e possibilidades infinitas.&lt;br /&gt;Porque alguém escolheria dividir a vida inteira com outra pessoa? Ceder, abrir mão, e ter um ao outro apenas, com tantas funções a exercer? Ou então quem saberia fazer isso, com equilíbrio e coerência? &lt;br /&gt;Não sei... Mas começo a pensar na possibilidade de errar. &lt;br /&gt;Na infância era inadmissível pensar que me separaria, ou que casaria cogitando essa possibilidade.&lt;br /&gt;Hoje não faz mas tanta diferença. Se está difícil encontrar um amor que dure poucos anos, que dirá um que dure toda eternidade.&lt;br /&gt;E também, não há mal nisso. Talvez amor seja mesmo assim. Tenha data de validade, tempo para acabar. Cansa-se, como tudo na vida, e diante disso, resta acomodar-se ou partir para outra.&lt;br /&gt;Enfim, isso tudo era só pra dizer que embora muitas vezes uma nuvem escura paire sobre meus sonhos antigos, outras tantas, ouvindo &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;essa moça&lt;/a&gt;, sinto uma luzinha piscando aqui dentro. Como se avisando que andam vivos, por caminhos tortuosos mas vivos, os pensamentos de amor que outrora acordavam comigo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87080891?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87080891'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87080891'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87080891' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-87063833</id><published>2003-01-07T13:00:00.000-03:00</published><updated>2003-01-07T13:30:51.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voltei a trabalhar. Sem tempo para postar, ou para falar com os amigos queridos, ou para exercer qualquer tipo de atividade criativa.&lt;br /&gt;Com uma bola de ferro amarrada ao tornozelo, ao som de lelê-laiê&lt;br /&gt;Prazer, Isaura.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-87063833?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87063833'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/87063833'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#87063833' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86982335</id><published>2003-01-05T22:15:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T22:16:07.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;"E se alguém me amasse?&lt;br /&gt;Se alguém, de repente, chegasse&lt;br /&gt;E, vendo-me, reconhecesse&lt;br /&gt;A chuva, a terra e o sal que buscasse?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entre o temor e o sobressalto,&lt;br /&gt;Talvez fugisse,&lt;br /&gt;Talvez risse, talvez cantasse,&lt;br /&gt;Na incerteza e no medo&lt;br /&gt;De entregar-se."&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;(Maria José de Queiroz)&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86982335?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86982335'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86982335'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86982335' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86962665</id><published>2003-01-05T12:04:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T22:40:43.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem fui conhecer, de perto, essa &lt;a href="http://www.garotamarota.kit.net/"&gt;moça&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E voltei, pensando se esse mar é infinito... &lt;br /&gt;Quando comecei a blogar, achava que ninguém lia. A gente começa assim, com medos e vergonhas. Não querendo ser ousado e sonhar com um blog cheio de leitores, e ao mesmo tempo, dentro de nós, isto já está sonhado sem que nos seja pedido autorização...&lt;br /&gt;Eu sonhava sim, em ser como os outros blogs, que tinham comentários, elogios, e que faziam diferença, de alguma forma... Porém simultaneamente achava uma ousadia pensar tão alto...&lt;br /&gt;E agora, entre tantas lições essa é uma das principais: não existe sonhar alto demais. Sequer existe, sonhar baixo. Sonhos, esses que saem do coração, são. Apenas existem, sem carecer de adjetivos...&lt;br /&gt;Não são feios ou bonitos, ou fáceis, ou difíceis, ou altos ou pequenos. Sonhos são.&lt;br /&gt;Sonhos vem, nos invadem mente adentro e quando nos vemos na iminência de realizá-los, ele grudam em nossa pele feito uma coceira.&lt;br /&gt;Eu, ainda me pego tentando censurar essa cabeça, que por vezes viaja longe - como se existisse longe. Mas, a mim, eles sempre voltam, teimosos como uma coceira de fato. Como inúmeras mordidas de pernilongo que se agarram a minha pele, e não me permitem desviar delas. Por um tempo as remedio, as cubro, com gazes de realidade. Por um tempo, apenas...&lt;br /&gt;E mantenho-me acreditando que se você sonha em ganhar o Oscar de melhor atriz ao lado de Julia Roberts, e eu sonho em ter uma escola aqui, na esquina de casa, e dela tirar meu sustento, posso te jurar que meu sonho não é, sequer um décimo, menor do que o seu.&lt;br /&gt;O que varia, talvez, seja a intensidade. Há os que sonham muito, os que sonham só as vezes. Há os que acreditam em seus sonhos, os que desconfiam deles. Não há os que desacreditem. Acreditamos sempre, mesmo que em segredo, ao menos um pouco, nos nossos sonhos. Ou então, se nenhuma ínfima possibilidade de realização houvesse, eles não seriam nem infimamente sonhados...&lt;br /&gt;Oxalá essa rede de computadores, tão vasta, tão conhecida e tão desconhecida, continue trazendo, entre tanto lixo, tesouros preciosos a quem lhe dá, o que para si, há de mais precioso... &lt;br /&gt;Obrigada,&lt;a href="http://www.garotamarota.kit.net/"&gt; menina&lt;/a&gt;, pela tarde de ontem.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86962665?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86962665'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86962665'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86962665' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86921396</id><published>2003-01-04T11:29:00.000-03:00</published><updated>2003-01-04T15:25:23.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu ia contar da visita &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;dela&lt;/a&gt; (que fez esse layout lindo, e &lt;a href="http://historiasdeeus.blogspot.com/"&gt;esse outro &lt;/a&gt;ainda mais lindo). Já tinha imaginado como seria agradável, tudo o que íamos dizer, rir, e contar. Pois enquanto eu imaginava, um carro já atrapalhava tudo. &lt;br /&gt;É muito tola a idéia de que temos controle sobre nossas vidas.  Certamente existe um tipo de controle que não temos. Controle sobre os carros, sobre os caminhos, sobre nós mesmos. Imagine, nós que somos tão fragéis nos julgarmos donos de qualquer coisa. Nós que estamos a mercê de um temporal, de uma avalanche de um maremoto, de um atentado. Nós que em milésimos de segundo poderíamos estar explodindo pelos ares, por tão pouco.&lt;br /&gt;Nos resta aproveitar enquanto alguém permite que não seja assim, e podemos dormir planejando o amanhã. Ainda que incerto, sei lá porque, as possibilidades de que ele venha me parecem grandes.&lt;br /&gt;E continuo apostando. Vou esperar meu irmão que volta de viagem amanhã. Depois vou encontrar uma amiga pra almoçar. Segunda volto a trabalhar (a bomba já não me parece tão má opção),  no outro final de semana é aniversário de uma sobrinha, preciso comprar o presente. E no ano que vem vou fazer mestrado, e daqui a um tempo vou ter filhos, e - antes - casar, e levá-los ao parque à praia, ao shoping...E vou envelher e ter netos...E mais um milhão de coisas que quero fazer.&lt;br /&gt;Aposto minhas fichas que conseguirei, mas - é verdade - posso perder, a qualquer hora....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86921396?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86921396'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86921396'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86921396' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86842637</id><published>2003-01-02T17:40:00.000-03:00</published><updated>2003-01-02T17:46:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voltei.&lt;br /&gt;E como se tivesse feito uma viagem pra longe de mim mesma, enquanto desarrumava as malas, comecei a vasculhar antigos diários.&lt;br /&gt;Achei uma lista de pedidos para 1995. Ri quando li os três primeiros:&lt;br /&gt;1.	Ficar com o Mário&lt;br /&gt;2.	O Mário me amar&lt;br /&gt;3.	Namorar o Mário&lt;br /&gt;Quem era mesmo o Mário? Pensei achando bom pensar sozinha, o que evita respostas bobas.&lt;br /&gt;Depois de muito pelejar (será que essa palavra existe?) Lembrei dele. E de repente, lembrei que o vira esse ano. Depois de 7 anos sem contato, e sem pedidos que o relacionassem, eu esbarrei com ele ao votar. Estava horrível. Talvez ele sempre tenha sido horrível. Mas, na minha memória, ele tinha lindos olhos verdes... Quando o vi, diante da cena, os olhos nem faziam muita diferença. Estava gordo, careca, mal-tratado. Sei não, mas acho até que ele havia perdido um dente, desses importantes.&lt;br /&gt;E aí, hoje, lembrando dessa imagem ri da vida. &lt;br /&gt;O Mário era um colega do meu irmão, vinha aqui esporadicamente, mal me notava e ia embora.&lt;br /&gt;Eu tinha desperdiçado os meus três primeiros desejos com esse cara. Sofria por ele, chorava, até.&lt;br /&gt;Imagina que bobagem!&lt;br /&gt;Ainda bem que esse ano, não pedi mais do que saúde. Porque, pensando bem, daqui há 8 anos se eu reler diários antigos, vou saber que gastei bem o meu pedido....&lt;br /&gt;Já que tanta gente passa, envelhece, perde os dentes e desaparece...&lt;br /&gt;Ainda bem que ninguém ligou pra esse pedido. É isso aí Deus. Faz uma seleção do que eu peço, porque nem sempre sei o que, exatamente, é bom pra mim...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86842637?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86842637'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86842637'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2003_01_01_archive.html#86842637' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86585096</id><published>2002-12-27T09:31:00.000-03:00</published><updated>2003-01-03T15:22:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;"Eu sei do que preciso.&lt;br /&gt;Avisto, ao longe, o caminho certo.&lt;br /&gt;Não peço a Deus, que me faça feliz.&lt;br /&gt;Peço sim, com força, que Deus me faça valente.&lt;br /&gt;Não é necessário que me trace um caminho bonito. Eu sei que o caminho está lá.&lt;br /&gt;É necessário, que nos meus pés haja força pra alcançá-lo.&lt;br /&gt;Não Deus, não carece de plantas, ou de beleza, a vida. Mas eu preciso de olhos mais fortes pra olhar.&lt;br /&gt;E que tudo o que está continue. É o que peço. Que o mundo mantenha-se belo.&lt;br /&gt;Só o que não deve manter-se, eu suplico, é a gente. Toda a gente, trancada na sua paralisia suicida.&lt;br /&gt;Meus músculos, Deus, faça-os fortes. As vértebras, os ligamentos, ordene que se movam pra frente.&lt;br /&gt;O caminho está ali, vasto. Porque não o sigo?&lt;br /&gt;Que força é essa que impede meu pescoço de torce-se para olhar?&lt;br /&gt;Se posso andar, Deus, faça com que eu caminhe…&lt;br /&gt;Destranque, por fim, minhas amarras, meus laços, meus lenços, &lt;br /&gt;todos os tampões que me fazem surdo. &lt;br /&gt;Todas as mordaças que me fazem mudo."&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86585096?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86585096'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86585096'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86585096' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86551811</id><published>2002-12-26T13:27:00.000-03:00</published><updated>2002-12-26T13:27:50.400-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tem umas vertentes da psicologia, que diz que o homem não muda.&lt;br /&gt;Quer dizer, a psicanálise defende que a nossa base é formada na infância e nos manteremos com ela até o fim dos nossos dias.&lt;br /&gt;Eu, me obrigo a discordar. Ou ao menos a questionar.&lt;br /&gt;Nossas atitudes mudam, com as mudanças da vida, dos outros, do tempo.&lt;br /&gt;Eu, até os 20 anos, passei todos os meus natais com a família. Todos absolutamente iguais. Nunca achei, de fato o máximo e lá pelas tantas, enjoei de vez.  Desejava ardentemente ter um natal diferente, com pessoas diferentes em casas diferentes. Com 21 viajei. Passei dois natais longe de casa, em outro país, em meio a neve. E lá, quando estava exatamente do jeito que sonhava, com pessoas queridas, amadas, amigos, namorado, presentes, lareira, e todo encanto de um sonho, comecei a chorar de saudades. Inexplicavelmente sentia falta de tudo o que era comum. Sentia falta daquela comida de sempre, do calor de todos os anos, das mesmas caras, das mesmas brincadeiras, sentia uma falta ensurdecedora, da minha casa. Real.&lt;br /&gt;Como eu não enxergara antes, o quanto era especial?! Eu me questionava, inconformada.&lt;br /&gt;Hoje sei, que se algo tem valor nessa vida, são os momentos simples.&lt;br /&gt;Porque são eles que nos marcam o tempo. &lt;br /&gt;Não são as grandes festas, os momentos de glória, os momentos de glamour.&lt;br /&gt;Mas é a nossa rotina que importa. &lt;br /&gt;Quando sinto falta dos tempos de faculdade, não é dos dias especiais que me lembro.&lt;br /&gt;Aliás quais foram eles mesmo?&lt;br /&gt;Me lembro das tardes em casa. Sinto saudades de assistir “vale a pena ver de novo’ comendo pão com requeijão.&lt;br /&gt;Sinto falta do cheirinho de café as 4 da tarde. De ler, no sofá da sala, enquanto anoitece em silêncio lá for a. De pegar um livro na biblioteca, de comer um pão de queijo com ticket no bar central, de perder aula, de pegar ônibus, de conseguir uma carona, de tudo que era assim, normal, e eu nem percebia que acontecia…&lt;br /&gt;Esse natal, foi como todos os outros. Igual.&lt;br /&gt;A mesma comida, as mesmas brincadeiras, os mesmos risos, no mesmo lugar.&lt;br /&gt;Reconheci minha cadeira na mesa, e meu lado no sofá. Eles são os mesmos há 24 anos. Quando acreditava em papai-noel era ali que sentava. Quando me apaixonei, quando quebrei a cara, quando minhas roupas ficaram pequenas, quando meus pés passaram a alcançar o chão… era ali que eu estava. E eram essas as pessoas que estavam por perto. E se parece sacal, a mim também pareceu por um tempo. Um tempo em que não sabia.&lt;br /&gt;Por isso vivi outras coisas.&lt;br /&gt;Hoje não as quero mais. Escolho, e me alegro por ter aqui, comigo, o que realmente importa.&lt;br /&gt;Tive um natal, dos mais felizes.&lt;br /&gt;Que seja sempre assim. &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86551811?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86551811'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86551811'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86551811' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86478135</id><published>2002-12-24T10:36:00.000-03:00</published><updated>2002-12-24T10:36:15.033-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então é natal.&lt;br /&gt;Eu sempre achei que natal, é mto mais dia 24 do que dia 25.&lt;br /&gt;Porque eu considerava que a noite dos presentes é que valia.&lt;br /&gt;Mas hoje, estou trabalhando, como se nem fosse natal.&lt;br /&gt;E ainda não disse “feliz natal” pra muita gente.&lt;br /&gt;Um pouco porque acho estranho essa coisa de “feliz natal”. A gente diz tão por hábito. &lt;br /&gt;Da mesma forma que falamos “boa noite”. Nem pensamos se desejamos mesmo boa noite. Falamos “boa noite” as pencas e não nos damos conta.&lt;br /&gt;“Feliz natal”, também é distribuído assim, à baciada. &lt;br /&gt;Todo mundo pensa um jeito de falar diferente, mas não tem jeito, ele sempre vem assim, batido: “Feliz natal” “Ah pra você também” e pronto, acabou….&lt;br /&gt;Tem um filme em que a moça diz pro namorado, algo assim: “Falar “eu te amo’ tantas vezes faz com que  de repente não valha mais. Estamos tão acostumados que é como se falássemos “sanduíche de queijo” &lt;br /&gt;E é verdade.&lt;br /&gt;O hábito faz tantas coisas perderem o sentido.&lt;br /&gt;Ihhh, olha só quanta enrolação só pra dizer feliz natal. &lt;br /&gt;É que quero muito me fazer clara agora. Desejar uma coisa boa, pra todo mundo que passa aqui. Eu nem sei quem. Conheço pessoalmente duas queridíssimas da net. E quantas eu não conheço e sei que são queridas? E quantas eu nem conheço e nem sei, mas são ultra queridas também? &lt;br /&gt;Então é isso.&lt;br /&gt;Saiam por aí, enfeitados e cheirosos, riam bastante, brinquem a beça, abracem e sorriam a cada presente. Estamos ganhando presentes o tempo todo…&lt;br /&gt;Achem graça até naquela meia que você nem queria ganhar, e sejam tolerantes com os vizinhos, com os amigos com os conhecidos, consigo mesmo.&lt;br /&gt;Deixem o corpo se cansar, e durmam bem depois disso tudo.&lt;br /&gt;Pra mim, assim é um natal feliz..&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86478135?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86478135'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86478135'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86478135' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86280805</id><published>2002-12-19T15:46:00.000-03:00</published><updated>2002-12-19T15:46:16.910-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou as voltas com compras de natal.&lt;br /&gt;As crianças, no momento, são meu alvo.&lt;br /&gt;Ontem saí pra achar uma casa da barbie, um barco do pirata, um game-boy e um tênis nike-fashion tamanho 34....&lt;br /&gt;Fui andando, olhando e calculando: a soma disso tudo daria mais de 500,00. Bem mais, aliás.&lt;br /&gt;Fiz alguma alterações quase imperceptíveis, portanto. Voltei com o quarto da barbie (de cômodo, em cômodo...), um pé de pato do mickey (tem alguma coisa a ver com barco, vai...) um minigame (faz de conta que confundi o nome) e um tênis adidas modelo antigo (quem vai saber? era uma super oferta. Lindo.)&lt;br /&gt;Gastei bem menos e fiz pacotes lindos. Tenho certeza que eles vão amar.&lt;br /&gt;Ainda nessa minha peregrinação, caí de amores por alguns brinquedos.&lt;br /&gt;Uma das minhas maiores dores de ser adulto, pasmem, é não ter brinquedos.&lt;br /&gt;Esse mundo de fantasias onde tudo é tão colorido, me parece um lugar bom pra se viver. Os bonequinhos cheio de botões e mágicas, as bonecas, as unhas, as maquiagens, os livrinhos, as miniaturas do mundo real tão bem encaixadas num mundo sem problemas... Gosto de todos. Todos os que vem em caixas grandes e bonitas. &lt;br /&gt;Mas, como toda criança, também tenho um predileto. Entre essa montoeira de brinquedos expostos, meus olhos pousam sempre, na Barbie. Linda, com seu longo cabelo loiro. Elas vem em vestidos de princesa que envolvem as pernas compridas e a pequena cintura. Nas fotos, atrás das caixas, aparecem com o Bob (ninguém nem liga pra ele) fazendo gestos graciosos, entre amigas.&lt;br /&gt;O slogan que ouvia-se antigamente era: "Barbie, tudo o que você quer ser". E é uma frase excelente. Eu, quando criança, sonhava mesmo em ser tudo aquilo . Sei que estava errada, mas era absolutamente fascinante a idéia de ser linda, ter roupas para todas as ocasiões, biquinis, leggings, vestidos de princesa, e ainda uma piscina com fonte.&lt;br /&gt;Pronto. Nunca pensei se a Barbie era inteligente. Nunca, sequer passou pela minha cabeça, o quanto ela teria que malhar pra ter aquela cintura. Mesmo tivessem, seriam com gestos graciosos, diante dos olhares invejosos das Susis babacas. sempre achei as susis meio bobas com aqueles olhos grandes demais, a o tamanho também desproporcional. A Susi foi a única boneca que ameaçou o reinado das Barbies, mas passou. Elas não tem gestos graciosos. Aparecem nas caixas, em pé, paradas, que nem tontas.&lt;br /&gt;As Barbies não. Aparecem fazendo coisas, como se fossem ocupadas e solicitadíssimas. E como se fossem perfeitas, também. "Tudo que você quer ser"&lt;br /&gt;Além do mais, Barbie não sua, não faz xixi, não chora, nem escova os dentes, e come no pequeno Mc Donald's que inventaram só pra ela, entre um banho de piscina e outro.&lt;br /&gt;E a Barbie reina, soberana, há anos. Com a mesma carinha, os mesmo gestos elegantes, entre minhas amigas, as amigas das minhas sobrinhas e, provavelmente, as amigas das filhas e netas que eu vou ter. Porque as gerações mudam, se modernizam, se rebelam, gritam e vestem-se de formas diferentes. Mas parece que os alguma coisa entre os sonhos, atravessa milênios com a mesma força...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86280805?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86280805'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86280805'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86280805' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86216885</id><published>2002-12-18T10:19:00.000-03:00</published><updated>2002-12-18T10:19:51.360-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Existem crianças hiper-ativas.&lt;br /&gt;Eu, não tenho certeza mas, devo ter sido uma criança hipo-ativa.&lt;br /&gt;Se é que existe isso, tbém…&lt;br /&gt;Tenho um sono fora do normal.&lt;br /&gt;Sou incapaz de dormir durante o dia, ou de acordar e dormir de novo, mas quando escurece, pronto…&lt;br /&gt;Nada me segura mais.&lt;br /&gt;Durmo antes das 10 da noite, se deixarem. Acordo as 8 reclamando, de sono.&lt;br /&gt;Não queria que fosse assim. Queria mesmo dormir 6 horas e ficar bem, que nem um monte de gente.&lt;br /&gt;Me sinto improdutiva diante de tantas horas fazendo nada.&lt;br /&gt;Já tentei, já avisei meu corpo, mas ele insiste em me desobedecer. &lt;br /&gt;Aliás meu corpo me desobedece o tempo todo. Tiro os pelos e eles nascem de novo, acho um absurdo isso. Se eu tirei é porque não os quero aqui. &lt;br /&gt;Mas eles teimam em voltar. Como teimam comigo as gordurinhas, as “marcas de expressão” (não se chamam rugas, ainda), e esa gripe terrível que me atacou ontem.&lt;br /&gt;Meu corpo teima em me desobedecer, e me sinto fraca e impotente diante dessa força maior. &lt;br /&gt;É a natureza mostrando quem é que manda aqui…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86216885?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86216885'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86216885'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86216885' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86134652</id><published>2002-12-16T20:18:00.000-03:00</published><updated>2002-12-16T20:20:16.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Devo a net o meu conceito sobre amizade. &lt;br /&gt;Porque esses ventos me trouxeram pessoas tão preciosas que agora entendo melhor o que é querer bem.&lt;br /&gt;É como se, subitamente, eu tivesse aprendido o que é amizade.&lt;br /&gt;Mas cada vez sei menos amor. Não sei nada sobre querer casar, e passar a vida ao lado de alguém.&lt;br /&gt;As vezes me perguntam se eu amo fulano e fico confusa. Tenho vontade de dizer: "Como assim?" Como aluno que chama a professora na hora da prova porque não entendeu a questão: "O que você quer dizer com ama? Em que parte do livro estava?"&lt;br /&gt;Penso que admiro muito alguém, então amo. Porque gosto do cheiro, porque gosto da conversa, porque rimos juntos, porque ligo lá quando estou triste, porque ligo lá quando estou feliz. Então amo? Se sinto gelo no coração quando ele passa? Se gosto do jeito que ele olha? Se me sinto bem junto, e queria que não acabasse o final de semana. Daí é amor? E se a gente está sentindo tudo isso e de repente, o cara dá uma mancada. Uma baforada de fumaça na sua cara. E você que esperava só um sorriso se desaponta. Daí, se dúvidamos que ele é quem pensávamos antes, daí não amamos, então?&lt;br /&gt;Eu nunca sei se amo. Faço contas, cálculos, anotações, ponho tudo em planilhas e continuo na dúvida. E logo alguém diz: "Se tá na dúvida não ama" Pronto como uma mágica todas as respostas se dão. Então não amo, decidido. &lt;br /&gt;Mas quem foi que disse essa lei? O que essa pessoa sabe sobre mim? Sobre meus medos e dúvidas e inseguranças?  &lt;br /&gt;Se bem que...eu também não sei lá muita coisa sobre mim....As vezes, desconfio de algumas...&lt;br /&gt;E lá vem, falar comigo, os versos de Gonçalves Dias:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;&lt;center&gt;Amar! se te amo, não sei. &lt;br /&gt;Oiço aí pronunciar &lt;br /&gt;Essa palavra de modo &lt;br /&gt;Que não sei o que é amar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se amar é sonhar contigo, &lt;br /&gt;Se é pensar, velando, em ti, &lt;br /&gt;Se é ter-te n'alma presente &lt;br /&gt;Todo esquecido de mim! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é cobiçar-te, querer-te &lt;br /&gt;Como uma bênção dos céus &lt;br /&gt;A ti somente na terra &lt;br /&gt;Como lá em cima a Deus; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se é dar a vida, o futuro, &lt;br /&gt;Para dizer que te amei: &lt;br /&gt;Amo; porém se te amo &lt;br /&gt;Como oiço dizer, não sei. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sei que se um gênio bom me aparecesse &lt;br /&gt;E tronos, glórias, ilusões floridas, &lt;br /&gt;E os tesouros da terra me oferecesse &lt;br /&gt;E as riquezas que o mar tem escondidas; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E do outro lado a ti somente, e o gozo &lt;br /&gt;Efêmero e precário e após a morte; &lt;br /&gt;E me dissesse: "Escolhe" oh! jubiloso, &lt;br /&gt;Exclamara, senhor da minha sorte! &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Que tesouro na terra há i que a iguale? &lt;br /&gt;Quero-a mil vezes, de joelhos sim! &lt;br /&gt;Bendita a vida que tal preço vale, &lt;br /&gt;E que merece de acabar assim!" &lt;/i&gt;&lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86134652?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86134652'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86134652'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86134652' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-86113813</id><published>2002-12-16T12:50:00.000-03:00</published><updated>2002-12-16T12:50:30.506-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Passo por aqui. O blog sempre é um lugar de passagem né?&lt;br /&gt;Quando estamos indo para algum lugar, ou fazendo qualquer outra coisa, passamos por aqui…&lt;br /&gt;E eu fico sempre cheia de vontade de ficar. Vontade que meu destino seja esse, e eu passe pela geladeira, ou pelo telefone.&lt;br /&gt;Mas é sempre ao contrário. Passo aqui, antes de dar aquele mandar aquele -email….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Bem, eu passo aqui, só pra dizer que tive um final de semana muito bom. Com sorrisos,  “abraços e carinhos e beijinhos sem ter fim…”&lt;br /&gt;E quase não consigo parar por aqui… porque sempre tem mais a ser dito, ou a ser escrito. Ainda quando tudo já tenha sido feito. E isso é o que eu mais gosto no ser humano. A infinidade. &lt;br /&gt;Aí, viu? Nunca consigo parar por aqui.&lt;br /&gt;Esse negócio é mesmo uma doença.&lt;br /&gt;Alguém aí tem pílulas?&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-86113813?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86113813'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/86113813'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#86113813' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85959766</id><published>2002-12-13T17:03:00.000-03:00</published><updated>2002-12-13T17:03:21.586-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>De todas os nosso direitos, o mais cruel, pra mim, é o direito de escolha.&lt;br /&gt;Não, não é nada difícil escolher bolo de banana. É difícil deixar de escolher o de cenoura, o de fubá, o de chocolate e também os sorvetes, as tortas, as frutas, enfim…&lt;br /&gt;Uma infinidade de sabores e sensações que a vida nos proporciona, sem que possamos tê-las todas.&lt;br /&gt;Portanto cruel é, não o direito de escolha, mas a vastidão das opções.&lt;br /&gt;Quem nunca ficou na dúvida diante de um cardápio? Provavelmente, quem nunca teve um.&lt;br /&gt;E um cardápio é tão bobo. É tão pequeno e tão ínfimo diante de todas as nossas escolhas.&lt;br /&gt;Se titubeamos entre massa e carne, que dirá entre casar e viajar. E aí, quando você se decide por casar, terá que escolher entre o bonito, o legal, o bom-caratér, o poeta, o trabalhador, o rico fresco, o pobre simples, o alto, o gordo, o magro, o baixo, o gentil, o brincalhão, o sério, e todas as milhões de combinações vão existir, menos as que você sonha….&lt;br /&gt;Tem pessoas que possuem menos possibilidades e ao invés de dar graças aos céus, reclamam. &lt;br /&gt;Claro! Queriam todas as possibilidades, sem saber que todas não inclui a ideal.&lt;br /&gt;Isso é o injusto: A mesa posta com todos os doces do mundo, ainda é menor do que os doces que sonhamos.  E nos é dada a ilusão da escolha, mas não a temos de fato. Temos uma escolha gigantesca frente à realidade, mas escolha nenhuma frente aos nossos sonhos.&lt;br /&gt;Passamos anos alimentando a idéia de que escolheremos o emprego, o namorado, o estilo de vida, a louça, os destinos. &lt;br /&gt;Em vão. Não acharemos nunca o que procuramos. Deixaremos de experimentar possibilidades incríveis jurando que achamos a certa, sem saber que não existe a certa. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Misturaremos sushi com arroz feijão como em um restaurante a quilo, sedutor com suas mil possibilidades.&lt;br /&gt;E não se pode ter tudo. Nem mesmo mil. Podemos ter duas ou três, e não serão as ideais.&lt;br /&gt;Cruzem os dedos.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85959766?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85959766'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85959766'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85959766' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85867131</id><published>2002-12-11T22:07:00.000-03:00</published><updated>2002-12-11T22:17:09.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Quem sabe hora dessas não caia um bomba dentro de mim, e exploda as lembranças?&lt;br /&gt;Ou quem sabe não venha um vírus e coma tudo...&lt;br /&gt;Ou então, que saia de mim o que é indesejado, pelos poros, pelo suor, porque pelos poros vêem a minha insegurança e o meu amor....&lt;br /&gt;Ou quem sabe não mando embora esse todas as dores, como uma pedra no rim...&lt;br /&gt;Pelo xixi.&lt;br /&gt;Sim. Podia acordar de manhã e sair junto com o xixi, outras impurezas que carregamos, né?&lt;br /&gt;Seria muito mais útil o rim, se ele filtrasse também os sentimentos. &lt;br /&gt;Aquela lembrança ruim, uma amor velho demais, os traumas passado, as mágoas grudentas, as culpas que não servem mais... Tudo transformado em xixi, dentro de nós...&lt;br /&gt;E pronto. Lá ia embora, pelo esgoto, o que nos faz mal...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85867131?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85867131'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85867131'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85867131' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85836504</id><published>2002-12-11T10:37:00.000-03:00</published><updated>2002-12-11T18:02:57.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem tive um encontro delicioso, com essa &lt;a href="http://ameninanoespelho.blogspot.com/"&gt;moça&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;E, de novo, ela me surpreendeu. Falamos de trabalho, de amores, de dores e de alegrias. Ouvimos cds ótimos e uns mais ou menos, jogamos jogos de truques, falamos com uma argentina, um americano, o motorista deles e assim, brincando, nem percebemos que horas se passaram.&lt;br /&gt;Hoje, mil idéias povoam minha mente.  Algo sobre trabalho. Sobre uma estranha conspiração do universo, a nosso favor, quando resolvemos ser valentes.  E eu não tenho sido. Ainda agora, quando penso nisso tudo, me pego fugindo dos novos pensamentos&lt;br /&gt;Tento deixá-los de lado, guardá-los na gaveta, mas eles saltam a mim, todo o tempo. Vou pro café, tomo água, lavo o rosto, desvio de uma idéia que me vem, intermitente,  e entro na sala de reunião.  Mas ali, em volta da grande mesa redonda elas me cercam, como fantasmas sentam ao meu lado, e falam ao meu ouvido…&lt;br /&gt;Me instigam a mudar tudo. Me instigam a levantar-me, não dali da mesa, mas do marasmo dessa vida cômoda, cheia de  mais ou menos… Formam imagens sedutoras, e falam sobre um tempo de satisfação, que sequer conheço.&lt;br /&gt;Por enquanto as escuto e as espanto, como moscas. Olho os slides, me ajeito na cadeira e faço anotações.&lt;br /&gt;Mas temo que uma hora elas voltem como um enxame de abelhas e, quem sabe, tenham força, pra me carregar daqui….&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85836504?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85836504'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85836504'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85836504' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85751592</id><published>2002-12-09T20:36:00.000-03:00</published><updated>2002-12-09T20:42:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ai que lindo que tá aqui!!&lt;br /&gt;Puxa, eu tbém não tenho o dom da modéstia!&lt;br /&gt;Mas olha, quem fez foi &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;ela&lt;/a&gt;, a quem agradeço mil vezes!!&lt;br /&gt;Eu queria um template de natal, porque pra mim poucas datas são tão especiais.&lt;br /&gt;Natal, tem alguma coisa de fantasia e de infância. &lt;br /&gt;Acreditar em Papai-Noel, sonhar com um velhinho que vem do Polo-Norte, em um trenô guiado por renas... O que pode ser mais ingênuo e doce?&lt;br /&gt;Eu, carreguei comigo, por anos, a certeza da existência desse senhor.&lt;br /&gt;E além dele tem as luzes que deixam a cidade mais bonita, as árvores, os presentes, o pensamento um pouco mais espiritualizado também...Acho isso tudo bonito..&lt;br /&gt;E como tudo que veio do homem, é contraditório também. Porque ao mesmo tempo que estão todos felizes, contam-se estórias tristes, de crianças pobres e infelizes. Ao mesmo tempo que sorrimos mais, também choramos muito nesse tempo de festas. E se é época de união, também é o tempo em que mais se escuta sobre solidão...&lt;br /&gt;O natal vem, como um cenário novo que se instala na nossa vida, temporariamente.&lt;br /&gt;Bem parecido com essa figura mesmo. &lt;br /&gt;Crianças felizes, com o nariz colado no vidro. Assistindo a tudo, do lado de fora, como se a vida que acontece ali dentro daquela casa, estivesse descolada da realidade deles.&lt;br /&gt;Assim é o tempo de natal. Um tempo descolado do nosso dia-a-dia, de pressa e tumulto. Um tempo mais iluminado, mais colorido, onde ao menos as paisagens, já se fazem mais belas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85751592?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85751592'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85751592'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85751592' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85730988</id><published>2002-12-09T12:54:00.000-03:00</published><updated>2002-12-09T18:12:55.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Voltei.&lt;br /&gt;Tentando desesperadamente mudar o template.&lt;br /&gt;Mas sou uma analfabeta aqui.&lt;br /&gt; Já me rendi e tento me acostumar ao fato de não ter determinadas inteligências.&lt;br /&gt;Sou ruim em Excel, péssima em arrumar Templates, e muito meia boca em esportes. &lt;br /&gt;Sou boa em ler, em brincar com crianças em contar histórias e em ouví-las. Mas sou uma negação pra cantar e pra lidar com tecnologias. Aprendo outras línguas com relativa facilidade, mas sou incapaz de programar o vídeo pra gravar alguma coisa, a noite, sem causar qualquer estrago..…&lt;br /&gt;Bom, queria ter todos os dons, a algumas dificuldades, não me entrego.&lt;br /&gt;Vou à academia, canto no chuveiro, e uso o Excel a beça. Também imagino templates lindos, e aí ligo pra &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;ela&lt;/a&gt;, que é infinitamente gentil, e generosa com os menos favorecidos... :)&lt;br /&gt;Ai que bom que somos diferentes, né? Se todo mundo fosse igual a mim, talvez o mundo estivesse melhor em alguns quesitos, mas certamente estaríamos na idade da pedra, discutindo relações humanos em volta de uma fogueira, ou dividindo irmamente as cavernas da região, onde jantaríamos um bicho, desses que correm devagar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85730988?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85730988'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85730988'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85730988' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85636905</id><published>2002-12-07T09:54:00.000-03:00</published><updated>2002-12-07T09:54:58.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estou indo viajar.&lt;br /&gt;Para longe daqui, para perto de mim.&lt;br /&gt;Queria voltar só do "longe daqui", e ficar perto de mim...&lt;br /&gt;Mas enfim amanhã volto, de ambos os lugares. &lt;br /&gt;Acho...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85636905?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85636905'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85636905'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85636905' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85602964</id><published>2002-12-06T15:39:00.000-03:00</published><updated>2002-12-06T15:39:39.543-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu queria não trabalhar.&lt;br /&gt;Não acho que o trabalho enobrece o homem.&lt;br /&gt;Queria ver a novela da tarde, sair com meus sobrinhos, pegar sessão das 4 no cinema, e ter qualquer hora pra ir na Zé Paulino.&lt;br /&gt;Mas não queria deixar de ter a atividade….&lt;br /&gt;Uma época quando fiquei sem trabalhar, sofria muito por isso. Ficava de pijamas até meio-dia, e invejava as pessoas ativas nos escritórios.&lt;br /&gt;Hoje, gosto de me arrumar de manhã, ter  uma turma do trabalho, comentar com eles as notícias, aprender mais por estar com tanta gente. Acho isso tudo, muito rico. Muito mesmo. É como se eu estivesse em sintonia com o mundo, em meio a tanta gente…&lt;br /&gt;Mas a obrigação me irrita. Tenho uma tia que está doente no hospital, e a visita é só até as 18hs. Pronto, não posso visitá-la. A família, que mora no interior, acha que sou uma sobrinha desleixada porque afinal de contas estou na mesma cidade dela e só vou vê-las aos sábados…&lt;br /&gt;Não entendem as grades de um trabalho. Eu também não entendo, e tenho uma dificuldade enorme de suportá-la…&lt;br /&gt;Sonho com um dia, em que possa ser diferente. Não, não que eu não vá mais trabalhar, mas vai existir  um trabalho que possa ser feito em meio período, com os ajuste que eu quiser dar.&lt;br /&gt;E eu vou poder ver o dia passar sem ar-condicionado, vou poder pagar mais barato pra fazer  unha, pra ir no cinema, vou poder deitar com bolsa de água quente quando tiver cólica, vou poder chorar a hora que quiser e marcar médico as 2 da tarde…&lt;br /&gt;Deve existir um emprego assim, que me permita ser dona de mim mesma…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85602964?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85602964'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85602964'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85602964' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85542087</id><published>2002-12-05T13:10:00.000-03:00</published><updated>2002-12-06T15:35:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ontem fui assistir meu time. Há quem diga que estádio não combina com mulheres. Mas eu não acho. Acho que estádio combina com gente. Com gente que se emociona, sente raiva e alegria. E eu sou hiper, super, extra, mega gente. Foi mto emocionante. Sempre é. &lt;br /&gt;Na maior parte do tempo assisto o jogo, mas tem uns momentos que eu me descolo dalí, do jogo, e fico olhando as pessoas. A torcida, o desespero, as rezas. Como se aquilo fosse o que há de mais importante, e o é mesmo. &lt;br /&gt;Daí penso que essas pessoas devem ter problemas graves. Dívidas, brigas, doenças, vícios. Mas nada disso importa. Elas se alegrarão e se entristecerão pelo jogo. É isso que faz delas o que sentem, naquela hora…&lt;br /&gt;Esquisito né? E mágico também. Sentimento é assim mesmo. &lt;br /&gt;Sentimento é o que há de menos burocrático no mundo. Não exige nada, não requer nada, não pede ação prévia nenhuma… Mas causa um estrago…&lt;br /&gt;Bom, falando em sentimento, os melhores vem com amigos né?E eu acho que dou mta sorte com a net mesmo. Essa &lt;a href="http://www.ameninanoespelho.blogspot.com/"&gt;menina&lt;/a&gt; é ótima. Diverida, inteligente, linda! &lt;br /&gt;Tivemos um encontro maravilhoso ontem, entre as crianças, comendo brigadeiros, e contando estórias sobre a dona aranha. &lt;br /&gt;Eu, que sou apaixonada por crianças e trabalhei com elas por anos, pouquíssimas vezes – ou talvez nenhuma- vi um adulto que soubesse brincar com elas tendo tamanha sintonia… &lt;a href="http://www.ameninanoespelho.blogspot.com/"&gt;Ela&lt;/a&gt; brinca como se fosse uma criança também. E talvez ela seja, como eu sou também. Uma menina. &lt;i&gt;“Com cara de vidro, cara de língua, cara de uma água que caí…”&lt;/i&gt; &lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85542087?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85542087'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85542087'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85542087' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85497398</id><published>2002-12-04T17:03:00.000-03:00</published><updated>2002-12-05T19:24:02.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Não devia existir sentimento. Não, pelo menos não assim à revelia, sem consulta prévia a um tipo de SPC, sabe? A gente vai alimentando algumas coisas, dentro de nós com tanta força e depois se arrepende. E é uma droga porque a gente sente, sente, acalenta nosso próprio sentir e o outro lado não está nem aí. É um golpista, as vezes. Usa de falsidade ideológica, de má fé, ou simplesmente não usa de nada, mas pensa em outras coisas.&lt;br /&gt;E a gente não sabe, não vê e continua, mudandos nosso planos, cancelando compromissos, construindo sonhos grandes, gigantescos e pondo o outro ali dentro disso tudo.&lt;br /&gt;E nossa imaginação é tão forte, cria imagens tão belas, tão cheias de vida, que é como se a realidade nunca pudesse mesmo acompanhar esse tempo doce, que vive dentro de nós.&lt;br /&gt;Penso que deveria ser diferente. penso que deveríamos pegar uma nota promissória de sentimento antes de sentir qualquer coisa. Um papel assinado, dizendo até onde pode sentir que o outro acompanha. Ou um cadastro de quem já tem o nome sujo, pra consultarmos em caso de dúvida. Talvez desse errado. Eu mesma teria meu nome lá, porque já errei muito. Mas daria uma nota promissória, um formulário, todo meu ouro….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois é. Ruim demais sonhar com uma vida junto, e acordar um dia, vendo o sonho do outro mirar em outra direção, pra outro lado, buscando outras coisas, comprando roupa-de-cama de solteiro, cerveja, e ticket pra um….&lt;br /&gt;E eu posso jurar, que o que sonhei era muito, muito mais belo do que isso…&lt;br /&gt;“&lt;i&gt;Aposto todo meu ouro, dou meu amor como garantia, pra encontrar um tesouro, e não bijuteria…”&lt;/i&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85497398?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85497398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85497398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85497398' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85336398</id><published>2002-12-01T14:42:00.000-03:00</published><updated>2002-12-01T14:42:06.500-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Então leve seus tênis do armário,&lt;br /&gt;Tire daqui esses casacos, os perfumes da pia,&lt;br /&gt;Leve dessa casa seus cheiros, seus sorrisos, sua cara fechada...&lt;br /&gt;Leve sua gripe, seu alicate, seus cuidados.&lt;br /&gt;Seu olhar que olhe lá fora, as palavras doces que fale ao vento,&lt;br /&gt;O beijo salgado que alimente outras fomes...&lt;br /&gt;Porque não enche mais minha barriga. Suas mentiras, seus suspiros, seus ais.&lt;br /&gt;Sua atenção preenchida em formulário com duas vias, carimbando e assinado, registrado pra depois...&lt;br /&gt;Não quero esse amor fraco, esse amor as 11:50, essa abraço as 2:15.&lt;br /&gt;Não quero os próximos 50 anos, não quero a vida toda, não quero o outro tempo.&lt;br /&gt;Busco o agora, o carinho dessa noite, o calor do sol que levantou ainda nesta manhã...&lt;br /&gt;Porque o meu corpo, hoje é metade.&lt;br /&gt;Que o outro tempo vá contigo, pelo seu caminho... Pela suas trevas, pelo teu céu...&lt;br /&gt;Mande tirar nossas músicas do rádio, nossos retratos das esquinas, suas faltas de mim...&lt;br /&gt;Leve os óculos, os cds e os temperos.&lt;br /&gt;Leve tudo com cuidado, carregando devagar.&lt;br /&gt;Saia sem alardes, sem barulho, na ponta dos pés, mantendo o silêncio desse lugar onde impera gritos mudos....&lt;br /&gt;E não deixe a porta aberta, sequer recostada. Saia para sempre, tranque-me e jogue as chaves por debaixo da porta porque, se eu acordar, hei de livrar-me delas, para manter-me presa em mim mesma, vagando pelas minhas sobras, que – apesar de tudo- é lugar claro.... &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85336398?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85336398'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85336398'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_12_01_archive.html#85336398' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85228747</id><published>2002-11-28T20:17:00.000-03:00</published><updated>2002-11-28T20:20:00.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Está chovendo muito em SP.&lt;br /&gt;E o trânsito fica um caos. Engraçado, como é fácil falar mal daqui né? E engraçado como tanta gente vem pra cá...&lt;br /&gt;Uma vez, veio à cidade um amigo do Rio Grande do Sul. Ele me contou, que estava em um hotel no Morumbi, quando ligou a tv e viu: "Alagamentos na cidade, chove torrencialmente à 2 horas, São Paulo em estado de alerta, blá, blá, blá" As frases eram seguidas de imagens de uma tempestade. Ele estranhou, abriu a cortina do quarto e se certificou de que o céu estava claro e limpo. No morumbi, nenhum sinal de chuva...&lt;br /&gt;Pois é, essa cidade é gigantescamente grande. E por conta disso somos muitas cidades com um nome só. E dá-lhe falar mal daqui: &lt;i&gt;"Isso é um horror, olha que poluído, que trânsito, que violência, que cinza, que preto, que isso que aquilo..."&lt;/i&gt; E pra chegar aqui, de avião fca-se uns dez minutos no ar, porque não tem vaga. Trafégo aéreo. &lt;i&gt;"Que inferno"&lt;/i&gt; - todos dizem, enquanto pegam suas bagagens e rumam ao táxis, também cheios de fila. Lá está uma multidão, desdenhando o cavalo que compraram. &lt;br /&gt;Porque vem? Eu me pergunto.&lt;br /&gt;São Paulo aliás, só podia ter nome de santo mesmo. Porque tem que ter muita santidade pra aguentar todo o mal que falam e ainda assim receber bem, seus visitantes. &lt;br /&gt;Eu mesma, recebo sempre bem. Quero muito que as pessoas venham pra cá, e visitem o que tem de bom (acreditem tem). Mas não gosto de ficar ouvindo reclamação o tempo todo. Ninguém gosta. Imagine, alguém vai pro Ceará, sei lá, e fica dizendo: &lt;i&gt;"Mas que horrível aqui, hein? Não dá, muito calor, nossa tem que ter muito saco pra aguentar, um inferno esse vento, ai, não sei como vocês conseguem viver aqui..."&lt;/i&gt; Ah, coitado. Ia ouvir oucas e boas...&lt;br /&gt;A gente não. Escuta, concorda até, e leva ao cinema...&lt;br /&gt;E concordamos porque sabemos da verdade, mas também sabemos da parte que não se fala. Por essas, eu gosto daqui assim mesmo. Talvez, eu não queira viver aqui pra sempre, não. Mas enquanto estou, procuro aproveitar. Todas as livrarias, academias, teatros, ruas enormes, uma diversidade de pessoas, de coisas pra comprar, coisinhas, coisas grandes, baratinhas, pechinchas, oportunidades, de emprego, de jeitos, de romances, de homens lindos... E um caos, sim.&lt;br /&gt;Talvez, São Paulo seja como remédio. Ruim que só, mas todo mundo tem que tomar, sabe?&lt;br /&gt;Ou não. Ou é só uma cidade grande, com defeitos também grandes. O que não impede que gostemos dela.&lt;br /&gt;Eu também já me apaixonei por homens que tinham características detestáveis... Gostar não é isso? "Apesar de"?&lt;br /&gt;Sei lá...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85228747?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85228747'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85228747'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85228747' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85189390</id><published>2002-11-27T22:54:00.000-03:00</published><updated>2002-11-27T22:54:00.946-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Acabei de chegar em casa.&lt;br /&gt;&lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;Eles&lt;/a&gt;, talvez, ainda estejam no caminho. Porque andaram bastante para o nosso encontro. Eu sei que essa parte (o caminho) foi chata. E a fila, e a caminhada até meu carro, também...tudo bem vai...&lt;br /&gt; :)&lt;br /&gt;Mas o resto, eu sei que foi ótimo. &lt;br /&gt;Por isso, quero fazer um breve agradecimento aqui, a &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;eles&lt;/a&gt; dois. Pela noite de hoje, pelo papo - sempre ótimo - pelo carinho de sempre. Esse mesmo, que temos carregado por vidas e vidas :)&lt;br /&gt;Agradeço a vocês agora, mas saibam que a todo instante em que me lembro, agradeço à vida, por tê-los trazido perto de mim...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85189390?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85189390'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85189390'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85189390' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85119261</id><published>2002-11-26T15:25:00.000-03:00</published><updated>2002-11-26T15:25:31.063-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E acho que estamos mesmo mto próximas, eu e &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;ela&lt;/a&gt;.&lt;br /&gt;Porque eu estava justamente pensando em escrever sobre morte, esses dias, e olha só o que ela trouxe…&lt;br /&gt;O meu pensar, foi por outras vias. Não tenho pensado sobre a morte de alguém virtual, mas de alguém real, desses que andam junto de nós.&lt;br /&gt;Acho a morte o que há de mais cruel na vida. Sou contra a morte, ainda que não adiante nada.  As vezes conversando eu digo: “então, se eu morrer um dia..” e normalmente as pessoas se pegam a dizer: “como assim, “se” eu morrer?”&lt;br /&gt;Eu também não sei, mas acho que é uma forma de afastar de mim, tais acontecimentos. Não quero morrer, gosto da vida, das pessoas, da carne e osso da gente, sabe?&lt;br /&gt;E não acho sequer natural morrer. Acho agressivo nos tirarem assim, pessoas a quem amamos. Porque quando amamos alguém ele é um pouco nosso também, e é muito injusto da parte da vida, esbravejar dessa forma que ele não é nosso coisa nenhuma e, pior, que nada é nosso.&lt;br /&gt;A morte, não devia existir para os humanos, porque nossa compreensão é muito limitada.&lt;br /&gt;Como podemos entender que, de repente, uma pessoa querida desaparece? As coisas todas continuam aqui, o que é absolutamente errado. O posto continua abrindo, as pessoas trabalhando, mas ninguém mais pra te ensinar os caminhos…Tenho uma amiga que perdeu o pai recentemente e ela se queixa: “Hoje se eu puser um cobertor na mesa da sala, o cobertor vai continuar lá….” É estranho movimento este que liga às pessoas a tudo. Não é ele a pessoa em sim que faz falta. E o lugar na mesa, as brincadeiras, as coisas que não se movem mais, o carro extra que se faz desnecessário porque a família, de repente, cabe toda em um carro só…&lt;br /&gt;Me dá um pouco de medo isso. Medo de me apegar e ficar sem. Entregar meu coração e depois vê-lo por aí, vagando entre  as sombras que restam de quem fica…&lt;br /&gt;O tempo continua para todo mundo, mas quem desapareceu fica lá, na nossa memória com aquela roupa, aquele sorriso, aquela idade em que o perdemos, congelado cmo se se desumaniza-se, e se tornasse coisa entre nós. Só coisas, são tão estáticas quanto os mortos. Só coisas não tiram o cobertor da sala, nem ensinam caminhos.…&lt;br /&gt;E não acho justo, nem belo, que as pessoas deixem de existir assim, à revelia, na hora do almoço, no dia de natal, nos aniversários, todo tempo, toda hora, como se tanto fizesse. Como se o mundo não fosse um lugar adorável, como se não fossêmos a raça mais inteligente do planeta….como se não amássemos essas mesmas pessoas, como se não tivésemos poder nenhum sobre nada.&lt;br /&gt;Ok, eu sei que não temos. Mas porque nos deixam acreditar que somos tão poderosos? Criamos o computador, a lâmpada, e caixa eletrônico, telefone, remédios, transplantes, tudo. &lt;br /&gt;E nada disso serve pra nada, qdo a questão é perdas…. Somos humanos demais, pra entender outras formas…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85119261?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85119261'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85119261'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85119261' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85103316</id><published>2002-11-26T08:26:00.000-03:00</published><updated>2002-11-26T08:26:44.220-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Separação de Bens &lt;br /&gt;&lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;(Débora Bottcher)&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Você fica com as escolhas que nos separaram... &lt;br /&gt;Eu fico com a lembrança dos dias felizes, &lt;br /&gt;A paz que vivia em nós, &lt;br /&gt;A cumplicidade que nos acalentou... &lt;br /&gt;Você fica com as razões... &lt;br /&gt;Eu fico com o faz-de-conta que entendo, &lt;br /&gt;Com as noites loucas de amor, &lt;br /&gt;Os beijos apaixonados, &lt;br /&gt;Com a marca das suas mãos na minha pele... &lt;br /&gt;Você fica com os brilhos... &lt;br /&gt;Eu fico com uma vela acesa para iluminar a escuridão, &lt;br /&gt;Com o silêncio da sua ausência, &lt;br /&gt;Com a mentira que me alegrava... &lt;br /&gt;Você fica com as certezas... &lt;br /&gt;Eu fico com as dúvidas latentes, &lt;br /&gt;A incompreensão de tudo, &lt;br /&gt;Os sonhos ao chão... &lt;br /&gt;Você fica com a felicidade possível...&lt;br /&gt;Eu fico com o riso pálido, &lt;br /&gt;Os olhos sem cor, &lt;br /&gt;A alma coberta de pedras... &lt;br /&gt;Você fica com a esperança e segue sua vida... &lt;br /&gt;Eu fico com a saudade e volto a viver nas sombras... &lt;br /&gt;Mas depois, recomeço... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Agora fala, se não é um prêmio tê-&lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;la&lt;/a&gt; conhecido, de perto....&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85103316?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85103316'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85103316'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85103316' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-85030268</id><published>2002-11-24T22:34:00.000-03:00</published><updated>2002-11-24T22:34:59.370-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Fui viajar, e voltei hoje.&lt;br /&gt;É tão bom dar umas escapadas do mundo. Em dois dias, fiz um monte de planos e pensei coisas novíssimas pra minha vida. Tive uma sensação de mudança, mas olha só que bobagem...&lt;br /&gt;Eu voltei. E aqui, tudo continua igual. Os mesmos móveis, as mesmas caras, as mesmas ausências...&lt;br /&gt;Toda a mesmice da realidade me afrontando, como um protesto anti-mudanças, erguendo placas dentro de mim.&lt;br /&gt;Em princípio me senti frustrada e derrotada com tamanho movimento (os dados de realidade são gigantescos, e estão por toda parte)&lt;br /&gt;Mas, ativando a tal ONG que zela pelo meu próprio bem-estar, logo afrouxo as cordas e me permito isso.&lt;br /&gt;Afinal de contas a mudança só existe se for processual... E que venha o processo, a passos lentos, não importa. Mas que venha, tão bem armado como a realidade, com placas e alardes, fazendo piquet...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-85030268?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85030268'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/85030268'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#85030268' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84934433</id><published>2002-11-22T15:31:00.000-03:00</published><updated>2002-11-22T15:37:42.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As vezes, no trabalho, uma peguiça me invade e é como se todos os meus comandos internos fossem desativados.&lt;br /&gt;Não consigo fazer nada. Olho pra tela, juro que passaram-se horas, mas apenas alguns minutos mudaram no relógio…&lt;br /&gt;Levanto, ando, buscando o despertar. Aquele mesmo, da manhã. Só que são 4 da tarde….&lt;br /&gt;E o mundo é dotado de uma incoerência, como se nada fizesse realmente sentido, tudo fosse meio desconexo, nada fosse mudar nada, e tudo ficasse ali, na mesma.&lt;br /&gt;Como canais de tv, que a gente vai mudando, mudando, esperando a hora de algum bom aparecer. Daí paramos uns minutos neste, esperançosos, mas logo ele se torna ruim de novo…e partimos novamente a caça de algo que nos prenda a atenção.&lt;br /&gt;Acho que é isso. &lt;br /&gt;E que assim é a vida. Uma eterna busca de canais, intermeada por tempos de concentração quando os mesmos nos são interessantes, por serem bons ou ruins demais, mas em seguida no cansamos e tentamos outro.&lt;br /&gt;Passamos muito mais tempo procurando canais do assistindo os programas…&lt;br /&gt;Também, que programa pode ser tão bom a ponto de nos deixarmos lá, fixamente, com tantos outros a escolher?&lt;br /&gt;O que na vida é tão bom que não nos cansa, fente a tantas possibilidades, cores, lugares, cheiros, formas e vidas que o mundo nos oferece?&lt;br /&gt;É, é por querer demais que não sei se tem um dia que a gente acha, e pára, e fica.…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84934433?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84934433'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84934433'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84934433' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84822376</id><published>2002-11-20T14:10:00.000-03:00</published><updated>2002-11-20T16:59:11.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estimulada pelo que &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;ela&lt;/a&gt; escreveu, resolvi postar aqui, algo que tinha passada pela minha cabeça, há um tempo, mas acabei deicando no meu C:, ao invés de postar.&lt;br /&gt;Não sei porque, esqueci lá. Talvez porque, ao que consta, não tenho mais esse conflito. Ou ao menos ele calou-se, dentro de mim…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Tenho fingido muito. Tenho fingido ser um monte de coisa que eu não sou e -pior- sem nem me dar conta disso.&lt;br /&gt;E não é um fingimento, como dizer que me chamo isabela, porque aqui, ainda tendo outro nome, me sinto eu mesma.&lt;br /&gt;Mas não é sobre mim que quero falar. É sobre essa outra. Essa mulher que chega do trabalho de salto alto, todos os dias. Sobre essa mulher que usa rímel, se diz forte, independente e segura. Sobre essa mulher que tenho fingido ser.&lt;br /&gt;Finjo. Finjo que não estou nem aí pra algumas das coisas que mais me importo. E não finjo só para os outros, finjo pra mim mesma, como se fingindo assim eu ficasse assim mesmo e daí, não doeria não ter…&lt;br /&gt;Finjo que essa coisa de ter alguém é bobagem, e que não ligo para isso de casar e ter filhos e cachorro.&lt;br /&gt;Finjo que acho o máximo ser sozinha,  que quero ser sempre assim, que só me importo com meus e-mails de trabalho, com a previsão do tempo de sábado, e com o trânsito.&lt;br /&gt;E estou tão acostumada a fingir, que as vezes não sei se é fingimento, ou se me transformei nisso mesmo.&lt;br /&gt;Talvez eu seja, de fato, a mulher que vive o presente,  não se importa com o futuro e não acredita no eterno.&lt;br /&gt;“Deixe o futuro vir” – Eu digo. –&lt;br /&gt;Ainda outro dia, quando alguém falava de tatuagem, eu afirmei, categórica: “Eu sou contra tudo o que é para sempre. De tatuagem, à casamento”&lt;br /&gt;Que mentira!!!  - Gritou a outra, abafado, dentro de mim. Porque, eu disse aquilo!?!?&lt;br /&gt;Que mecanismo é esse? De defesa? De desacreditar no que se quer tanto, paranão arriscar-se ao engano, à frustração. Doeria demais manter viva a fé, se não viesse o milagre…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas talvez não. Talvez seja só um tempo, e acorde comigo qualquer dia desses os sonhos antigos…&lt;br /&gt;Quem sabe uma hora eu volto a dar aulas pra crianaçs, e uso tênis, todos os dias?&lt;br /&gt;Pode ser que daqui a pouco eu volte a pensar em casar no campo e viver juntos pra sempre…até ficar velhinha e esquecer as coisas…e desenformar um bolo quentinho as 5 da tarde, e ter um monte de filhos…&lt;br /&gt;Será? Envelhecer ao lado de alguém, ainda que todo o resto dê errado?&lt;br /&gt;Até eu começar a esquecer as coisas? Até eu usar calcinhas enormes?&lt;br /&gt;Ficar juntos pra sempre, ainda ele engorde, ainda que eu perca a paciência e ele o humor?&lt;br /&gt;Fraquejar e ter em quem repousar, gritar e ter em quem me calar, &lt;br /&gt;precisar e ter com quem contar..enfim...&lt;br /&gt;Será?”&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84822376?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84822376'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84822376'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84822376' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84732945</id><published>2002-11-18T21:12:00.000-03:00</published><updated>2002-11-18T21:22:32.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>olha só o que eu ganhei!!&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;http://www.rederpg.com.br/sintese/fanart/fanart-eus.jpg"&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;&lt;center&gt; &lt;img src="http://www.rederpg.com.br/sintese/fanart/fanart-eus.jpg"&gt; &lt;/center&gt;&lt;br /&gt;puxa, fiquei hiper contente! &lt;br /&gt;bem eu que nunca ganhei um desses antes!&lt;br /&gt;muito obrigada &lt;a href="http://adriana.osimortais.com.br"&gt;querida&lt;/a&gt;. foi um presentão...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84732945?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84732945'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84732945'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84732945' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84732617</id><published>2002-11-18T21:06:00.000-03:00</published><updated>2002-11-18T21:06:19.076-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ela tinha 7 anos. Estava aprendendo a ler, e por isso parecia mais atenta ao mundo. Assim, com essa atenção toda, notou a etiqueta do seu bicho de pelúcia, e decifrou vagarosamente: “Ma-de in Chi-na”. Parou, e tentou de novo: “Ma-de in Chi-na”, “Made in China, made in China” repetiu algumas vezes, para si mesma. &lt;br /&gt;Em seguida, olhou outro. A mesma frase. E outro, e outro e outro. Todos os ursos tinham aqueles dizeres. Ela se apavorou e os escondeu no armário, sem falar nada. &lt;br /&gt;Passaram-se dias e aqueles bichos trancados, saiam apenas para que a menina os olhasse, triste. &lt;br /&gt;Ninguém entendia, nada havia que fizesse a garota contar, os ursos estavam lá, guardados a sete-chaves sem nenhuma explicação.&lt;br /&gt;O tempo passou, a menina angustiava-se com o assunto, e a mãe não suportando mais aquela situação, obrigou-a a falar. E a menina falou. Mas o que se ouviu, foi tão bobo que seria engraçado, partindo da doce menininha:&lt;br /&gt;- Eu li mãe...tava escrito made in china....&lt;br /&gt;- E?&lt;br /&gt;- E eu não quero mandar meus ursos pra China...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sim. Mariana (ela se chamava Mariana) em toda sua ingenuidade não poderia imaginar que existia outra língua. Ela não entendeu a frase, mas o que mais se aproximava do que via era: “Mandar para China”. E a gente preenche as lacunas vazias, com o que conhecemos, mesmo se não for verdade.&lt;br /&gt;Fiquei pensando nessa história, e lembrei da minha infância. Quando eu achava que Nestlé e Shell e as marcas toda que apareciam nas ruas, eram brasileiras. Aliás, eu achava que só existia a gente ou que esse era o país mais importante do mundo. O Nescau era feito pra minha casa, bem como requeijão, e o Catupiry.  &lt;br /&gt;Quando se é criança o mundo é feito do que vemos, do que nos é importante, do que acreditamos. É difícil conceber a idéia que existam outros países, e principalmente que sejam eles, esses desconhecidos, que façam MEUS ursos de pelúcia. O mundo é menor para quem ainda é um pouco menor.&lt;br /&gt;Essa ingenuidade, na minha opinião, está revestida por beleza e graça. Mas começo a desconfiar que o “planeta dos maduros” também seja fascinante. Crescer é expandir o mundo lá fora, e o daqui de dentro também. &lt;br /&gt;O mundo infantil é fofo, belo, genuíno, mas perde para maturidade de saber o que se quer, falar sem precisar gritar, ler e entender...&lt;br /&gt;Tenho pensado nisso, no fato de que crescer possa ser uma boa, e de que ser adulto também é bom à beça. &lt;br /&gt;Essas são idéias novas pra mim, que vem ao longe acenando, sorridentes, com malas...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84732617?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84732617'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84732617'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84732617' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84731041</id><published>2002-11-18T20:30:00.000-03:00</published><updated>2002-11-18T20:32:28.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>e o feriado foi bom. exceto pela volta, que levou 7 horas eternas...&lt;br /&gt;mas quero falar sobre sexta estive no aconchego &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;desta moça&lt;/a&gt;, e foi tão bom que me surpreendi, como na primeira vez. saí de lá contente, alma lavada, pensando que impressionante foi esse encontro. &lt;br /&gt;entre todas as formas de se conhecer alguém, foi pela internet que &lt;a href="http://users.nvcnet.com.br/cristais/blogger.html"&gt;ela&lt;/a&gt; me apareceu. não é incrível? &lt;br /&gt;vcs não sabem, gente, mas o papo é tão bom que as vezes dá vontade de anotar umas coisas, pra não esquecer nunca mais...e eu fiquei um tempão refletindo sobre o quão rico foi esse encontro. como se eu já não tivesse descoberto isso antes...&lt;br /&gt;mas não sei bem porque, achei ainda mais especial essa visita. estava a família com uma nenê linda. e crianças sempre tornam tudo mais íntimo, porque somos meio ridículos com elas, acho....&lt;br /&gt;bem, não sei porque, mas quero dizer que aquela casa é um lugar de paz. e eu não consigo pensar que raios e trovões passem por por aquela varanda...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84731041?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84731041'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84731041'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84731041' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84582698</id><published>2002-11-15T13:48:00.000-03:00</published><updated>2002-11-15T13:48:14.573-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Detesto feriado dos outros.&lt;br /&gt;Queria que feriado fosse só pra mim. E que tudo continuasse funcionando. As lojas os salões, e que as pessoas queridas continuassem “a mão”, e também que os blogueiros escrevessem normalmente.&lt;br /&gt;Mas não. Todo mundo vai pra praia, vai pro interior, vai pra não sei onde. É um tempo de fuga, eu acho. Uns dias que as pessoas aproveitam pra fugir da mesmice...&lt;br /&gt;Eu, que tenho como cativeiro meu quarto, dificilmente participo dessa “manada”. Mas dessa vez, me rendi.&lt;br /&gt;Não totalmente, já que vou só hoje à noite, mas vou a praia e espero que faça sol. &lt;br /&gt;Essa viagem é mais um dos sinais de que vivo um tempo novo, dias inéditos, que antes pertenciam apenas aos outros. Às meninas que eu via no elevador, de cabelos longos, mochila nas costas, pele queimada...&lt;br /&gt;Sou também elas, e mais o que eu quiser ser, e me sinto tão bem, com essas descobertas às vezes me estranho e temo, não me reconhecer mais...&lt;br /&gt;Por agora, tenho tido momentos em que sinto tamanha felicidade que é como se meus ossos fossem quebrar. Peso 55kgs, sou pequena, como pode viver dentro de mim, tamanho amor e contentamento?&lt;br /&gt;O corpo humano, às vezes, se mostra frágil demais para os sentimentos “extra-humanos” que Deus nos deu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84582698?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84582698'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84582698'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84582698' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84478533</id><published>2002-11-13T13:56:00.000-03:00</published><updated>2002-11-13T13:56:33.053-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;a href="http://terradosgirassois.blogspot.com/"&gt;Ela &lt;/a&gt;escreveu sobre as diferenças de amor e paixão.&lt;br /&gt;Um post muito bonito, que eu recomendo aliás.&lt;br /&gt;E me fez pensar.&lt;br /&gt;Ai pensamento, pensamento…já me canso de ti….mas logo descanso e te chamo de volta…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cá estou com os meus botões, refletindo sobre o amor.&lt;br /&gt;De fato eu não sou muito boa nisso. Tenho um certo medo de amar. Porque de alguma maneira o amor nos toma, por inteiro. Nos arrebata, e nos leva de um lugar para outro. Talvez de um lugar seco e árido para um florido. Sim, pode ser.&lt;br /&gt;Mas nos leva e nos toma.&lt;br /&gt;Como uma doença. Sim, é preciso estar doente para amar. Doente dos olhos, dos ouvidos, doente do saber que nos cai todo das mãos.&lt;br /&gt;Talvez não sempre, mas existe um momento do amar, que nos colocamos ali a mercê do outro, da vida, dos ares. Entregues, doentes.&lt;br /&gt;Não acredito num amor parcial. Não acredito que a cabeça possa estar sã e o coração adoentado.&lt;br /&gt;Não. O amor nos envolve de tal maneira, que sequer um fio de cabelo pode estar lúcido, em um corpo amante. Porque se assim for…È ele, a razão que nos salva da doçura de amar.&lt;br /&gt;E o mais venal dessa doença é justamente o fato de que amar é bom.&lt;br /&gt;Estar doente, faz-se urgente em certas vidas, controladas, engavetadas, com peças dobradas sobre peças, organizadas como armários numerados.&lt;br /&gt;Amar é sobretudo saborear uma vida mais doce e vivê-la mais leve. Sem pesos e amarras. Depois dói, é verdade. Mas enquanto não dói achamos que nunca vai doer, e que se doer compensa.&lt;br /&gt;Ai! Quem somos nós quando esse sentimento vira pó ou qualquer coisa que o valha? Juramos arrependimento, pisamos em fogo ardente, e maldizemos os dias mais belos.&lt;br /&gt;Engraçado isso. Porque o amor é a doença. Mas a cura, o processo de nos tornarmos saudáveis novamente, é que se faz, tantas vezes, a causa-morte.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84478533?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84478533'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84478533'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84478533' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84366886</id><published>2002-11-11T13:14:00.000-03:00</published><updated>2002-11-11T13:15:47.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>As vezes tomo decisões intempestivas: “Não vou mais gostar dele, chega! A partir de agora, acabou.”&lt;br /&gt;Daí, de repente me pego pensando que isso seria o mesmo que decidir sobre o tempo: “A partir de agora só choverá as terças! Pronto!”&lt;br /&gt;Porque talvez eu tenha sobre mim, o mesmo controle que tenho sobre o clima…&lt;br /&gt;E chove às segundas…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84366886?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84366886'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84366886'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84366886' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84296619</id><published>2002-11-09T22:53:00.000-03:00</published><updated>2002-11-09T22:59:36.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Desde quinta ensaio uma saída... Mas vai caindo a noite e eu vou arrumando desculpas. Quinta mesmo, dormi às dez. &lt;br /&gt;Ontem, plena sexta-feira, nove e meia estava na cama, e hoje aqui de pijama.&lt;br /&gt;Não sei porque isso me acontece, mas preciso aprender que é assim. Sempre marco coisas, juro que vou, e na hora tenha sono, preguiça e fico.&lt;br /&gt;Daí, aqui em casa, dá uma sensação de estar fora do mundo.&lt;br /&gt;Como se tudo acontecesse da porta pra lá. Aqui sou eu e meus livros, a net, meus filmes. E quando alguma coisa está chata, pulo a página, aperto stop, durmo.&lt;br /&gt;Lugar seguro e quente mesmo, só a casa da gente né? E eu, confesso, gosto de um pouco de previsibilidade sim. Que mal há nisso aliás?&lt;br /&gt;Que foi que inventou que o bom era o impresível, a aventura, o proibido?&lt;br /&gt;Eu sou jovem, feliz e gosto de saber se vai chover, se vai ter fila, quanto custa, quem vai estar... &lt;br /&gt;Gosto de saber -me em paz, e por isso opto pela calma.&lt;br /&gt;Se lá fora também fosse assim, acho que eu até ia...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84296619?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84296619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84296619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84296619' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84183178</id><published>2002-11-07T15:40:00.000-03:00</published><updated>2002-11-07T15:40:33.986-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Ouvi dizer que está tendo (ou teve) uma feira da segurança aqui em SP.&lt;br /&gt;Não sei porque, mas o assunto tem mexido comigo. &lt;br /&gt;Talvez pela mesma razão que me incomode tanto descer pra pegar a pizza, e ver o moço depositando, o que antes vinha até a minha porta, em uma caixa blindada que abre do lado de dentro pra eu tirar o conteúdo, por o dinheiro e o pobre do entregador lá, na chuva, abre de novo a tal caixa blindada, pega o dinheitro e vai embora.&lt;br /&gt;O contato pessoal é mínimo. Cruzamos os olhares,  por um instante, depois nos encontramos com uma caixa blindada, que toma toda atenção.&lt;br /&gt;“Boa noite, como vai?” nem pensar né? &lt;br /&gt;Esse ritual, vai nos distanciando das pessoas de tal  forma, que eu me questiono a respeito da validade disso tudo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Uma feira de segurança é o maior sinal da profissionalização que tomou conta dos causadores da insegurança.&lt;br /&gt;Fico pensando no público que visita o espaço. Seguranças, policiais, curiosos e…obviamente, ladrões.&lt;br /&gt;Os bandidos talvez sejam os maiores freuqentadores da feira, até porque não só usam alguns produtos para si, como precisam aprender a acabar com a funcionalidade dos outros.&lt;br /&gt;E eu, como profissional de RH,  não consigo deixar de pensar no lado talentoso por detrás disso tudo.&lt;br /&gt;O cara que é bandido, especializado em roubar carros, deve pagar pra ir na feira e ver todas as segurançaas da área. Ele é muito, muito dedicado na profissõao dele. Talvez, mas do que eu na minha. Ele faz networking, com os parceios e com os “clientes”, se inteira das inovações das possibilidades, abre novas frentes e cresce na carreira dele.&lt;br /&gt;Um absurdo? Um talento.&lt;br /&gt;Se ele tivesse podido usar essa capacidade pra administrar empresas, por exemplo, seria um profissional em tanto.&lt;br /&gt;Tem todas as habilidades que buscam os head-hunters: liderança, habilidade com pessoas, dedicação, inteligência, jogo de cintura em momentos críticos, inteiração com o mercado… O que mais buscamos?&lt;br /&gt;Honestidade. &lt;br /&gt;E para mim, ele não é honesto. Mas não o é,  para com os meus valores e meus ideiais. &lt;br /&gt;Para com ele mesmo, é exemplo de honestidade. Não traí os amigos, ajuda os parentes e não deixa faltar comida em casa… &lt;br /&gt;Não, isso não é uma apologia à desordem, é só um outro jeito de ver.&lt;br /&gt;Porque os desafios estão aí. E quem gosta deles são bons profissionais. &lt;br /&gt;Agora criaram um CD que não permite cópia. Os gênios da informática não descobrirão como burlar, mas o rei da pirataria logo incentivará a indústria  a buscar outra tecnologia porque esta vai ser violada.&lt;br /&gt;É como um jogo, onde a maioria perde, mas o mundo dá sempre espaço para os bons. Pena que nós, humanos, não o fazemos, e nos tornamos reféns de nossa própria criação.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84183178?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84183178'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84183178'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84183178' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84052866</id><published>2002-11-05T07:35:00.000-03:00</published><updated>2002-11-05T07:35:26.383-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Terças-feiras é meu rodízio e, portanto, tenho que chegar antes das 7 no escritório.&lt;br /&gt;É um sofrimentno acordar cedo, com esse horário em que tudo é escuro de manhã e pra piorar essa chuva fina e um vento forte…&lt;br /&gt;Mas depois que levanto, levanto memso.&lt;br /&gt;E gosto de ver, aqui no trabalho o dia começando. &lt;br /&gt;O lugar vazio, que depois vai se enchendo de gente. Devagar, como que acordando...&lt;br /&gt;Bom dia, então. &lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84052866?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84052866'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84052866'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84052866' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-84052841</id><published>2002-11-05T07:34:00.000-03:00</published><updated>2002-11-05T07:34:17.993-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tantas decisões e descobertas nesse final de semana. “E de tudo ficou um pouco.”&lt;br /&gt;Mas a maior das reflexões foi sobre amizade.&lt;br /&gt;Sobre a minha amizade comigo mesma.&lt;br /&gt;Porque cá entre nós, sou mto amiga e generosa com os outros, mas se um cara desses dos direitos humanos visse como eu trato a mim mesma, capaz que me prendesse…&lt;br /&gt;Porque somos, assim? Ou sou só eu? &lt;br /&gt;Nenhuma relação de amizade com outra pessoa sobreviveria se eu as tratasse como me trato.&lt;br /&gt;Diante do erro de alguém querido, digo que esqueça que somos seres-humanos, falíveis e adoráveis apesar de tudo…&lt;br /&gt;Diante de meu erro, a tortura. A punição, as palavras duras….&lt;br /&gt;Diante dos desejos alheios, o estímulo, a força a empolgação. Diante dos meus desejos oprimem os medos, as chances de errar, as dores antigas me levam a submergir em um tempo de lágrimas…&lt;br /&gt;Quanta incoerência. Quanto injustiça…&lt;br /&gt;De que me serve atuar em ONGs quando não aplico a solidariedade a mim mesma?&lt;br /&gt;Devíamos, todos, estabelecer um pacto de amor antes de mais nada, consigo próprio. E criar aí, uma ONG também, responsável por você mesma. Responsável por arrecadar mantimentos e cobertores para nos sustentarmos vivos, e adoráveis. Como somos. Apesar de tudo…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-84052841?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84052841'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/84052841'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_11_01_archive.html#84052841' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83831723</id><published>2002-10-31T14:08:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T23:10:19.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu acho que dentro do coração da gente, existe uma espécie de corda, que fica lá..mole..&lt;br /&gt;Mas tem dia que, não sei porque, alguém faz dela um nó. E puxa, estica, com força para os dois lados…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Angústia…&lt;br /&gt;Na minha opinão, a angústia e a contradição é o que diferencia mesmo o ser humano dos bichos.&lt;br /&gt;Porque razão, vcs sabem…as vezes a gente perde… &lt;br /&gt;Inteligência então, ihhh, mtas vezes a gente perde…&lt;br /&gt;Mas contradição anda sempre junto com a gente, e a angústia está a espreita o tempo todo também…&lt;br /&gt;Talvez nos angustiamos por nos contradizermos, ou nos contradizemos por nos angustiarmos….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Enfim, feliz dos leões, cachorros, baleias que são sempre eles. Que não pensam se seria melhor ser bípede, que não mudam de idéia, não se culpam, muito menos se questionam se estão dando o melhor de si. &lt;br /&gt;Não se angustiam..&lt;br /&gt;Só andam pra lá, pra cá. Dormem, fazem amor, comem, dormem de novo…&lt;br /&gt;E são..simplesmente são…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa, as vezes tenho uma inveja danada de tudo o que consegue não pensar…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83831723?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83831723'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83831723'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83831723' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83712242</id><published>2002-10-29T08:52:00.000-03:00</published><updated>2002-10-29T08:52:44.133-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Estranho a sensação de quando acaba um relacionamento.&lt;br /&gt;Não, não é da dor que quero falar. Disso, já disse muito aqui…&lt;br /&gt;Mas do que fica pelo outro depois daquelas fases todas.&lt;br /&gt;Porque primeiro sentimos a tal dor incrível, um buraco que se abre sobre o chão. &lt;br /&gt;Depois uma certa raiva, dele de você, do mundo que te deixou ali, naquela situação.&lt;br /&gt;Daí, levantamos a cabeça e vem a euforia. O tempo em que tudo parece que foi melhor do que tinha que ser, e você dança a noite toda como se isso fosse uma vingança. Sua, de você mesma. Algo do tipo: “Pensou que ia me deixar triste né? Olha aqui, que alegria…hahahaha”&lt;br /&gt;E quando tudo parece estar resolvido, toca uma música silenciosa por dentro e a gente chora, tudo de novo….&lt;br /&gt;Mas tem uma hora, um dia, que a calmaria se instala. Não dá pra ter certeza de quando esse dia chega. Aliás acho que a gente só vê que ele veio depois. Quando percebemos que não pensamos mais, ou que passamos a pensar…&lt;br /&gt;O tempo age mesmo na gente e, de repente, percebemos.que a raiva foi embora. Que a dor, está guardada. A mágoa deu lugar a um certo carinho. Uma sensação muito íntima,que só sentimos por quem amamos. Um sentimento que não tem nome. Se parece com um cheiro bom, tem forma de nuvens e deve ter a cor azul…&lt;br /&gt;Uma espécie de gratidão. De alegria contida, calada. Um grito mudo, proque tudo que tinha pra ser dito já o foi, e as lágrimas que existiam pra serem choradas, já secaram em um travesseiro qualquer.&lt;br /&gt;Então o que fica ali é uma coisa tão sua, que ninguém entenderia. Que não tem nada a ver com o mundo aí de for a, com as balas perdidas, com a fumaça cinza, com as fofocas e entendimentos de quem não entende nada.&lt;br /&gt;Ah que bom seria se eu conseguisse te falar…..&lt;br /&gt;Dessa névoa que se instala quando a gente acorda.&lt;br /&gt;Talvez eu pudesse te agradecer, por ter vindo. Porque apesar de todos os percauços, apesar dos traumas, dores e  cortes que deixaste aqui…Agora, fez-se a calma.&lt;br /&gt;E a memória, ainda abarca as imagens de um sonho bom. De um jeito novo que veio assim, com você. Com um nome novo, que recebi pela tua voz. Com um carinho que você me nsinou. Com vontade de comer aquele prato que você me apresentou.&lt;br /&gt;É é isso. Um silêncio, que diz obrigada.&lt;br /&gt;Obrigada, por ter dito meu nome, por ter me lembrado que eu era. Por me ensinar a comer peixe, a dançar forró, a andar em São Paulo, a abraçar forte.&lt;br /&gt;Obrigada por aquela noite em que você ficou comigo até tarde, pelo dia em que você parou quando eu pedi, por dormir depois do almoço, por ter pego o film que eu escolhi. &lt;br /&gt;Obrigada por ter ido comigo até ali, e por ter me feito andar com você também, até aquele outro pedaço…..&lt;br /&gt;Obrigada por ter brincado com as crinaças, por ter sorrido para o meu pai, por ter feito carinho na minha cabeça, pelos dias de calma, pleas noites ardentes, pelo tempo de amor.&lt;br /&gt;Eu sei que não podíamos mais. Eu sei que se continuassemos esse caminho, não seríamos mais o que éramos. Eu sei que tentei tudo o que pude, e que você tentou também.&lt;br /&gt;Eu sei que você queria fosse eu, como eu queria que fosse você.&lt;br /&gt;Mas enfim, isso não muda nada.&lt;br /&gt;Aqui, em mim, há uma coisa meio bicho, que não se explica, que não conta, que não se entende. Que dói apesar da compreensão e da escolha. Que rasga, sabendo-se errado…&lt;br /&gt;Uma coisa meio bicho, que agora se acalma. Se deita, se cala….ao som de uma melodia muda, sentindo um cheiro bom, em meio a cor azul…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83712242?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83712242'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83712242'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83712242' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83711205</id><published>2002-10-29T08:10:00.000-03:00</published><updated>2002-10-29T08:10:33.773-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>estou tentando tá gente?&lt;br /&gt;estou me esforçando mesmo.....juro.......&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83711205?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83711205'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83711205'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83711205' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83488943</id><published>2002-10-24T22:22:00.000-03:00</published><updated>2002-10-24T22:22:23.013-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Antes eu achava que amor era uma coisa arrebatadora, um vendaval, um descompasso...&lt;br /&gt;Mas de uns tempos pra cá, eu mudei. &lt;br /&gt;E agora não sei bem o que é essa coisa de amor.&lt;br /&gt;Mas algo me diz que tem a ver com a cabeça também, e não só com o coração como eu sempre acreditei.&lt;br /&gt;Parece que amor é também reconhecer valores parecidos, entender diferenças, saber distinguir o certo do errado, o bom do mau, ainda que o coração diga tudo ao contrário.&lt;br /&gt;Eu ainda acho estranho, mas começo a pensar que amor é sim conversar com a razão mesmo que esteja doendo, abrir mão porque sabemos que vai ser melhor assim.&lt;br /&gt;E... Sei lá, talvez seja um ato de amor, levantar e ir embora quando o coração não sai daquela mesa.&lt;br /&gt;Amor é gostar da conversa, do que ele fala, e não só do jeito que ele fala. É pensar parecido, além de suspirar no mesmo tom.&lt;br /&gt;Porque amor não pode se analisar, pesar, somar, comparar e ver se tá bom aí?&lt;br /&gt;Porque não é romântico? Porque não é poético? &lt;br /&gt;Mas a vida nem sempre é só romântica e poética. &lt;br /&gt;Vai chegar o dia de educar os filhos. E aí? O que você topa mesmo? &lt;br /&gt;Vai chegar a hora de fazer contas, e cortar um pouco dos supérfluos. E então, como é que fica? Um amor e uma cabana? Por mim tudo bem, quero ver...&lt;br /&gt;A gente aprende nas músicas, nos filmes, a dor que é gostar de alguém. Como é intenso, e poderoso esse troço... Mas a gente aprende na vida que precisa por um bocado de vírgulas aí. Que precisa enxugar o suor, calçar seu melhor sapato e caminhar com lucidez. Porque senão a gente tropeça, se frustra, e a música de antes nos torna surdos agora...&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83488943?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83488943'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83488943'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83488943' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83327132</id><published>2002-10-21T22:29:00.000-03:00</published><updated>2002-10-21T22:39:25.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Esse blog faz anos hoje!! Aliás, um ano!&lt;br /&gt;E olha o primeiro aqui:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;[10/21/2001 11:17:35 AM | Ana Carolina]&lt;br /&gt;ok, estou me sentindo uma analfabeta rendida, aqui. &lt;br /&gt;tentei incluir o meu e-mail, tentei uma infinidade de coisas, e agora me rendi. &lt;br /&gt;não sei fazer. &lt;br /&gt;acho que uma das piores sensações é essa. da ignorância. &lt;br /&gt;que horrível nos sentirmos leigos diante de alguém com vasta sabedoria! &lt;br /&gt;detesto não saber. e não sei um milhão de coisas. &lt;br /&gt;talvez por isso, essa sede de escrever, e de ler. &lt;br /&gt;de ouvir o que o mundo tem pra dizer, pra gritar, pra falar, ou pra mostrar, meio que em silêncio até... &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;bem vindos a esse diário, confissões, ou ao que quer que seja isso. &lt;br /&gt;participem, escrevendo, ou pensando, ou falando, ou reclamando. &lt;br /&gt;acho que escrevendo vai ser difícil... &lt;br /&gt;detesto ser leiga....&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Puxa, quem diria que depois desse post, viriam tantos outros... E tantas pessoas e sentimentos e palavras, aprendidas (e apreendidas) aqui...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parabéns pra mim, se o "Confissões" fosse só meu... Ainda bem que não é. &lt;br /&gt;Então Parabéns pra tanta gente que já foi linkada tantas vezes e que, hoje, sabem que tem link permanente e direto, aqui em mim mesmo...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83327132?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83327132'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83327132'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83327132' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83326815</id><published>2002-10-21T22:22:00.000-03:00</published><updated>2002-10-24T21:49:49.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>&lt;i&gt;"A batalha dos moinhos de vento" &lt;br /&gt;(Dom Quixote, de Miguel de Cervantes)&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;"Dom Quixote e Sancho Pança chegaram a um local onde havia trinta ou quarenta moinhos de vento. Dom Quixote disse a Sancho Pança que havia dezenas de míseros gigantes que ele ia combater. Sancho pediu para Dom Quixote observar melhor, pois não eram gigantes e simplesmente moinhos de vento. &lt;br /&gt;Dom Quixote aproximou dos moinhos e arremeteu, de lança em riste, contra o primeiro moinho. O vento ficou mais forte e lançou o cavaleiro para longe. Sancho socorreu-o e reafirmou que eram apenas moinhos..."&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas Dom Quixote não viu...&lt;br /&gt;Assim como nós, tão insistentemente, lutamos contra moinhos de ventos. &lt;br /&gt;Endeusamos gente de carne e osso, damos poderes extra-terrenos para homens e mulheres que são, nada mais nada menos do que, "gente como a gente". Que chora, sofre, sente medo, dor, inseguramça e não gosta da cara que tem, as vezes...&lt;br /&gt;Não..não são moinhos de vento. São pessoas! Porque não enxergamos? Porque fazemos inimigos gigantescos com a nossa imaginação?&lt;br /&gt;E nada, nada é mais difícil de derrotar do que moinhos de vento. Derrotaríamos se os víssemos humanos, altos e fortes até. Mas não derrotamos se a pessoa deixou de ser pessoa pra ser Moinho. Não derrotamos nossos inimigos quando eles são construções de nossa mente ágil e fértil... Não se mata, ainda que com dúzias de fuzis, a imagem criada.... &lt;br /&gt;É preciso reconhecê-la como criatura irreal, medo imaginário. Descolar a imaginação da realidade, e pondo tudo em seu devido lugar, desprezá-lo.&lt;br /&gt;Caso não o façamos tentaremos derrotá-lo, com armas pesadas. Porém, por não ser paupável, os tiros não atingem a imagem se não atingirem antes, a mente que a ergueu...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83326815?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83326815'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83326815'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83326815' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83183738</id><published>2002-10-18T16:55:00.000-03:00</published><updated>2002-10-18T23:33:26.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Eu me considero uma pessoa educada.&lt;br /&gt;Retorno ligações, digo obrigada, levo um doce se vou jantar na casa de alguém, ligo quando a pessoa está precisando e falo a verdade, mesmo que dóa.&lt;br /&gt;Mas talvez isso esteja meio fora de moda mesmo.&lt;br /&gt;Cada dia mais conheço gente que desaparece. Homem então, são muitos. &lt;br /&gt;Quem nunca viveu isso: o cara é o máximo, passa um final de semana inteiro com você, no paraíso ou nas proximidades, e quando chega segunda ele não liga. Você nem nota, afinal, passaram tanto tempo juntos. Daí na terça também ele não liga, você nota mas acha que é normal, amanhã ele aparace. Só que a quarta vem, sem ele. E assim a quinta a sexta. &lt;br /&gt;Eu, educada como sou (porque acho que isso tem muito a ver com educação, sim) logo penso que ele se machucou e está no hospital, claro.&lt;br /&gt;Mas você ouve dizer que ele esteve no The Bar, ontem, sem ferimentos aparentes.&lt;br /&gt;Pois é, e se ele não ligar depois em duas semanas, pode saber que muito provavelmente ele não foi abduzido, só funciona como todos os outros. Ou como quase todos, vai….&lt;br /&gt;Acho isso uma falta de consideração, de educação de qualquer noção de civilidade. Acho que bicho é que é assim, levado pelo instinto, pelas vontades, sem raciocinar o que o outro pensa ou sente.&lt;br /&gt;Mas homens? Que epidemia é essa que os faz sumirem? Não é uma, nem duas as mulheres que se queixam disso. São muitas. E ainda que elas e eu sejamos chatas e sem graça para um próximo encontro, vamos lá rapazes, prefiro a minha chatice à sua covardia!&lt;br /&gt;É um vexame. Um papelão.&lt;br /&gt;Minhas amigas brincam que deve haver uma caverna onde todos eles estão presos se debatendo para sair e nos ligarem. Como não conseguem, tudo bem, partiremos para o próximo, dizem. E partem. Tudo anda bem, quando a caverna sedutora o atrae e, pobrezinho, ele também foi preso…. Assim do dia pra noite, ou melhor, da noite pro dia normalmente.&lt;br /&gt;Pois é, e eu consigo entender que mulhres pegam no pé,  falam demais e que na hora eles as acham linda, mas depois pensando bem quem não é linda? Consigo entender que pessoas mudem de idéia porque nós também mudamos. &lt;br /&gt;Mas respondemos, dizemos que não queremos mais, talvez com desculpas esfarrapadas, reconheço. O que não invalida o feed-back, só o torna menos constrangedor, pra todo mundo.&lt;br /&gt;Agora, sumir do mapa, sem uma explicação…é demais. É dar pouca, ou nenhuma importância e ninguém merece essa indiferença.&lt;br /&gt;Sejamos justos meninos. Sejamos adultos se queremos esses direitos. É mais digno, mais bonito, faz diferença sim.&lt;br /&gt;A vida dá tantas voltas. De repente o tempo passa, vcs se encontram de novo…É bom que você não precise se esconder atrás de alguma coisa, como um menino que foi. É bom que você possa falar um oi, e perguntar como estão as coisas…&lt;br /&gt;Você pode querer rapaz…a vida dá tantas voltas….&lt;br /&gt;É sempre bom, manter a prática de boas atitudes. Sempre bom.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83183738?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83183738'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83183738'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83183738' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-83080080</id><published>2002-10-16T17:51:00.000-03:00</published><updated>2002-10-16T17:51:09.070-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Bom, tudo no seu devido lugar, ou quase…&lt;br /&gt;O fato é que a vida recomeça, aos poucos, hoje. Quarta-feira….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;E a minha relação com o blog mudou, talvez porque agora eu saiba que tem gente me lendo.&lt;br /&gt;É muito mais fácil fazer as coisas qdo as fazemos só por nós mesmos.&lt;br /&gt;Antes eu lia meu blog. Eu julgava minhas linhas, eu pensava no que escrevia, eu me criticava ou me elogiava…as expectativas eram minhas e pronto.&lt;br /&gt;E sei lá…talvez por isso fosse tão fácil…&lt;br /&gt;De uns tempos pra cá tem sido diferente. É estranho saber que outras caras por aí, umas que eu nem sei que forma tem, me lêem…. Mais estranho ainda é saber que umas caras conhecidas, também podem ler o que eu escrevo, ainda que eu não escreva pra ninguém mais do que pra mim mesma…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Daí sempre imagino uma pessoa num quarto igual ao meu, ou numa cadeira de trabalho também vermelha, lendo essas confissões. Mas sei que não é assim. Talvez alguém esteja no escuro e tropece aqui…talvez alguém leia assim, por cima, pulando umas partes. Talvez alguém esteja em pé ou agachado e lendo, com pressa, sem pressa…com pouca vontade, com tédio…&lt;br /&gt;Eu não sei. Não consigo imaginar direito. &lt;br /&gt;E será que alguém vai pro trabalho pensando no que eu pensei e escrevi? Mas talvez nessa hora eu já nem pense mais assim.&lt;br /&gt;Será que quando eu estou almoçando, ou em uma reunião de cara séria alguem está lendo o que escrevi, aos prantos? Alguém que eu nem conheço e no entanto sabe isso de mim. Enquanto segue a reunião com rostos conhecidos, mas que vestem máscaras expessas…&lt;br /&gt;Ler um blog, na minha opinião é uma atividade muito solitária. Não sou capaz de conceber a idéia de didvidir esse momento com alguém… talvez até leria alguns trechos pra quem está do lado. Mas ainda isso é uma atividade exclusivamente minha, e algo me diz que nesses momentos só queremos ler em voz alta, para ouvirmos melhor…&lt;br /&gt;Ler é ter alguma coisa de outra pessoa pra você mesma. Tornar seu, o pensamento alheio. Porque pegamos as reflexões dos outros e fazemos com elas, as nossas reflexões. Só nossas, enquanto lemos calados, e o mundo acontece na nossa cabeça. Uma ato de egoísmo e ao mesmo tempo de um altruísmo enorme, porque o autor cede, para o seu leitor o próprio pensamento… &lt;br /&gt;Eu acho bonito isso, principalmente porque no final tudo se mistura como água e vinho… E eu não sei mais o que era meu e o que é do outro…Vira uma coisa só…um pensamento meu, tão meu, enquanto está aqui dentro..mas tão seu quando o ponho aqui…e de novo a mistura.. e daí tão seu, tão exclusivamente seu, e depois de outro quando você o escreve, e mistura com o que ele tinha. E daí tão dele, tão exclusivamente dele e…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-83080080?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83080080'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/83080080'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#83080080' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-82992471</id><published>2002-10-14T23:06:00.000-03:00</published><updated>2002-10-14T23:19:22.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E eu voltei...&lt;br /&gt;Sobrevivendo, como tudo ao meu redor.&lt;br /&gt;Meu pai está bem, mas devemos ter maiores notícias amanhã, depois do cateterismo...&lt;br /&gt;Torçam por nós aí, tá?&lt;br /&gt;Aliás, senti que tenho uma torcida fortíssima daqui. E nem sei o que dizer.&lt;br /&gt;Tenho a nítida sensação que nenhum amigo real foi tão carinhoso qto as mensagens de vcs, que não tem cor, nem cheiro, nem forma. Mas são assim, queridos e fortes. Tão fortes que me ajudaram a firmar os pés no chão, qdo eu quis tombar.&lt;br /&gt;Obrigada é uma palavra pequena, curta, e sem sonoridade nenhuma. Mas é a que eu tenho...&lt;br /&gt;E por tudo isso ainda deixo aqui, meio envergonhada, uma foto das minhas prediletas..&lt;br /&gt;Onde vcs podem ver meu paizinho ao fundo, carinhoso com minha mãe. Todos os irmãos e irmãs, (inclusive a que saiu cortada).&lt;br /&gt;E com a mão na boca, sem entender mto aquilo tudo, eu. &lt;br /&gt;Há mais de 20 anos atrás, como se fosse ontem...Já que continuo não entendendo um monte de coisas da vida...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;img src="http://catyta.no.sapo.pt/Foto_Familia_Aninha.jpg"&gt; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-82992471?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82992471'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82992471'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#82992471' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-82746627</id><published>2002-10-09T13:53:00.000-03:00</published><updated>2002-10-09T13:53:54.493-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>E parece que tudo o que escrevi sobre meu pai, era uma prévia…&lt;br /&gt;Estava tudo bem, bem demais, até que eu cheguei ontem e vi meu vizinho médico em casa. O que faria ele lá? Sim, más notícias.&lt;br /&gt;Meu pai não passou bem. Fomos para o hospital eficamos lá até quando pudemos. Agora ele foi pra UTI, onde ninguém pode entrar, a não ser as 18hs, por dez minutos.&lt;br /&gt;Como se a gente só precisasse dos outros assim. Com hora marcada, por tempo determinado.&lt;br /&gt;É tão injusto.&lt;br /&gt;Tenho uma angústia…um sentimento gigante de postração. &lt;br /&gt;Todas as mãos amarradas, a espera do tempo que custa a passar. Um desamparo gigante também.&lt;br /&gt;Porque, oras, se não é o pai da gente o lugar aconchegante e seguro…qual pode ser?&lt;br /&gt;E por fim, um sentimento de imcompreensão. Como se ninguém, nem eu mesma,  compreendesse coisa alguma. Porque é o meu pai. &lt;br /&gt;E enquanto eles os entubavam, não percebiam isso. Não percebiam que ele é o pai mais fofo, e homem mais forte do mundo… não percebiam sequer que havia gente ali..&lt;br /&gt;E é o meu pai, alguém sabe lá o que é isso?!!? Não é o pai de uma amiga, nem do vizinho nem da minha prima…não é o pai do meu pai. É o meu pai  mesmo, meu paizinho querido,  com o jeitinho dele, falante, quietinho. &lt;br /&gt;Ali, prostrado. Como eu, como o mundo deveria estar nesse dia nublado…&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-82746627?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82746627'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82746627'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#82746627' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-82659337</id><published>2002-10-07T20:06:00.000-03:00</published><updated>2002-10-07T20:07:55.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>muito feliz...&lt;br /&gt;porque tá calor, e eu pude voltar a vestir blusa de alcinha...&lt;br /&gt;porque tenho amigas tão queridas e especiais. porque tá calor...&lt;br /&gt;porque comprei passarinhos.&lt;br /&gt;sim, comprei de presente pra minha sobrinha, um casal. porque acredito no amor...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;porque o mundo não acabou como eu pedi, porque eu acordei essa manhã e porque dormi sem cobertor...&lt;br /&gt;muito feliz por deixar a janela aberta, e ver as luzes cheia de aleluias.&lt;br /&gt;onde as aleluias ficam no inverno?&lt;br /&gt;onde a gente fica no nosso inverno interior?&lt;br /&gt;feliz por andar de sandália, e ver estrelas...feliz por andar sozinha e ver estrelas.&lt;br /&gt;feliz demais, por estar aqui...&lt;br /&gt;lembro de uma vez, quando morei longe daqui, embaixo de neve e escuridão...eu contava pra pessoas que de onde eu vinha tinha sol, e calor quase o ano todo...&lt;br /&gt;e a resposta vinha assim, com os olhos brilhantes, e poucas palavras: "Que benção, viver assim..." &lt;br /&gt;É...estou feliz por acordar de um sonho ruim, bem hoje. Que as janelas podem ficar abertas...&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-82659337?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82659337'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82659337'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#82659337' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-82594368</id><published>2002-10-06T12:07:00.000-03:00</published><updated>2003-01-05T23:11:50.000-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Tenho pais velhos. 50 anos mais velhos do que eu. &lt;br /&gt;Vira e mexe, me perguntam se meu pai é meu avô, ou se meu irmão mais velho é meu pai...E outro dia, numa conversa entre amigos, alguém disse: "Se eu tivesse um filho com minha mulher agora, seria assim"&lt;br /&gt;Fiquei pensando nisso. Nas tantas vezes que desejei ter pais mais próximos, e nas outras tantas que os amei, simplesmente como são.&lt;br /&gt;Hoje sei que os amo, assim e não os queria diferente disso. Acho que meu pai sabe mais coisas que os outros pais, e minha mãe, é mais fofa que qualquer outra mãe. &lt;br /&gt;Mas hoje, mais do que nuca, dói o tempo ser outro para nós.&lt;br /&gt;Dói vê-los envelhecendo, a olhos vistos. Dói estar aqui todos os dias, e perceber que eles se cansam mais depressa, que as mãos não são tão firmes, que a pele envelheceu, e assim às vezes, os pensamentos... Dói vê-los com tanto tempo, e sem tempo. Um tempo enorme em casa, perambulando, as mãos no bolso...vendo e revendo as notícias. Sem muitos afazeres, porque já não há tantos amigos, ou atividades. E contraditoriamente os vejo sem tempo, sem planos para mais de 10 anos, como se a vida estivesse ali, a espreita esperando pelo tempo de não existir mais...&lt;br /&gt;A gente sempre acha que pai e mãe, está acima de alguma coisas. Sempre achei que eles me viam o tempo todo, eram onipresentes e onipotentes. Como deuses. Sim, nossos pais são deuses, antes de mais nada.&lt;br /&gt;E hoje, os vendo assim, atingidos pela idade dos humanos, sinto dor e impotência...&lt;br /&gt;Se eu tivesse coragem eu lhes diria, que não sofressem. Eu lhes diria, que ainda toda essa dor, compensa a beleza de tê-los ao meu lado, de tê-los assim, tão vivos e fortes, apesar de tudo. &lt;br /&gt;Se eu tivesse coragem, eu diria ao meu pai, que não tem problema deixar cair as coisas, e eu diria ao mundo que não ria, por favor, se ele falar bobagens...&lt;br /&gt;Se eu conseguisse, lhes falaria do meu amor, e do quanto sinto falta das decisões incontestáveis, das batidas na mesa. Sinto falta sim, dos gritos, das broncas, de ser pequena diante do gigante, que era meu pai...&lt;br /&gt;Continuo sentindo-me pequena, agora, mas sem gigantes acolhedores...&lt;br /&gt;Mas nos resta ainda, o que não nos tiram.&lt;br /&gt;Eles dizem o tempo todo, que foi um privilégio educar duas geracões. Eles são mais jovens do que os avós das minhas amigas, e eu sei que colaborei para prolongar o tempo de vida dos dois...&lt;br /&gt;Eles me mostram, todos os dias, a vida de um outro jeito. Tem lembranças mais distantes e ricas que as outras pessoas, e eu demorei para perceber que eram assim, porque tinham mais idade.&lt;br /&gt;Porque no fundo, no fundo, não faz diferença. Não, não para uma vida que se cria e educa com afinco.  Pois se alguém acha que é ruim ter filhos depois dos 40, eu lhes digo que vocês estão errados. Que é ruim ter filhos, em qualquer idade, se não souber amá-los. É ruim ter filhos se não pensar antes, se não sonhar com isso, se não quiser ter. &lt;br /&gt;E eu digo isso, porque acho que deve ser ruim ter pai que não dá atenção, que não cuida com carinho, que não quer bem. Mas eu não sei. Porque sempre tive uma família amorosa, cuidadosa e nunca me senti infeliz por causa de 50 anos. Nem me sentiria por 100. &lt;br /&gt;Me sinto querida, acolhida, e forte agora. &lt;br /&gt;Brincamos com essa confusão de pai ou a vô que as pessoas fazem na rua, e os mostramos, de alguma maneira, que não há regras e que estão errados se as arquitetam, ou se forma pré-conceitos.&lt;br /&gt;E sinto orgulho de mostrar isso.&lt;br /&gt;Tenho a sensação de que a vida nos dá o que precisamos ter e ainda que dóa hoje, sou grata, absolutamente grata, imensamente grata, por nos termos aqui. Nessa casa, com essa vida, desse jeito.&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-82594368?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82594368'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82594368'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#82594368' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-82530356</id><published>2002-10-04T17:20:00.000-03:00</published><updated>2002-10-04T17:20:13.713-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Talvez eu não esteja mesmo, preparada para o amor. Não tenho bem certeza se existe isso, mas em existindo sei, que se aplica a mim.&lt;br /&gt;Não estou preparada para o amor. Tenho cíumes, medos e traumas demais&lt;br /&gt;Tenho dores, tristezas e exigências de quem precisa mais, do que ama.&lt;br /&gt;Tenho momentos de paz, mas vivo quase sempre, em guerra. Com meus pais, irmãos, comigo mesma principalmente. Com aqueles que quero bem, luto.&lt;br /&gt;Não sei porque, mas sei o que acarreta.&lt;br /&gt;Despreparo, sofrimento e vendavais…&lt;br /&gt;Passamos todos por eles, e muitos, eu acredito, pelo mesmo motivo que eu.&lt;br /&gt;Quantos são os que sabem amar? Porque estou convicta de que amar o outro pressupõe amar a si próprio.&lt;br /&gt;E quem é o privilegiado que convivendo consigo mesmo por tantos anos, e sabendo-se cheio de falhas e defeitos, ainda consegue amar-se?&lt;br /&gt;Claro, existe e é o que é de mais saudável. E raro também.&lt;br /&gt;Nós nos vemos demais, ou de menos. Nós nos fazemos sofrer muito, para não nos punirmos com o desamor que tanto tememos…. Nós nos comparamos além do que possibilitaria uma auto-aceitação. Nos obrigamos a ser melhores o tempo todo, nos maquiamos para sermos mais corados, nos machucamos para sermos mais magro, nos mutilamos até, para sermos mais jovens…&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como posso, diante de tamanha beleza que vejo nos outros, amar a mim mesma, assim, simples? Sem grandes talentos, ou virtudes. Sem olhos azuis, ou pele corada. Como posso diante da perfeição que mostram os humanos, amar-me assim, tão irracional, e desordeira? &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Fernando Pessoa, fala por mim:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;i&gt;“Eu, que, quando a hora do soco surgiu, me tenho agachado &lt;br /&gt;Para fora da possibilidade do soco; &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu, que tenho sofrido a angústia das pequenas coisas ridículas, &lt;br /&gt;Eu verifico que não tenho par nisto tudo neste mundo. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Toda a gente que eu conheço e que fala comigo &lt;br /&gt;Nunca teve um ato ridículo, nunca sofreu enxovalho, &lt;br /&gt;Nunca foi senão príncipe - todos eles príncipes - na vida”&lt;/i&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Pois bem… Não sei amar-me. Mas isso, não faz sofrer. Não, não preciso de elogios, ou confetes.&lt;br /&gt;Não saber me amar, tem tão pouca importância, justamente porque me sou indiferente.&lt;br /&gt;Mas aos outros, a esses eu tento amar. Tento dar o que tenho de melhor. Busco minha melhor expressão, minha força mais forte, minhas palavras mais bem colocadas, e meus gestos mais bonitos. Mas sempre  alguma coisa, emperra…talvez a maquiagem, talvez as máscaras…&lt;br /&gt;O fato é que eu me descobri assim, despreparada pra amar. E isso, isso me importa muito, porque acredito que todos (inclusive eu) somos sim, amáveis…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-82530356?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82530356'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82530356'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#82530356' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3182205.post-82518935</id><published>2002-10-04T12:25:00.000-03:00</published><updated>2002-10-04T12:25:20.840-03:00</updated><title type='text'></title><content type='html'>Faz tempo que quero escrever.&lt;br /&gt;Tanta coisa pra dizer e pra pensar. Mas é como se tivesse tão pouco a fazer.&lt;br /&gt;Me sinto de mão atadas.&lt;br /&gt;A vida, não para de acontecer lá fora. Faz verão em um dia, mas antes de vestirmos blusas de alcinhas, já faz inverno novamente.&lt;br /&gt;O tempo tem  trazido acontecimentos confusos e inesperados também. Eles não param. &lt;br /&gt;Mas nós, de repente, nos sentimos estagnados e paralisados… Com todo corpo amarrado, assistindo um tufão de vento que leva tudo embora, sem conseguirmos ao menos agarrar o que é nosso….&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas que bobagem isso..achar que existe alguma coisa nossa, nessa vida…&lt;br /&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3182205-82518935?l=eus.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82518935'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3182205/posts/default/82518935'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://eus.blogspot.com/2002_10_01_archive.html#82518935' title=''/><author><name>Ana</name><uri>http://www.blogger.com/profile/16469912133027906817</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author></entry></feed>
